⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Gefitinib não deve ser utilizado durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Gefitinib não deve ser utilizado durante a amamentação.
Condução
Condução:
Durante o tratamento com gefitinib foi notificada astenia. Assim, os doentes que apresentam este sintoma devem tomar precaução na condução ou utilização de máquinas.
Ao considerar a utilização de Gefitinib como um tratamento para o cancro do pulmão de células não pequenas (CPCNP) localmente avançado ou metastático, é importante a avaliação da mutação EGFR no tecido tumoral de todos os doentes.
Se a amostra do tumor não for avaliável, então pode ser utilizado o ADN tumoral circulante (ADNct) obtido a partir de uma amostra de sangue (plasma).
Para a determinação do estado da mutação EGFR do tumor ou ADNct apenas se devem utilizar testes robustos, fiáveis e sensíveis com utilidade demonstrada para evitar resultados falsos negativos ou falsos positivos.
Doença pulmonar intersticial (DPI):
Foram observados casos de DPI, que pode ser aguda no seu início, em 1,3% dos doentes submetidos ao tratamento com gefitinib, tendo sido fatais em alguns casos.
Se os doentes apresentam agravamento dos sintomas respiratórios como dispneia, tosse e febre, o tratamento com Gefitinib deve ser interrompido e deve-se proceder de imediato à observação clínica do doente.
Caso se confirme a DPI, deve-se descontinuar Gefitinib e tratar o doente de forma apropriada.
Num estudo caso-controlo farmacoepidemiológico japonês realizado em 3.159 doentes com CPCNP, submetidos ao tratamento com gefitinib ou quimioterapia, e que foram seguidos durante 12 semanas, foram identificados os seguintes factores de risco para o desenvolvimento de DPI (independentemente de o doente estar a receber Gefitinib ou quimioterapia): fumar, desempenho diminuído (PS ≥2), evidência de pulmão normal reduzido na TAC (≤50%), diagnóstico recente de CPCNP (< 6 meses), DPI pré-existente, idade avançada (≥55 anos de idade) e doença cardíaca concomitante.
Foi observado um risco aumentado de DPI com gefitinib relativamente à quimioterapia, predominantemente durante as primeiras 4 semanas de tratamento (taxa de probabilidade (OR) ajustada de 3,8; IC 95%, 1,9 a 7,7); posteriormente o risco relativo foi menor (OR ajustado de 2,5; IC 95%, 1,1 a 5,8).
O risco de mortalidade entre doentes que desenvolveram DPI com Gefitinib ou quimioterapia foi maior em doentes com os seguintes factores de risco: fumar, evidência de pulmão normal reduzido na TAC (≤50%), DPI pré-existente, idade avançada (≥65 anos de idade) e áreas extensas aderentes à pleura (≥50%).
Hepatotoxicidade e compromisso hepático:
Têm sido observadas alterações nos testes de função hepática (incluindo aumentos da alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase, bilirrubina) pouco frequentemente se apresentaram sob a forma de hepatite.
Ocorreram notificações isoladas de insuficiência hepática que, em alguns casos, levaram a resultados fatais.
Assim, recomenda-se a realização de testes periódicos da função hepática.
Gefitinib deve ser utilizado com precaução na presença de alterações ligeiras a moderadas da função hepática.
Deve-se considerar a descontinuação do tratamento se as alterações forem graves.
O compromisso da função hepática devido a cirrose mostrou provocar concentrações plasmáticas aumentadas de gefitinib.
Interações com outros medicamentos:
Os indutores do CYP3A4 podem aumentar o metabolismo de gefitinib e reduzir as concentrações plasmáticas de gefitinib.
Assim, a administração concomitante de indutores do CYP3A4 (p.ex. fenitoína, carbamazepina, rifampicina, barbitúricos ou preparações à base de plantas contendo hipericão/Hypericum perforatum) pode reduzir a eficácia do tratamento e deve ser evitada.
Em doentes com genótipo metabolizador fraco do CYP2D6, o tratamento com um inibidor potente do CYP3A4 pode levar a níveis plasmáticos aumentados de gefitinib.
Os doentes devem ser monitorizados cuidadosamente em relação a reacções adversas ao gefitinib aquando do início do tratamento com um inibidor do CYP3A4.
Foram notificados aumentos da Razão Internacional Normalizada (INR) e/ou episódios hemorrágicos em alguns doentes a tomar varfarina em conjunto com gefitinib.
Os doentes em tratamento concomitante com varfarina e gefitinib devem ser monitorizados regularmente relativamente a alterações no Tempo de Protrombina (TP) ou INR.
Os medicamentos que provocam uma elevação sustentada significativa do pH gástrico, tais como inibidores das bombas de protões e antagonistas H2 podem reduzir a biodisponibilidade e as concentrações plasmáticas de gefitinib e, consequentemente, podem reduzir a eficácia.
Os antiácidos podem ter um efeito similar se tomados regularmente próximo da hora de administração de gefitinib.
Dados obtidos de ensaios clínicos de fase II, nos quais gefitinib e vinorelbina foram utilizados concomitantemente, indicam que gefitinib pode exacerbar o efeito neutropénico da vinorelbina.
Precauções de utilização adicionais:
Os doentes devem ser aconselhados a consultar imediatamente um médico caso manifestem diarreia grave ou persistente, náuseas, vómitos ou anorexia uma vez que podem conduzir indiretamente a desidratação.
Estes sintomas devem ser tratados conforme indicação clínica.
Doentes que apresentam sinais e sintomas sugestivos de queratite grave ou agravada como: inflamação dos olhos, secreção lacrimal, sensibilidade à luz, visão turva, dor ocular e/ou olho vermelho devem ser imediatamente referenciados para um especialista em oftalmologia.
Se se confirma um diagnóstico de queratite ulcerativa, o tratamento com gefitinib deve ser interrompido e, se os sintomas não desaparecerem, ou se os sintomas se repetirem na reintrodução de gefitinib, deve ser ponderada a descontinuação permanente.
Num ensaio de fase I/II que estudou a utilização de gefitinib e de radiação em doentes pediátricos, recentemente diagnosticados com glioma do tronco cerebral ou glioma maligno supratentorial removido de modo incompleto, foram notificados 4 casos (1 fatal) de hemorragias no Sistema Nervoso Central (SNC) nos 45 doentes recrutados.
Foi notificado um caso adicional de hemorragia no SNC numa criança com ependimoma num ensaio com gefitinib isoladamente.
Não foi estabelecido um risco aumentado de hemorragia cerebral em doentes adultos com CPCNP tratados com gefitinib.
Perfuração gastrointestinal foi notificada em doentes tratados com gefitinib.
Na maioria dos casos está associada a outros factores de risco conhecidos, incluindo medicação concomitante tais como esteróides ou AINEs, história prévia de ulceração GI, idade, tabagismo ou metástases intestinais nos locais de perfuração.