⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O tratamento durante o terceiro trimestre de gravidez é contraindicado.
Aleitamento
Aleitamento:
Dever-se-á interromper o aleitamento ou descontinuar o tratamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver AINEs.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Ver AINEs.
Condução
Condução:
Uma vez que os AINE podem causar reacções adversas que podem afectar a condução, tais como vertigens, tonturas ou alterações visuais, os doentes que durante a administração de tenoxicam experimentem estas reacções adversas devem evitar conduzir automóveis ou utilizar máquinas.
A administração concomitante de Tenoxicam com outros AINE, incluindo inibidores seletivos da ciclo-oxigenase-2, deve ser evitada.
Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor período de tempo necessário para controlar os sintomas.
Testes laboratoriais:
Os AINE inibem a síntese das prostaglandinas renais e consequentemente podem ter efeitos indesejados na hemodinâmica renal e no equilíbrio hidroeletrolítico.
É necessário monitorizar adequadamente os doentes, com particular atenção para as funções renal e cardíaca (BUN, creatinina, desenvolvimento de edema, aumento de peso, etc) quando se administra tenoxicam a doentes com condições que possam aumentar o risco de desenvolverem insuficiência renal, tal como doença renal pré-existente, função renal deficiente nos diabéticos, cirrose hepática, insuficiência cardíaca congestiva, deplecção de volume ou tratamento simultâneo com fármacos potencialmente nefrotóxicos, diuréticos e corticosteróides.
Este grupo de doentes apresenta risco acrescido nas fases do peri e pós-operatório de grandes cirurgias devido à possibilidade de perdas sanguíneas graves, pelo que necessitam de um controlo cuidadoso nos períodos pós-operatório e de recuperação.
Dada a elevada ligação do tenoxicam às proteínas plasmáticas, recomenda-se precaução quando os níveis de albumina plasmática estejam muito reduzidos.
Efeitos hematológicos:
O tenoxicam inibe a agregação plaquetária e pode afetar a hemostase. O tenoxicam não tem uma influência significativa nos fatores de coagulação sanguínea, no tempo de coagulação, no tempo de protrombina nem no tempo de tromboplastina ativada.
No entanto, os doentes com alterações da coagulação ou em terapêutica com medicamentos que interferem com a hemostase devem ser cuidadosamente observados quando se administra o tenoxicam.
Hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal:
Têm sido notificados com todos os AINE casos de hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal potencialmente fatais, em várias fases do tratamento, associados ou não a sintomas de alerta ou história de eventos gastrointestinais graves.
Até à data, os estudos ainda não identificaram nenhum subgrupo populacional que não esteja em risco de desenvolver uma úlcera péptica ou uma hemorragia.
Os doentes idosos apresentam uma maior frequência de reações adversas com AINE, especialmente de hemorragias gastrointestinais e de perfurações que podem ser fatais.
Os doentes debilitados parecem ter maior dificuldade em tolerar a ulceração ou hemorragia que os restantes doentes. A maioria dos eventos gastrointestinais fatais associados a AINE ocorre em idodos e/ou em doentes debilitados.
O risco de hemorragia, ulceração ou perfuração é maior com doses mais elevadas de AINE, em doentes com história de úlcera péptica, especialmente se associada a hemorragia ou perfuração e em doentes idosos. Nestes doentes o tratamento deve ser iniciado com a menor dose eficaz.
A coadministração de agentes protetores (ex.: misoprostol ou inibidores da bomba de protões) deverá ser considerada nestes doentes, assim como naqueles que necessitem de tomar simultaneamente ácido acetilsalicílico em doses baixas, ou outros medicamentos susceptíveis de aumentar o risco gastrointestinal.
Os AINE devem ser administrados com precaução em doentes com história de doença inflamatória do intestino (colite ulcerosa, doença de Crohn) na medida em que estas situações podem ser exacerbadas.
Os doentes com história de toxicidade gastrointestinal, particularmente se forem idosos, devem notificar quaisquer sintomas abdominais pouco usuais (especialmente hemorragia gastrointestinal), principalmente nas fases iniciais do tratamento.
Em caso de hemorragia gastrointestinal ou ulceração em doentes a tomar Tenoxicam, o tratamento deve ser imediatamente descontinuado.
É necessária precaução em doentes que estejam a receber terapêuticas concomitantes que possam aumentar o risco de ulceração ou hemorragia, tais como corticosteróides orais, anticoagulantes (como a varfarina), inibidores seletivos da recaptação da serotonina ou antiagregantes plaquetários tais como o ácido acetilsalicílico.
Efeitos cardiovasculares e cerebrovasculares:
Têm sido notificados casos de retenção de líquidos e edema associados ao tratamento com AINE, pelo que os doentes com história de hipertensão arterial e/ou insuficiência cardíaca congestiva ligeira a moderada deverão ser adequadamente monitorizados e aconselhados.
Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de alguns AINE (particularmente em doses elevadas e em tratamento de longa duração) poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (por exemplo enfarte do miocárdio ou AVC).
Não existem dados suficientes para eliminar o risco de ocorrência destes efeitos aquando da utilização de tenoxicam.
Os doentes com hipertensão arterial controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença isquémica cardíaca estabelecida, doença arterial periférica, e/ou doença cerebrovascular apenas devem ser tratados com tenoxicam após cuidadosa avaliação.
As mesmas precauções deverão ser tomadas antes de iniciar o tratamento de longa duração de doentes com fatores de risco cardiovascular (ex: hipertensão arterial, hiperlipidemia, diabetes mellitus e hábitos tabágicos).
reações cutâneas:
Foram notificadas erupções cutâneas com potencial risco de vida, incluindo síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e necrólise epidérmica tóxica (TEN) associadas à utilização de AINE e de Tenoxicam.
Tenoxicam deve ser interrompido imediatamente caso ocorram reações cutâneas graves.
Os doentes devem ser informados sobre os sinais e sintomas e aconselhados a monitorizar cuidadosamente as reações cutâneas.
O maior risco para ocorrência de SSJ ou TEN ocorre nas primeiras semanas de tratamento.
(adaptação individual ao fármaco se esses dados estiverem disponíveis)
Se ocorrem sintomas ou sinais de SSJ ou TEN (por exemplo, erupção cutânea progressiva, muitas vezes com bolhas ou lesões mucosas), o tratamento com Tenoxicam deve ser interrompido.
O diagnóstico precoce e suspensão imediata de qualquer fármaco suspeito é a melhor forma de controlar a SSJ e TEN.
O abandono precoce da terapêutica está associado a um melhor prognóstico.
Se o doente desenvolveu SSJ ou TEN com a utilização de Tenoxicam, esta não deve ser re-iniciada nesse doente em nenhum momento
Efeitos oculares:
Durante o tratamento com AINE, incluindo tenoxicam, registaram-se alterações visuais adversas, pelo que se recomenda um exame oftalmológico nestes doentes.
Efeitos antipiréticos:
Como acontece com outros fármacos anti-inflamatórios, o tenoxicam pode esconder os sinais vulgares de infeção.
O Tenoxicam deve ser usado com precaução em doentes com porfiria.
Devem ser tomadas precauções especiais em doentes com história prévia de asma associada a rinite crónica, sinusite crónica ou polipose nasal, uma vez que Tenoxicam, tal como outros AINE, pode desencadear um quadro de broncospasmo nesses doentes.
Precauções relativas a fertilidade:
O uso de tenoxicam, à semelhança de qualquer fármaco inibidor da síntese da ciclo-oxigenase/prostaglandinas, pode ser prejudicial à fertilidade e não é recomendado em mulheres que pretendem engravidar.
Deve considerar-se a suspensão do tenoxicam em mulheres com dificuldade em engravidar ou em investigação de infertilidade.