⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não deve tomar Quetiapina durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Não deve tomar Quetiapina se estiver a amamentar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver Antipsicóticos.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Dose inicial – 25 mg/dia; aumentar 25 a 50 mg/dia a intervalos regulares.
Condução
Condução:
A toma de quetiapina pode fazer com que se sinta sonolento. Não conduza ou utilize máquinas antes de saber como é que este medicamento o afecta.
Crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade)
A utilização de Quetiapina comprimidos não é recomendada em crianças e em adolescentes com menos de 18 anos devido à ausência de dados que apoiem a sua utilização neste grupo etário.
Ensaios clínicos demonstraram que, além do perfil de segurança conhecido identificado em adultos, determinados acontecimentos adversos ocorreram com uma frequência mais elevada em crianças e adolescentes em comparação com os adultos (aumento do apetite, aumento da prolactina sérica e sintomas extrapiramidais), tendo sido identificado um acontecimento que não tinha sido previamente observado em estudos em adultos (aumento da tensão arterial).
Também se observaram alterações das provas da função tiróideia em crianças e adolescentes.
Além disso, as implicações a longo prazo relativas à segurança do tratamento no crescimento e maturação não foram estudadas para além de 26 semanas.
As implicações a longo prazo relativas ao desenvolvimento cognitivo e comportamental não são conhecidas.
Em ensaios clínicos, controlados com placebo, realizados em doentes pediátricos e adolescentes, a quetiapina foi associada a um aumento da incidência de sintomas extrapiramidais (SEP) em comparação com o placebo em doentes tratados para esquizofrenia e mania bipolar.
Suicídio/pensamentos suicidas ou agravamento clínico
A depressão, na doença bipolar, está associada a um aumento do risco de pensamentos suicidas, auto-lesão e suicídio (acontecimentos relacionados com o suicídio).
Este risco persiste até ocorrer uma remissão significativa.
Como pode não ocorrer melhoria durante as primeiras semanas ou mais de tratamento, os doentes devem ser monitorizados regularmente até que ocorra a melhoria.
A experiência clínica geral indica que o risco de suicídio pode aumentar nas fases iniciais de recuperação.
Em estudos clínicos realizados em doentes com crises depressivas graves na doença bipolar, observou-se um aumento do risco de acontecimentos relacionados com o suicídio em doentes adultos jovens com menos de 25 anos que foram tratados com quetiapina em comparação com os que foram tratados com placebo (respectivamente 3,0% versus 0%).
Além disso, os médicos devem considerar o risco potencial de acontecimentos relacionados com suicídio após cessação abrupta do tratamento com quetiapina, devido aos factores de risco conhecidos da doença que está a ser tratada.
Sonolência
O tratamento com quetiapina foi associado a sonolência e a sintomas associados, como por exemplo sedação.
Em ensaios clínicos do tratamento de doentes com depressão bipolar, o início manifestou-se normalmente nos primeiros 3 dias de tratamento, com uma intensidade que foi predominantemente ligeira a moderada.
Os doentes com depressão bipolar que têm uma sonolência de intensidade grave podem necessitar de um contacto mais frequente durante um mínimo de 2 semanas após o início da sonolência ou até que os sintomas melhorem, podendo ser necessário considerar a interrupção do tratamento.
Doença cardiovascular
Quetiapina comprimidos deve ser utilizado com precaução em doentes com doença cardiovascular conhecida, com doença vascular cerebral ou com outras condições predisponentes a hipotensão.
A quetiapina pode induzir hipotensão ortostática, especialmente durante o período inicial de titulação da dose.
Deve considerar-se uma diminuição da dose ou uma titulação mais gradual se esta ocorrer.
Convulsões
Em ensaios clínicos controlados não se verificaram diferenças na incidência de convulsões em doentes tratados com quetiapina ou placebo.
Como com outros antipsicóticos, recomenda-se precaução quando se tratam doentes com antecedentes de convulsões.
Sintomas extrapiramidais
Em ensaios clínicos, controlados com placebo, realizados em doentes adultos, a quetiapina foi associada, em doentes tratados para crises depressivas graves na doença bipolar, a um aumento da incidência de sintomas extrapiramidais em comparação com o placebo.
Discinesia tardia
A discinesia tardia é uma síndrome de movimentos discinéticos involuntários, potencialmente irreversíveis, que se pode desenvolver em doentes tratados com medicamentos antipsicóticos incluindo a quetiapina.
Se surgirem sinais e sintomas de discinesia tardia, deve considerar-se a diminuição da dose ou a interrupção de Quetiapina comprimidos.
Os sintomas de discinesia tardia podem agravar-se ou mesmo manifestarem-se após a interrupção do tratamento.
Síndrome neuroléptica maligna
A síndrome neuroléptica maligna foi associada ao tratamento antipsicótico, incluindo a quetiapina.
As manifestações clínicas incluem hipertermia, estado mental alterado, rigidez muscular, instabilidade autonómica e aumento da creatina fosfoquinase.
Neste caso, a quetiapina deve ser interrompida e administrado o tratamento médico apropriado.
Neutropenia grave
Foram notificados casos pouco frequentes de neutropenia grave (contagem de neutrófilos <0,5 x 10
9
/l) em ensaios clínicos com quetiapina em comprimidos.
A maior parte dos casos de neutropenia grave ocorreu num período de dois meses após o início da terapêutica com Quetiapina comprimidos.
Não se observou uma relação com a dose evidente.
Durante a experiência pós-comercialização, a resolução da leucopenia e/ou da neutropenia ocorreu após cessação da terapêutica com Quetiapina comprimidos.
Os factores de risco possíveis de neutropenia incluem uma contagem baixa pré-existente de glóbulos brancos e antecedentes de neutropenia induzida por medicamentos.
A quetiapina deve ser interrompida em doentes com uma contagem de neutrófilos <1,0 x 10
9
/l.
Os doentes devem ser observados quanto a sinais e sintomas de infecção e as contagens de neutrófilos devem ser seguidas (até excederem 1,5 x 10
9
/l).
Interacções
A utilização concomitante de quetiapina com indutores potentes das enzimas hepáticas, como a carbamazepina ou a fenitoína, diminui consideravelmente as concentrações plasmáticas de quetiapina, o que poderá afectar a eficácia da terapêutica com quetiapina.
Em doentes medicados com um indutor das enzimas hepáticas, o tratamento com quetiapina só deverá ser iniciado se o médico considerar que os benefícios da quetiapina justificam os riscos associados à suspensão do indutor enzimático hepático.
É importante que qualquer alteração no indutor seja gradual e, se necessário, deverá ser substituído por um não indutor (ex., valproato de sódio).
Hiperglicemia
Durante o tratamento com quetiapina foi notificada hiperglicemia ou exacerbação de uma diabetes pré-existente.
Aconselha-se que seja efectuada a monitorização clínica apropriada em doentes diabéticos e em doentes com factores de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus.
Lipidos
Observaram-se aumentos dos triglicéridos, colesterol-LDL e colesterol total, e diminuições do colesterol-HDL em ensaios clínicos com quetiapina.
As alterações lipídicas devem ser controladas como clinicamente apropriado.
Risco metabólico
Devido às alterações observadas do peso, glicemia (ver hiperglicemia) e lípidos observadas em estudos clínicos, poderá verificar-se um agravamento possível do perfil de risco metabólico em alguns doentes individuais, que deverá ser controlado como clinicamente apropriado.
Prolongamento do intervalo QT
Em ensaios clínicos e quando utilizada de acordo com o Resumo das Características do Medicamento, a quetiapina não foi associada a um aumento persistente dos intervalos QT absolutos.
Após comercialização, o prolongamento do intervalo QT foi notificado com quetiapina em doses terapêuticas e na sobredosagem.
Como com outros antipsicóticos, devem tomar-se precauções quando a quetiapina é prescrita em doentes com doença cardiovascular ou com antecedentes familiares de prolongamento do intervalo QT.
Devem tomar-se precauções também quando a quetiapina é prescrita com medicamentos conhecidos por aumentar o intervalo de QTc, e com neurolépticos concomitantes, especialmente nos idosos, em doentes com síndrome do QT longo congénito, insuficiência cardíaca congestiva, hipertrofia cardíaca, hipocaliemia ou hipomagnesiemia.
Reacções de privação agudas
Foram descritos sintomas agudos de privação, como insónia, náuseas, cefaleias, diarreia, vómitos, tonturas e irritabilidade após a interrupção abrupta de quetiapina.
É aconselhável a interrupção gradual durante um período de uma a duas semanas.
Doentes idosos com psicose relacionada com demência
Quetiapina não está aprovado para o tratamento de doentes com psicose relacionada com demência.
Observou-se um aumento do risco de ocorrência de acontecimentos adversos vasculares cerebrais aproximadamente 3 vezes maior, em ensaios clínicos aleatorizados, controlados com placebo, realizados na população com demência com alguns antipsicóticos atípicos.
Desconhece-se qual é o mecanismo deste risco acrescido.
Não se pode excluir um risco acrescido com outros antipsicóticos ou noutras populações de doentes.
Quetiapina deve ser utilizada com precaução em doentes com factores de risco de acidentes vasculares cerebrais.
Numa meta-análise de antipsicóticos atípicos, foi notificado que doentes idosos com psicose relacionada com demência estão em risco acrescido de morte em comparação com o placebo.
Contudo, em 2 estudos clínicos controlados com placebo, realizados durante 10 semanas na mesma população de doentes (n=710, idade média: 83 anos, intervalo: 56-99 anos) a incidência de mortalidade em doentes tratados com quetiapina foi de 5,5% versus 3,2% no grupo placebo.
Os doentes incluídos nestes ensaios morreram devido a uma variedade de causas que foram consistentes com as expectativas relativas a esta população.
Estes dados não estabelecem uma relação causal entre o tratamento com quetiapina e a morte de doentes idosos com demência.
Disfagia
Foi notificada disfagia com quetiapina.
Quetiapina deve ser utilizada com precaução em doentes em risco de pneumonia de aspiração.
Tromboembolia venosa
Foram notificados casos de tromboembolia venosa (TEV) com medicamentos antipsicóticos.
Como os doentes tratados com antipsicóticos se apresentam, muitas vezes, com factores de risco adquirido de TEV, todos os possíveis factores de risco de TEV devem ser identificados antes e durante o tratamento com quetiapina, devendo ser tomadas medidas preventivas.
Informação adicional
Os dados sobre quetiapina em associação com divalproex ou lítio em crises maníacas agudas moderadas a graves são limitados; contudo a terapêutica de associação foi bem tolerada.
Os dados revelaram um efeito aditivo na semana 3.
Não tome Quetiapina se estiver a tomar qualquer um dos seguintes medicamentos:
Certos medicamentos para o VIH.
Medicamentos do tipo dos azóis (para infecções fúngicas).
Eritromycina ou claritromicina (para infecções).
Nefazodona (para a depressão).
Informe o médico se estiver a tomar qualquer um dos seguintes medicamentos:
Medicamentos para a epilepsia (como a fenitoína ou a carbamazepina).
Medicamentos para a hipertensão arterial.
Barbitúricos (para a dificuldade em dormir).
Tioridazina (outro medicamento antipsicótico).