⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
A administração de Telmisartan não é recomendada durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
A administração de Telmisartan não é recomendada durante o aleitamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
20 a 40 mg/dia na IH moderada; evitar na grave ou colestase.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Evitar na IR grave.
Condução
Condução:
Quando se conduzem veículos ou se operam máquinas, é necessário ter em atenção que podem ocasionalmente ocorrer tonturas e sonolência com a terapêutica anti-hipertensora.
Gravidez:
Os antagonistas dos receptores da angiotensina II não devem ser iniciados durante a gravidez.
A não ser em situações em que a manutenção da terapêutica com antagonistas dos receptores da angiotensina II seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar o tratamento deve ser alterado para anti-hipertensores cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido.
Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com antagonistas dos receptores da angiotensina II deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa.
Compromisso hepático:
Telmisartan não é para ser administrado a doentes com colestase, doenças obstrutivas biliares ou compromisso hepático grave, uma vez que o telmisartan sofre eliminação predominantemente biliar.
Poderá prever-se uma diminuição da depuração hepática do telmisartan nestes doentes.
Telmisartan deverá ser usado com precaução em doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado.
Hipertensão renovascular:
Existe um risco aumentado de hipotensão e insuficiência renal graves quando doentes com estenose arterial bilateral renal ou estenose da artéria para o único rim funcionante são tratados com fármacos que afectam o sistema renina-angiotensina-aldosterona.
Compromisso renal e transplante renal:
Quando o Telmisartan é utilizado em doentes com compromisso da função renal, recomenda-se monitorização periódica dos níveis séricos de potássio e creatinina.
Não há experiência sobre a administração de Telmisartan em doentes com transplante renal recente.
Hipovolémia intravascular:
Pode ocorrer hipotensão sintomática, especialmente após a primeira dose de Telmisartan, em doentes com deplecção do volume e/ou do sódio devido a terapêutica energética com diuréticos, restrição de sal na dieta, diarreia ou vómitos.
Estas condições devem ser corrigidas antes da administração de Telmisartan.
A deplecção do volume e/ou do sódio deve ser corrigida antes da administração de Telmisartan.
Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona:
Foram notificados casos de hipotensão, síncope, hipercaliémia e alteração da função renal (incluindo insuficiência renal aguda) em indivíduos susceptíveis, como consequência da inibição do sistema renina-angiotensina-aldosterona, principalmente quando se administram concomitantemente medicamentos que afectam este sistema.
Assim, o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (por exemplo, adicionando um IECA a um antagonista do receptor da angiotensina II) não é recomendado em doentes já com a tensão arterial controlada e deve limitar-se a casos identificados individualmente, com uma monitorização apertada da função renal.
Outras situações com estimulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona:
Em doentes cujo tónus vascular e função renal dependem predominantemente da actividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (p.ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave ou doença renal subjacente, incluindo estenose da artéria renal), o tratamento com fármacos que afectam este sistema, tais como o telmisartan, foi associado a hipotensão aguda, hiperazotémia, oligúria ou, raramente, a insuficiência renal aguda.
Aldosteronismo primário:
Os doentes com aldosteronismo primário geralmente não irão responder a fármacos anti-hipertensores que actuam através da inibição do sistema renina-angiotensina.
Assim, o uso de telmisartan não é recomendado.
Estenose das válvulas aórtica e mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva:
Tal como com outros vasodiladatores, é indicado um especial cuidado em doentes que sofrem de estenose aórtica ou da válvula mitral, ou com cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.
Hipercaliémia:
Pode ocorrer hipercaliémia durante o tratamento com fármacos que afectem o sistema reninaangiotensina-aldosterona.
A hipercaliémia pode ser fatal nos idosos, em doentes com insuficiência renal, em doentes diabéticos, em doentes que estejam a ser tratados concomitantemente com outros fármacos susceptíveis de aumentar os níveis de potássio, e/ou em doentes com acontecimentos intercorrentes.
A relação benefício/risco deve ser avaliada antes de se considerar o uso concomitante de fármacos que afectam o sistema renina-angiotensina-aldosterona.
Os principais factores de risco para a hipercaliémia a ser considerados são:
- Diabetes mellitus, compromisso renal, idade (>70 anos)
- Associação com um ou mais fármacos que afectam o sistema renina-angiotensina-aldosterona e/ou suplementos de potássio.
Os fármacos ou classes terapêuticas de fármacos que podem induzir hipercaliémia são substitutos do sal contendo potássio, diuréticos poupadores de potássio, inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs), antagonistas do receptor da angiotensina II, fármacos anti-inflamatórios não esteróides (AINEs, incluindo os inibidores selectivos da COX-2), heparina, imunossupressores (ciclosporina ou tacrolimus) e trimetoprim.
- Acontecimentos intercorrentes, em particular desidratação, descompensação cardíaca aguda, acidose metabólica, deterioração da função renal, deterioração súbita da condição renal (por exemplo, doenças infecciosas), lise celular (por exemplo, isquémia aguda a nível dos membros, rabdomiólise, trauma generalizado).
Em doentes de risco recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de potássio.
Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.
Diferenças étnicas:
Tal como foi observado para inibidores da enzima de conversão da angiotensina, o telmisartan e os outros antagonistas do receptor da angiotensina II são aparentemente menos eficazes na diminuição da pressão arterial em negros do que em não-negros, possivelmente devido à prevalência elevada de situações de renina baixa na população negra hipertensa.
Outros:
Tal como com qualquer agente anti-hipertensor, a diminuição excessiva da pressão arterial em doentes com cardiopatia isquémica ou doença cardiovascular isquémica pode resultar num enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
Interacções com outros medicamentos:
- Medicamentos contendo lítio para tratar alguns tipos de depressão.
- Medicamentos que podem aumentar os níveis de potássio no sangue, tais como, substitutos salinos contendo potássio, diuréticos poupadores de potássio (alguns “comprimidos de água”), IECAs, antagonistas dos receptores da angiotensina II, AINEs (medicamentos anti-inflamatórios não esteróides, tais como aspirina ou ibuprofeno), heparina, imunossupressores (tais como ciclosporina ou tacrolímus) e o antibiótico trimetoprim.
- Diuréticos (“comprimidos de água”), especialmente se tomados em doses elevadas conjuntamente com Telmisartan, podem levar a excessiva perda de água corporal e baixa pressão arterial (hipotensão).
Telmisartan pode aumentar o efeito de diminuição da pressão arterial de outros medicamentos utilizados para tratar a pressão arterial elevada.