⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Voriconazol não pode ser tomado durante a gravidez, excepto por indicação do médico.
Aleitamento
Aleitamento:
Voriconazol não pode ser tomado durante o aleitamento.
Condução
Condução:
Voriconazol pode causar visão turva, perceção visual alterada ou sensação de desconforto à luz. Quando afectado, não conduza.
Hipersensibilidade
A prescrição de Voriconazol a doentes com hipersensibilidade a outros azois deverá ser feita com precaução.
Cardiovasculares
O voriconazol tem sido associado ao prolongamento do intervalo QT.
Têm ocorrido casos raros de torsades de pointes em doentes sob terapêutica com voriconazol e com determinados factores de risco, tais como, história de quimioterapia cardiotóxica, cardiomiopatia, hipocaliemia e medicamentos concomitantes que poderá ter contribuído para o referido efeito.
O voriconazol deve ser administrado com precaução em doentes com condições proarrítmicas potenciais, tais como:
Prolongamento do intervalo QT congénito ou adquirido
Cardiomiopatia, especialmente quando existe falência cardíaca
Bradicardia sinusal
Existência de arritmias sintomáticas
Medicamentos concomitantes que prolongam o intervalo QT.
As alterações electrolíticas, tais como hipocaliemia, hipomagnesemia e hipocalcemia devem ser monitorizadas e corrigidas, se necessário, antes do início da terapêutica com voriconazol e durante o período de tratamento.
Foi realizado um estudo com voluntários saudáveis em que foi avaliado o efeito no intervalo QT do tratamento com voriconazol, em dose única, com uma dose diária 4 vezes superior à dose recomendada.
Em nenhum indivíduo se excedeu o limite potencialmente relevante, do ponto de vista clínico, de 500 mseg.
Toxicidade hepática:
Nos ensaios clínicos, houve casos pouco frequentes de reacções hepáticas graves durante a terapêutica com voriconazol (nomeadamente hepatite clínica, colestase e afecção hepática fulminante, incluindo morte).
Foram registados casos de reacções hepáticas principalmente em doentes com situações clínicas graves subjacentes (predominantemente com doença hematológica maligna).
Ocorreram reacções hepáticas transitórias, incluindo hepatite e icterícia, em doentes sem outros factores de risco identificados.
A disfunção hepática foi habitualmente reversível com a descontinuação da terapêutica.
Monitorização da função hepática:
Os doentes em tratamento com voriconazol devem ser cuidadosamente monitorizados para a toxicidade hepática.
O controlo clínico deve incluir a avaliação laboratorial da função hepática (mais especificamente da AST e da ALT) no início do tratamento com voriconazol e, no mínimo, semanalmente durante o primeiro mês de tratamento.
A duração do tratamento deve ser o mais curto possível; no entanto, se a avaliação benefício/risco determinar a continuação do mesmo, a frequência da monitorização pode ser reduzida a mensal caso não ocorram alterações nos testes de função hepática.
Se os resultados dos testes da função hepática se tornarem acentuadamente elevados, o tratamento com voriconazol deve ser descontinuado, a menos que a avaliação médica do benefício/risco do tratamento para o doente justifique a continuação da sua utilização.
A monitorização da função hepática deve ser realizada em crianças e adultos.
Reacções adversas visuais:
Tem havido notificações de reacções adversas visuais prolongadas, incluindo visão turva, neurite ótica e edema da papila.
Reacções adversas renais:
Foi observado compromisso renal agudo em doentes em estado grave submetidos a terapêutica com voriconazol.
É provável que os doentes a receberem tratamento com voriconazol estejam a ser tratados concomitantemente com medicamentos nefrotóxicos e possuam situações concomitantes que possam conduzir a uma diminuição da função renal.
Monitorização da função renal:
Recomenda-se que os doentes sejam monitorizados quanto ao desenvolvimento de uma função renal anómala.
A monitorização deve incluir avaliação laboratorial, particularmente da creatinina sérica.
Monitorização da função pancreática:
Doentes, especialmente crianças, com factores de risco para pancreatite aguda (por ex., quimioterapia recente, transplante de células estaminais hematopoiéticas [HSCT]), devem ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento com Voriconazol.
A monitorização da amilase ou lipase séricas pode ser considerada nesta situação clínica.
Reacções adversas dermatológicas:
Durante a terapêutica com voriconazol os doentes desenvolveram raramente reacções cutâneas esfoliativas tal como a síndrome de Stevens-Johnson.
Se os doentes desenvolverem um exantema, devem ser atentamente monitorizados e Voriconazol descontinuado se as lesões progredirem.
Adicionalmente, o voriconazol tem sido associado a reacções de fototoxicidade e pseudoporfíria.
Recomenda-se que todos os doentes, especialmente as crianças, evitem a exposição solar intensa ou prolongada durante o tratamento com Voriconazol e que adotem medidas tais como o uso de vestuário protector e protector solar com elevado factor de protecção (FPS).
Tratamento de longa duração:
Os seguintes acontecimentos adversos graves foram notificados em relação ao tratamento de longa duração com voriconazol; pelo que os médicos devem considerar a necessidade de limitar a exposição ao voriconazol:
Tem sido notificado carcinoma espinocelular em doentes.
Alguns destes doentes já tinham notificado reacções de fototoxicidade prévias.
Se ocorrerem reacções de fototoxicidade, deve ser solicitada uma avaliação multidisciplinar e o doente deve ser referenciado para a dermatologia.
A interrupção de Voriconazol deve ser considerada.
Deve ser realizada uma avaliação dermatológica de forma sistemática e regular, sempre que o tratamento com Voriconazol se mantenha apesar da ocorrência de lesões relacionadas com fototoxicidade, para permitir a detecção e tratamento precoces de lesões pré-cancerosas.
Voriconazol deve ser interrompido se forem identificadas lesões cutâneas pré-cancerosas ou carcinoma espinocelular.
Tem sido notificada periostite não-infecciosa com níveis elevados de fluoreto e fosfatase alcalina em doentes transplantados.
Se um doente desenvolver dor óssea e apresentar achados radiológicos compatíveis com periostite, deve considerar-se a interrupção de Voriconazol após avaliação multidisciplinar.
População pediátrica:
A segurança e a eficácia em doentes pediátricos com idade inferior a dois anos não foram estabelecidas.
O voriconazol está indicado em doentes pediátricos com idade igual ou superior a dois anos.
A função hepática deve ser monitorizada nas crianças e nos adultos.
A biodisponibilidade oral pode ser limitada em doentes pediátricos com idades dos 2 aos <12 anos com má absorção e muito baixo peso corporal para a idade.
Nesse caso, é recomendada a administração de voriconazol intravenoso.
Fenitoína (substrato do CYP2C9 e potente indutor do CYP450):
Recomenda-se a monitorização cuidadosa das concentrações de fenitoína, quando esta é coadministrada com o voriconazol.
O uso concomitante de voriconazol e fenitoína deve ser evitado, a menos que o benefício compense o risco.
Efavirenz (indutor do CYP450; inibidor e substrato do CYP3A4):
Quando o voriconazol é coadministrado com o efavirenz, a dose de voriconazol deve ser aumentada para 400 mg, em intervalos de 12 horas, e a dose de efavirenz deverá ser diminuída para 300 mg, em intervalos de 24 horas.
Rifabutina (potente indutor do CYP450):
Recomenda-se a monitorização cuidadosa da contagem dos elementos figurados no sangue total e das reacções adversas da rifabutina (por exemplo uveíte), quando esta é coadministrada com voriconazol.
O uso concomitante de voriconazol e rifabutina deve ser evitado, a menos que o benefício compense o risco.
Ritonavir (indutor potente do CYP450; inibidor e substrato do CYP3A4)
Deve ser evitada a coadministração de voriconazol e doses baixas de ritonavir (100 mg duas vezes por dia) a não ser que a avaliação benefício/risco para o doente justifique a utilização de voriconazol.
Everolímus (substrato do CYP3A4, substrato gp-P):
Não se recomenda a coadministração de voriconazol com everolímus uma vez que é expectável que o voriconazol aumente significativamente as concentrações de everolímus.
Actualmente não existem dados suficientes para permitir recomendações de dose nesta situação.
Metadona (substrato do CYP3A4):
Recomenda-se monitorização frequente das reacções adversas e toxicidade relacionadas com a metadona, incluindo o prolongamento do intervalo QTc, quando esta é coadministrada com voriconazol, uma vez que se verifica um aumento dos níveis de metadona após coadministração com voriconazol.
Poderá ser necessário reduzir a dose de metadona.
Opiáceos de curta acção (substratos do CYP3A4):
Deve ser considerada a redução na dose do alfentanilo, fentanilo e outros opiáceos de curta acção com estrutura semelhante à do alfentanilo e metabolizados pelo CYP3A4 (por exemplo, sufentanilo), quando administrados concomitantemente com voriconazol.
Uma vez que a semi-vida do alfentanilo é prolongada em cerca de 4 vezes, quando coadministrado com voriconazol, e num estudo independente publicado, o uso concomitante de voriconazol com fentanilo resultou num aumento da AUC0-∞ média do fentanilo, pode ser necessário uma monitorização frequente das reacções adversas relacionadas com os opiáceos (incluindo prolongar o período de monitorização respiratória).
Opiáceos de acção prolongada (substratos do CYP3A4):
Deve ser considerada a redução da dose da oxicodona e outros opiáceos de acção prolongada metabolizados pelo CYP3A4 (por exemplo, hidrocodona) quando coadministrados com voriconazol.
Pode ser necessária a monitorização frequente das reacções adversas relacionadas com os opiáceos.
Fluconazol (inibidor do CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4):
A coadministração oral de voriconazol e fluconazol resultou num aumento significativo na Cmax e AUCτ de voriconazol em indivíduos saudáveis.
Não foi estabelecida a redução e/ou a frequência da dose de voriconazol e fluconazol que poderia eliminar este efeito.
Recomenda-se a monitorização das reacções adversas associadas ao voriconazol, se o mesmo é usado sequencialmente após o fluconazol.
Os medicamentos descritos na lista seguinte não podem ser tomados durante o tratamento com Voriconazol:
- Terfenadina (utilizado para as alergias)
- Astemizol (utilizado para as alergias)
- Cisaprida (utilizado para os problemas de estômago)
- Pimozida (utilizado para o tratamento de doenças mentais)
- Quinidina (utilizado para o batimento irregular do coração)
- Rifampicina (utilizado para o tratamento da tuberculose)
- Efavirenz (utilizado no tratamento da infecção por VIH) em doses de 400 mg ou superiores, uma vez por dia
- Carbamazepina (utilizado no tratamento das convulsões)
- Fenobarbital, mefobarbital (utilizado para situações graves de insónia e convulsões)
- Alcalóides da cravagem do centeio (e.g. ergotamina, di-hidroergotamina; utilizados para a enxaqueca)
- Sirolímus (utilizado em doentes transplantados)
- Ritonavir (utilizado no tratamento da infecção por VIH) em doses de 400 mg ou superiores, duas vezes por dia
- Hipericão (suplemento à base de plantas)