⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Omalizumab não deve ser utilizado durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Omalizumab não deve ser administrado durante a amamentação.
Gerais
Omalizumab não é indicado para o tratamento de exacerbações asmáticas agudas, broncospasmos agudos eestado de mal asmático.
Omalizumab não foi estudado em doentes com síndrome de hiperimunoglobulina E ou aspergilose broncopulmonar alérgica ou para a prevenção de reações anafilácticas, incluindo aquelasprovocadas por alergiaaalimentos, dermatite atópica ou rinite alérgica.
Omalizumab não está indicado para o tratamento destas condições.
A terapêutica com Omalizumab não foi estudada em doentes com doenças autoimunes, condições mediadas por imuno-complexos ou compromisso renal ou hepáticopré-existente.
Recomenda-se precaução especialquando administrar Omalizumab a esta população de doentes.
Não é recomendada a descontinuação abrupta de corticoesteróides sistémicos ou inalados após o inicio da terapia com Omalizumab.
A diminuição da dose de corticoesteróides deverá ser realizada sob supervisão directa de um médico e poderá ter que ser efectuada gradualmente.
Doençasdo sistema imunitário
reações alérgicas de tipo I
Podem ocorrer reações alérgicas de tipoIlocais ou sistémicas, incluindo anafilaxia e choque anafiláctico, aquando da utilização de omalizumab, também com início após tratamento prolongado.
A maioria destas reações ocorreram durante as primeiras 2 horas apósa primeira e subsequentes administrações de Omalizumab.
Porém algumas iniciaram-se após as 2 horas e até mesmo após as 24 horas que seguiram à injeção.
Assim, os medicamentos para o tratamento das reações anafilácticas devem estar sempre disponíveis para utilização imediata após a administraçãode Omalizumab.
Os doentes devem ser informados de que tais reações são possíveis e de que devem procurar de imediato assistência médica se ocorrerem reações alérgicas.
A ocorrência de reações anafilácticas foram raras nos ensaios clínicos.
Em ensaios clínicos foram detectados anticorpos para o omalizumab num número reduzido de doentes.
A relevância clínica destes anticorpos anti-Omalizumab não é bem entendida.
Doençado soro
Foram observados casos de doença do soro e reações tipo-doença do soro, que são reações alérgicas retardadas tipoIII, em doentes tratados com anticorpos monoclonais humanizados, incluindo o omalizumab.
O mecanismo fisiopatológico sugerido inclui formação e deposição de imunocomplexos devido ao desenvolvimento de anticorpos contra o omalizumab.
O início surge tipicamente 1-5dias após a administração da primeira injeção ou injeções subsequentes, e também após tratamento de longa duração.
Os sintomas sugestivos de doença do soro incluem artrite/artralgias, erupções cutâneas (urticária ou outras formas), febre elinfadenopatia.
Os anti-histamínicos e os corticosteróides podem ser úteis na prevenção e tratamento desta doença, e os doentes devem ser advertidos para notificarem quaisquer sintomas suspeitos.
Síndrome de Churg-Strauss e síndrome hipereosinofílico
Os doentes com asma grave podem raramente apresentar síndrome sistémico hipereosinofílico ou vasculite granulomatosa eosinofílica alérgica (síndrome de Churg-Strauss), sendo ambos habitualmente tratados com corticosteróides sistémicos.
Em casos raros, os doentes em terapia com medicamentosantiasmáticos, incluindo omalizumab, podem apresentar ou desenvolver eosinofilia sistémica e vasculite.
Estes acontecimentos estão habitualmente associados à redução da terapêutica com corticosteróides orais.
Nestes doentes, os médicos devem estar alerta para o desenvolvimento de eosinofilia marcada, rash vasculítico, agravamento dos sintomas pulmonares, anomalias dos seios paranasais, complicações cardíacas e/ou neuropatia.
Deve ser considerada a descontinuação do omalizumab em todos os casos graves com as perturbações do sistema imunitário acima mencionadas.
Infeções parasitárias (helmínticas)
A IgE pode estar envolvido na resposta imunológica a algumas infeções helmínticas.
Um estudo, controlado por placebo, mostrou que doentes com alto risco crónico de infeções helmínticas têm uma taxa de infeção ligeiramente aumentada com o omalizumab, embora o decurso, gravidade e resposta ao tratamento da infeção não tenham sido alterados.
A taxa de infeção helmíntica no programa clínico total, que não foi desenhado para detetar estas infeções, foi menor que 1 em 1.000 doentes.
No entanto, deve ser garantido cuidado a doentes com alto risco de infeção helmíntica, em particular quando em viagem a áreas onde as infeções helmínticas são endémicas.
Se os doentes não responderem ao tratamento anti-helmíntico recomendado, deve ser considerada a descontinuação de Omalizumab.