⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Terazosina não deve ser utilizado durante a gravidez a menos que o benefício potencial justifique o risco.
Aleitamento
Aleitamento:
Devem tomar-se precauções quando a terazosina é administrada a uma mulher que está a amamentar.
Condução
Condução:
Os doentes devem ser advertidos sobre estes acontecimentos adversos possíveis e sobre as circunstâncias em que podem ocorrer e aconselhados a evitar conduzir ou a efectuar tarefas perigosas durante aproximadamente as primeiras 12 horas após a dose inicial ou quando a dose é aumentada.
Nos ensaios clínicos, a incidência de hipotensão postural foi maior em doentes medicados com terazosina para a HBP do que em doentes medicados com terazosina para a hipertensão.
Nesta indicação de HBP, a incidência de acontecimentos causados por hipotensão postural foi maior em doentes com idade igual ou superior a 65 anos (5,6%) do que em doentes com menos de 65 anos (2,6%).
Os doentes devem ser advertidos quanto aos sintomas de hipotensão postural e ser aconselhados a sentarem-se ou deitarem-se caso ocorram.
Antes de tratar os sintomas de HBP com bloqueadores alfa, devem ser excluídas as outras causas de deficiência do fluxo urinário ou de sintomas urinários.
Além disso, nos casos em que foi estabelecido o diagnóstico de HBP, deve confirmar-se que não existem sinais de infecção ou de obstrução concomitante das vias urinárias superiores antes de se iniciar o tratamento com terazosina.
A terapêutica com terazosina exige monitorização médica regular.
Na fase inicial da terapêutica (especialmente após a primeira dose ou quando a dose de terazosina é aumentada), os doentes podem ter uma queda pronunciada da tensão arterial.
Podem ocorrer tonturas, obnubilação, fraqueza, sonolência e, em casos raros, síncope.
Também se deve presumir a possibilidade de ocorrência destes sintomas em associação com doses omitidas e reiniciação subsequente da terapêutica com terazosina.
Os doentes devem ser advertidos sobre estes acontecimentos adversos possíveis e sobre as circunstâncias em que podem ocorrer.
Para minimizar o risco de hipotensão postural, os doentes devem ser monitorizados no início da terapêutica.
Como a possibilidade de respostas deste tipo é maior com uma dose mais elevada do que a dose inicial recomendada, deve seguir-se cuidadosamente o regime posológico recomendado.
O doente deve tomar a primeira dose de terazosina ao deitar e deve evitar mudanças súbitas de posição ou actividades bruscas, que podem ser prejudicadas por tonturas ou cansaço.
O anterior aplica-se especialmente aos idosos.
Devido à sua acção vasodilatadora, a terazosina deve ser utilizada com precaução em doentes com qualquer das condições cardíacas seguintes:
- edema pulmonar devido a estenose aórtica ou mitral
- insuficiência cardíaca de alto débito
- insuficiência cardíaca ventricular direita causada por embolia pulmonar ou derrame pericárdico
- insuficiência cardíaca ventricular esquerda com pressão de enchimento baixa
Também se recomenda precaução quando a terazosina é administrada concomitantemente com medicamentos que podem influenciar o metabolismo hepático.
Utilização em doentes com insuficiência hepática:
Como com todos os medicamentos metabolizados no fígado, a terazosina deve ser utilizada com precaução especial em doentes com disfunção hepática.
Como não existem dados relativos a doentes com disfunção hepática grave, a utilização de terazosina nestes doentes não é recomendada.
Os doentes com hiperplasia benigna da próstata que têm uma obstrução simultânea das vias urinárias superiores, infecção crónica das vias urinárias ou cálculos vesicais não devem ser tratados com terazosina.
Em geral, a terazosina não deve ser utilizada em doentes com fluxo urinário diminuído, anúria ou deficiência renal avançada.
A utilização concomitante de inibidores da fosfodiesterase-5 (p. ex., sildenafil, tadalafil, vardenafil) e terazosina pode conduzir a hipotensão sintomática em alguns doentes.
A fim de minimizar o risco de desenvolvimento de hipotensão postural, o doente deve ser estabilizado na terapêutica com bloqueadores alfa antes de iniciar a utilização de inibidores da fosfodiesterase-5.
A “Síndrome de Íris Flácida Intraoperatória” (IFIS, uma variante da síndrome da pupila pequena) foi observada durante a cirurgia às cataratas em alguns doentes em tratamento ou previamente tratados com tansulosina.
Também foram recebidas comunicações isoladas com outros bloqueadores dos receptores adrenérgicos alfa-1, não se podendo excluir um efeito de classe.
Como a IFIS pode causar um aumento de complicações relacionadas com o procedimento durante a cirurgia às cataratas, o oftalmologista deve ser informado da utilização corrente ou anterior de bloqueadores alfa-1 antes da cirurgia.
Este medicamento não deve ser administrado a doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase de Lapp ou malabsorção de glucose-galactose.
Se a administração for interrompida durante mais de alguns dias, a terapêutica deve ser reinstituída utilizando o regime posológico inicial.
Interacção com outros medicamentos:
Outros medicamentos utilizados no tratamento da tensão arterial elevada (outros anti-hipertensores ou outros bloqueadores dos receptores alfa)
Clonidina (administrada por via intravenosa)
Nitratos utilizados para tratar a dor cardíaca (angina)
Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), como o ibuprofeno ou o diclofenac, utilizados como antirreumáticos ou para o alívio da dor.
Estrogénios (hormonas femininas, por exemplo utilizadas na contracepção)
Medicamentos incluindo qualquer das seguintes substâncias: dopamina, efedrina, adrenalina, metaraminol, metoxamina, fenilefrina Simpaticomiméticos (por exemplo, medicamentos para aumentar a tensão arterial ou a frequência cardíaca ou para dilatar as vias aéreas, como a epinefrina utilizada no tratamento de reacções alérgicas graves e os agonistas dos receptores beta-2 utilizados no tratamento da asma)
Medicamentos utilizados no tratamento da disfunção eréctil (inibidores da PDE-5, por exemplo, sildenafil, tadalafil, vardenafil).
Alguns doentes submetidos a terapêutica com bloqueadores alfa para o tratamento da tensão arterial elevada ou do aumento de volume da próstata podem ter tonturas ou sentir atordoamento, que podem ser causados por tensão arterial baixa quando se sentam ou põem de pé rapidamente.
Alguns doentes tiveram estes sintomas ao tomarem medicamentos para a disfunção eréctil (impotência) com bloqueadores alfa.
Para diminuir a probabilidade de ocorrência destes sintomas, deverá já estar a tomar uma dose diária regular do seu bloqueador alfa antes de começar a tomar medicamentos para a disfunção eréctil.