⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Deve ter-se precaução na prescrição a mulheres grávidas.
Aleitamento
Aleitamento:
As mulheres que estiverem a tomar galantamina não devem amamentar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Reduzir a dose na IH moderada; evitar na grave.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Dose máxima – 16 mg/dia na IR moderada; não recomendado na IR grave.
Condução
Condução:
Os efeitos da galantamina sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são reduzidos a moderados. Os sintomas incluem vertigens e sonolência, especialmente durante as primeiras semanas após o início do tratamento.
Galantamina está indicado em doentes com demência de tipo Alzheimer ligeira a moderadamente grave.
O benefício da galantamina em doentes com outro tipo de demência ou outras perturbações da memória não foi demonstrado.
Em dois ensaios clínicos, com duração de 2 anos, que incluíram doentes com défice cognitivo ligeiro (perturbações moderadas da memória, que não preenchem os critérios da demência de tipo Alzheimer), o tratamento com galantamina não demonstrou qualquer benefício, quer na progressão da diminuição cognitiva, quer na redução da conversão clínica para a demência.
A taxa de mortalidade no grupo tratado com galantamina foi significativamente mais elevada do que no grupo tratado com placebo: 14/1026 doentes (1,4%), no grupo tratado com galantamina, e 3/1022 doentes (0,3%), no grupo tratado com placebo.
As causas de morte foram variáveis.
Cerca de metade das mortes ocorridas nos doentes tratados com galantamina foram devidas a causas vasculares diversas (enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte súbita).
A relevância destes dados para o tratamento de doentes com demência de tipo Alzheimer é desconhecida.
Na doença de Alzheimer, realizaram-se estudos controlados com placebo, apenas com a duração de 6 meses, nos quais não se verificou aumento da mortalidade associado à galantamina.
O diagnóstico de demência do tipo Alzheimer deve ser feito por especialistas e de acordo com as normas clínicas de orientação actuais.
O tratamento com galantamina deve ser feito sob supervisão médica e só deverá ser iniciado se estiver disponível um prestador de cuidados de saúde, que irá monitorizar regularmente a toma do medicamento pelo doente.
Os doentes com a doença de Alzheimer perdem peso.
O tratamento com inibidores de colinesterase, incluindo galantamina, tem sido associado a perda de peso nestes doentes.
Durante o tratamento, o peso dos doentes deve ser monitorizado.
A galantamina deve ser administrada com precaução nas situações seguintes:
Cardiopatias
Devido à sua ação farmacológica os colinomiméticos podem produzir efeitos vagotónicos sobre a frequência cardíaca (por ex. bradicardia).
O potencial para este tipo de ação pode ser particularmente importante em doentes com “doença do nódulo sinusal”, ou outras perturbações da condução cardíaca supraventricular, ou em doentes que tomam simultaneamente medicamentos que reduzem a frequência cardíaca de modo significativo, tais como digoxina e bloqueadores beta, ou ainda em doentes com desequilíbrio electrolítico não corrigido (por ex. hipercaliemia ou hipocaliemia).
Devem tomar-se precauções especiais quando se administra galantamina a doentes com doença cardiovascular, por exemplo, no período imediato pós-enfarte do miocárdio, fibrilhação auricular recentemente diagnosticada, bloqueio cardíaco de segundo grau ou superior, angina instável ou insuficiência cardíaca congestiva, especialmente se do grupo III-IV da NYHA.
Numa análise conjunta dos resultados dos estudos clínicos controlados com placebo, em doentes com demência do tipo Alzheimer tratados com galantamina, foi observado um aumento da incidência de certos acontecimentos adversos cardiovasculares.
Doenças gastrointestinais
Doentes com maior risco de desenvolverem úlceras pépticas, por ex. doentes com antecedentes clínicos de doença ulcerosa ou doentes com predisposição para estas situações, incluindo os doentes que actualmente tomam medicamentos anti-inflamatórios não esteróides (AINES), devem ser monitorizados em relação aos sintomas.
Não é recomendada a utilização de galantamina em doentes com obstrução gastrointestinal ou em recuperação de cirurgia gastrointestinal.
Doenças do sistema nervoso
Apesar de se pensar que os colinomiméticos têm algum potencial para provocar convulsões generalizadas, a atividade convulsiva pode também ser uma manifestação da Doença de Alzheimer.
Em casos raros um aumento do tónus colinérgico pode agravar os sintomas parkinsónicos.
Numa análise conjunta dos resultados dos estudos clínicos controlados com placebo, em doentes com demência do tipo Alzheimer tratados com galantamina, foram raramente observados efeitos cerebrovasculares.
Este facto deve ser considerado quando se administra galantamina a doentes com doença cerebrovascular.
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino
Os colinomiméticos devem ser prescritos com precaução a doentes com antecedentes de asma grave, doença pulmonar obstrutiva ou infeção pulmonar ativa (por exemplo pneumonia).
Doenças renais e urinárias
Não se recomenda a utilização da galantamina em doentes com obstrução do fluxo urinário ou em recuperação de cirurgia à bexiga.
Procedimentos cirúrgicos e médicos
É provável que a galantamina, como colinomimético, potencie o relaxamento muscular de tipo succinilcolina, durante a anestesia, especialmente em casos de deficiência pseudocolinesterase.