⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
A rivastigmina não deverá ser utilizada durante a gravidez, a menos que tal seja claramente necessário.
Aleitamento
Aleitamento:
As mulheres que estiverem a tomar rivastigmina não devem amamentar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Evitar na IH grave.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Usar com precaução.
Condução
Condução:
A doença de Alzheimer pode causar uma diminuição gradual da capacidade de conduzir ou comprometer a capacidade para utilizar máquinas. Além disso, a rivastigmina pode induzir tonturas e sonolência, principalmente quando se inicia o tratamento ou se aumenta a dose. A capacidade dos doentes com demência, que tomam rivastigmina e que conduzem ou utilizam máquinas complexas deve ser regularmente avaliada pelo médico assistente.
A incidência e gravidade das reacções adversas geralmente aumentam com as doses mais elevadas.
Se o tratamento for interrompido durante mais do que três dias, deve ser reiniciado com uma dose de 1,5 mg, duas vezes por dia, de modo a reduzir a possibilidade de reacções adversas (ex.: vómitos).
Podem ocorrer reacções cutâneas no local de aplicação com o adesivo transdérmico de rivastigmina que são geralmente de intensidade ligeira a moderada.
Estas reacções não constituem em si uma indicação de sensibilização.
No entanto, o uso do adesivo transdérmico de rivastigmina pode conduzir a dermatite alérgica de contacto.
Deve-se suspeitar de dermatite alérgica de contacto caso as reacções no local de aplicação se alastrarem para além da área do adesivo transdérmico, se existir evidência de uma reacção local mais intensa (ex. eritema aumentado, edema, pápulas, vesículas) e se os sintomas não melhorarem significativamente num período de 48 h após a remoção do adesivo transdérmico.
Nestes casos, deve-se descontinuaro tratamento.
Os doentes que desenvolvam reacções no local de administração sugestivas de dermatite de contacto alérgica ao adesivo transdérmico de rivastigmina que ainda necessitem de tratamento com rivastigmina apenas devem passar a tomar rivastigmina oral após apresentarem resultado de teste de alergia negativo e sob supervisão médica apertada.
É possível que alguns doentes sensíbilizados à rivastigmina devido à exposição ao adesivo transdérmico de rivastigmina não possam tomar rivastigmina em qualquer forma.
Existem notificações pós-comercialização raras de doentes que apresentaram dermatite alérgica (disseminada) quando foi administrada rivastigmina independentemente da via de administração (oral, transdérmica).
Nestes casos, o tratamento deve ser descontinuado.
Os doentes e os cuidadores devem ser instruídos de acordo com estas informações.
Titulação de dose: Foram observadas reacções adversas (ex: hipertensão e alucinações em doentes com demência de Alzheimer, e agravamento dos sintomas extrapiramidais, em particular tremor, em doentes com demência associada à doença de Parkinson) pouco depois de um aumento de dose.
Estes podem responder a uma redução da dose.
Noutros casos, este medicamento foi interrompido.
Distúrbios gastrointestinais tais como náuseas, vómitos e diarreia são dose-dependentes e podem ocorrer principalmente aquando do início do tratamento e/ou aumento da dose.
Estas reacções adversas ocorrem mais frequentemente nas mulheres.
Os doentes com sinais ou sintomas de desidratação resultantes de vómitos prolongados ou diarreia prolongada podem ser controlados com fluidos intravenosos e diminuição da dose ou descontinuação se identificados e tratados imediatamente.
A desidratação pode estar associada a resultados graves.
Os doentes com doença de Alzheimer podem perder peso.
Os inibidores da colinesterase, incluindo a rivastigmina, têm sido associados a perda de peso nestes doentes.
Durante a terapêutica, o peso dos doentes deve ser vigiado.
Em caso de vómitos graves associados ao tratamento com rivastigmina, deverá ser feito um ajuste de dose apropriado.
Alguns casos de vómitos graves estavam associados a ruptura esofágica.
Estes acontecimentos ocorreram particularmente após incrementos de dose ou após administração de doses elevadas de rivastigmina.
Deve tomar-se cuidado quando se utiliza rivastigmina em doentes com síndrome do nodo sinusal ou defeitos de condução (bloqueio sinoauricular, bloqueio auriculoventricular).
A rivastigmina pode causar aumento das secreções ácidas gástricas.
Deve tomar-se cuidado ao tratar doentes com úlceras gástricas ou duodenais activas ou doentes predispostos a estas condições.
Os inibidores da colinesterase devem ser prescritos com cuidado em doentes com história clínica de asma ou doença pulmonar obstrutiva.
Os colinomiméticos podem induzir ou exacerbar obstrução urinária e convulsões.
Recomenda-se precaução ao tratar doentes predispostos a tais doenças.
O uso de rivastigmina não foi investigado em doentes com demência da doença de Alzheimer grave ou associada à doença de Parkinson, outros tipos de demência ou outros tipos de alteração da memória (ex.: declínio cognitivo relacionado com a idade).
Logo, a utilização nesta população de doentes não é recomendada.
Tal como outros colinomiméticos, a rivastigmina pode exacerbar ou induzir sintomas extrapiramidais.
Foi observado um agravamento (incluindo bradicinesia, discinesia, alterações da marcha) e um aumento na incidência ou gravidade do tremor em doentes com demência associada à doença de Parkinson.
Estes acontecimentos levaram à interrupção da rivastigmina em alguns casos (ex.: interrupções devidas ao tremor 1,7% com rivastigmina vs. 0% com placebo).
A monitorização clínica é recomendada para estas reacções adversas.
Populações especiais
Podem ocorrer mais reacções adversas em doentes com compromisso renal ou hepático clinicamente significativo.
As doses recomendadas para titulação de acordo com a tolerabilidade individual devem ser cuidadosamente seguidas.
Os doentes com compromisso hepático grave não foram estudados.
No entanto, este medicamento pode ser utilizado nesta população de doentes sendo necessária uma monitorização regular.
Os doentes com peso corporal inferior a 50 kg podem ter mais reacções adversas e têm maior probabilidade de descontinuar o tratamento devido às reacções adversas.