⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não pode utilizar Avelumab se estiver grávida, a menos que especificamente recomendado pelo médico.
Aleitamento
Aleitamento:
As mulheres que estejam a amamentar devem ser aconselhadas a não amamentar durante o tratamento e, pelo menos, durante 1 mês após a última dose devido ao potencial de reacções adversas graves nos lactentes.
Condução
Condução:
Foi notificada fadiga após a administração de avelumab. Os doentes devem ser aconselhados a tomarem precauções quando conduzem ou utilizam máquinas
Reacções relacionadas com a perfusão:
Foram notificadas reacções relacionadas com a perfusão em doentes em tratamento com avelumab, que podem ser graves.
Os doentes devem ser monitorizados para detecção de sinais e sintomas de reacções relacionadas com a perfusão incluindo pirexia, arrepios, rubores, hipotensão, dispneia, respiração sibilante, lombalgia, dor abdominal e urticária.
No caso de reacções relacionadas com a perfusão de Grau 3 ou Grau 4, a perfusão deve ser interrompida e o avelumab deve ser descontinuado permanentemente.
No caso de reacções relacionadas com a perfusão de Grau 1, a velocidade de perfusão deve ser diminuída em 50% para a perfusão em curso. Em doentes com reacções relacionadas com a perfusão de Grau 2, a perfusão deve ser temporariamente descontinuada até à recuperação para o Grau 1 ou até à resolução, sendo em seguida re-iniciada com uma velocidade 50% mais lenta.
No caso de recorrência de uma reacção relacionada com a perfusão de Grau 1 ou Grau 2, o doente pode continuar a receber avelumab sob monitorização frequente, após modificação adequada da velocidade da perfusão e pré-medicação com paracetamol e um anti-histamínico.
Em ensaios clínicos, 98,6% (433/439) dos doentes com reacções relacionadas com a perfusão apresentaram uma primeira reacção relacionada com a perfusão nas primeiras 4 perfusões. Entre estes doentes, 2,7% (12/439) apresentaram uma reacção de Grau ≥ 3. Nos restantes 1,4% (6/439) dos doentes, as reacções relacionadas com a perfusão ocorreram após as primeiras 4 perfusões e foram todas de Grau 1 ou Grau 2.
Reacções adversas imunomediadas:
A maioria das reacções adversas imunomediadas com avelumab foram reversíveis e controladas com descontinuação temporária ou permanente de avelumab, administração de corticosteróides e/ou cuidados de suporte.
No caso de suspeita de reacções adversas imunomediadas, deve efectuar-se uma avaliação adequada para confirmar a etiologia ou excluir outras causas. Com base na gravidade da reacção adversa, o avelumab deve ser suspenso e devem ser administrados corticosteróides. Se forem utilizados corticosteróides para tratar uma reacção adversa, após melhoria da mesma, deve ser iniciada uma redução progressiva dos corticosteróides com, pelo menos, 1 mês de duração.
Em doentes cujas reacções adversas imunomediadas não puderam ser controladas com a utilização de corticosteróides, pode considerar-se a administração de outros imunossupressores sistémicos.
Pneumonite imunomediada:
Ocorreu pneumonite imunomediada em doentes tratados com avelumab. Foi notificado um caso fatal em doentes tratados com avelumab.
Os doentes devem ser monitorizados para detecção de sinais e sintomas de pneumonite imunomediada, devendo excluir-se outras causas que não sejam a pneumonite imunomediada. Uma pneumonite suspeita deve ser confirmada por exame radiográfico.
Devem administrar-se corticosteróides no caso de acontecimentos de Grau ≥ 2 (dose inicial de 1 a 2 mg/kg/dia de prednisona ou equivalente, seguida de redução progressiva do corticosteróide).
O avelumab deve ser suspenso no caso de pneumonite imunomediada de Grau 2 até à sua resolução, e descontinuado permanentemente no caso de pneumonite imunomediada de Grau 3, Grau 4 ou de Grau 2 recorrente.
Hepatite imunomediada:
Ocorreu hepatite imunomediada em doentes tratados com avelumab. Foram notificados dois casos fatais em doentes tratados com avelumab.
Os doentes devem ser monitorizados para detecção de alterações da função hepática e sintomas de hepatite imunomediada, devendo excluir-se outras causas que não sejam a hepatite imunomediada.
Devem administrar-se corticosteróides no caso de acontecimentos de Grau ≥ 2 (dose inicial de 1 a 2 mg/kg/dia de prednisona ou equivalente, seguida de redução progressiva do corticosteróide).
O avelumab deve ser suspenso no caso de hepatite imunomediada de Grau 2 até à sua resolução, e descontinuado permanentemente no caso de hepatite imunomediada de Grau 3 ou Grau 4.
Colite imunomediada:
Foi notificada colite imunomediada em doentes tratados com avelumab.
Os doentes devem ser monitorizados para detecção de sinais e sintomas de colite imunomediada, devendo excluir-se outras causas que não sejam a colite imunomediada. Devem administrar-se corticosteróides no caso de acontecimentos de Grau ≥ 2 (dose inicial de 1 a 2 mg/kg/dia de prednisona ou equivalente, seguida de redução progressiva do corticosteróide).
O avelumab deve ser suspenso no caso de colite imunomediada de Grau 2 ou Grau 3 até à sua resolução, e descontinuado permanentemente no caso de colite imunomediada de Grau 4 ou de Grau 3 recorrente.
Endocrinopatias imunomediadas:
Foram notificadas perturbações da tiróide imunomediadas, insuficiência supra-renal imunomediada e diabetes mellitus Tipo 1 em doentes tratados com avelumab. Os doentes devem ser monitorizados para detecção de sinais clínicos e sintomas de endocrinopatias. O avelumab deve ser suspenso em endocrinopatias de Grau 3 ou Grau 4 até à sua resolução.
Perturbações da tiróide (hipotiroidismo/hipertiroidismo):
As perturbações da tiróide podem ocorrer em qualquer altura durante o tratamento.
Os doentes devem ser monitorizados para detecção de alterações da função tiróideia (no início do tratamento, periodicamente durante o tratamento e conforme indicado com base na avaliação clínica) e de sinais clínicos e sintomas de perturbações da tiróide. O hipotiroidismo deve ser tratado com terapêutica de substituição e o hipertiroidismo com um medicamento antitiróideu, conforme necessário.
O avelumab deve ser suspenso no caso de perturbações da tiróide de Grau 3 ou Grau 4..
Insuficiência supra-renal:
Os doentes devem ser monitorizados para detecção de sinais e sintomas de insuficiência supra-renal durante e após o tratamento. No caso de insuficiência supra-renal de Grau ≥ 3, devem administrar-se corticosteróides (1 a 2 mg/kg/dia de prednisona por via intravenosa ou equivalente por via oral), seguindo-se uma redução progressiva até ser atingida uma dose igual ou inferior a 10 mg/dia.
O avelumab deve ser suspenso no caso de insuficiência supra-renal sintomática de Grau 3 ou Grau 4.
Diabetes mellitus Tipo 1:
O avelumab pode causar diabetes mellitus Tipo 1, incluindo cetoacidose diabética.
Os doentes devem ser monitorizados para detecção de hiperglicemia ou de outros sinais e sintomas de diabetes. Iniciar o tratamento com insulina para a diabetes mellitus Tipo 1. O avelumab deve ser suspenso e devem administrar-se anti-hiperglicemiantes em doentes com hiperglicemia de Grau ≥ 3. O tratamento com avelumab deve ser reiniciado quando se tiver atingido o controlo metabólico com a terapêutica de substituição com insulina.
Nefrite e disfunção renal imunomediadas:
O avelumab pode causar nefrite imunomediada.
Os doentes devem ser monitorizados para detecção de creatinina sérica elevada antes do tratamento e periodicamente durante o mesmo. Devem administrar-se corticosteróides (dose inicial de 1 a 2 mg/kg/dia de prednisona ou equivalente, seguida de redução progressiva do corticosteróide) no caso de nefrite de Grau ≥ 2. O avelumab deve ser suspenso no caso de nefrite de Grau 2 ou Grau 3 até à sua resolução para ≤ Grau 1, e descontinuado permanentemente no caso de nefrite de Grau 4.
Outras reacções adversas imunomediadas:
Foram notificadas outras reacções adversas imunomediadas clinicamente importantes em menos de 1% dos doentes: miocardite incluindo casos fatais, miosite, hipopituitarismo, uveíte e síndrome de Guillain-Barré.
No caso de suspeita de reacções adversas imunomediadas, assegurar que é efectuada uma avaliação adequada para confirmar a etiologia ou excluir outras causas. Com base na gravidade das reacções adversas, o avelumab deve ser suspenso e devem ser administrados corticosteróides. O avelumab deve ser reiniciado quando a reacção adversa imunomediada regressar ao Grau 1 ou menos, após a redução progressiva do corticosteróide. O avelumab deve ser descontinuado permanentemente no caso de qualquer reacção adversa imunomediada de Grau 3 que recorra e de uma reacção adversa imunomediada de Grau 4.
Doentes excluídos dos estudos clínicos:
Os doentes com as seguintes patologias foram excluídos dos ensaios clínicos: metástases activas no sistema nervoso central (SNC), doença autoimune activa ou anterior, antecedentes de outras neoplasias malignas nos últimos 5 anos, transplante de órgão, patologias que exigiam imunossupressão terapêutica ou infecção activa pelo VIH ou hepatite B ou C.
Teor em sódio:
Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por dose, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.