⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O tivozanib não deverá ser utilizado durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
As mulheres não devem amamentar enquanto tomam o tivozanib. A fertilidade masculina e feminina pode ser afectada pelo tratamento com o tivozanib.
Condução
Condução:
Os doentes devem ser aconselhados a terem cuidado ao conduzir ou utilizar máquinas se tiverem astenia, fadiga e/ou tonturas durante o tratamento com o tivozanib.
Hipertensão:
Em estudos clínicos com o tivozanib, ocorreu hipertensão (incluindo hipertensão grave persistente).
Em aproximadamente um terço dos doentes, a hipertensão desenvolveu-se nos primeiros 2 meses de tratamento.
A tensão arterial deve ser bem controlada antes de iniciar a toma do tivozanib.
Durante o tratamento, os doentes devem ser monitorizados para a hipertensão e tratados como necessário com a terapêutica anti-hipertensora de acordo com a prática médica padrão.
No caso de hipertensão persistente, apesar da utilização de terapêutica anti-hipertensora, a dose do tivozanib deve ser reduzida, ou o tratamento interrompido e re-iniciado com uma dose mais baixa uma vez a tensão arterial controlada, de acordo com o julgamento clínico.
A interrupção do tratamento deve ser considerada nos casos de hipertensão grave persistente, síndrome de encefalopatia posterior reversível (ver abaixo) ou outras complicações da hipertensão.
Os doentes que recebem medicação anti-hipertensora devem ainda ser monitorizados quanto à hipotensão quando o tivozanib for interrompido ou suspenso.
Acontecimentos tromboembólicos arteriais:
Em estudos clínicos com o tivozanib, ocorreram acontecimentos tromboembólicos arteriais (ATA).
Os factores de risco para os ATA incluem doença maligna, idade >65 anos, hipertensão, diabetes mellitus, tabagismo, hipercolesterolemia e doença tromboembólica prévia.
O tivozanib não foi estudado em doentes com ATA nos 6 meses anteriores ao início do estudo clínico.
O tivozanib tem de ser utilizado com precaução em doentes que estejam em risco ou que tenham uma história destes acontecimentos (tais como enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral).
Acontecimentos tromboembólicos venosos:
Em estudos clínicos com o tivozanib, foram notificados acontecimentos tromboembólicos venosos (ATV), incluindo embolia pulmonar e trombose venosa profunda.
Os factores de risco para os ATV incluem cirurgia importante, traumatismo múltiplo, ATV prévios, idade avançada, obesidade, insuficiência cardíaca ou respiratória e imobilidade prolongada.
O tivozanib não foi estudado em doentes com um ATV nos 6 meses anteriores ao início do estudo clínico.
A decisão do tratamento, especialmente em doentes que estão em risco para os ATV, deve basear-se na avaliação benefício/risco do doente individual.
Insuficiência cardíaca:
Em estudos clínicos com o tivozanib como monoterapia para o tratamento de doentes com CCR, foi notificada insuficiência cardíaca.
Os sinais ou sintomas de insuficiência cardíaca devem ser periodicamente monitorizados durante todo o tratamento com o tivozanib.
O tratamento de acontecimentos de insuficiência cardíaca pode requerer interrupção temporária ou descontinuação permanente e/ou redução da dose da terapêutica com o tivozanib, mais tratamento de possíveis causas subjacentes de insuficiência cardíaca, por exemplo, hipertensão.
Hemorragia:
Em estudos clínicos com o tivozanib, foram notificados acontecimentos hemorrágicos.
O tivozanib tem de ser utilizado com precaução em doentes com risco ou com antecedentes de hemorragia.
Se qualquer hemorragia requer intervenção médica, o tivozanib deve ser temporariamente interrompido.
Proteinúria:
Foi notificada proteinúria em estudos clínicos com o tivozanib.
Recomenda-se a monitorização da proteinúria antes do início e, periodicamente, ao longo do tratamento.
No caso dos doentes que desenvolvem proteinúria de Grau 2 (>1,0-3,4 g/24 horas) ou de Grau 3 (≥3,5 g/24 horas) (National Cancer Institute Common Terminology Criteria for Adverse Events [NCI CTCAE]), a dose do tivozanib tem de ser reduzida ou o tratamento temporariamente interrompido.
Se o doente desenvolver uma proteinúria de Grau 4 (síndrome nefrótica), o tivozanib tem de ser descontinuado.
Os factores de risco para a proteinúria incluem tensão arterial alta.
Hepatotoxicidade:
Em estudos clínicos com o tivozanib, foram notificadas elevações de ALT, AST e bilirrubina.
A maioria das elevações de AST e ALT não foram acompanhadas com elevação concomitante de bilirrubina.
A AST, a ALT, a bilirrubina e a AP devem ser monitorizadas antes do início e, periodicamente, ao longo do tratamento com o tivozanib devido ao risco potencial de hepatotoxicidade.
O tivozanib não é recomendado em doentes com compromisso hepático grave.
Os doentes com compromisso hepático moderado devem ser tratados apenas com uma cápsula de 1340 microgramas de tivozanib em dias alternados, uma vez que podem apresentar um risco aumentado de reacções adversas devido à exposição aumentada com a dose de 1340 microgramas todos os dias.
Não é necessário ajuste da dose quando se administra o tivozanib a doentes com compromisso hepático ligeiro.
O tivozanib deve ser utilizado com precaução em doentes com compromisso hepático ligeiro e moderado, com monitorização rigorosa da tolerabilidade.
Síndrome de encefalopatia posterior reversível:
Em estudos clínicos, um caso de síndrome de encefalopatia posterior reversível (SEPR) foi confirmado após o tratamento com o tivozanib.
A SEPR é um distúrbio neurológico que pode apresentar dor de cabeça, convulsões, letargia, confusão, cegueira e outras perturbações visuais e neurológicas.
Pode estar presente hipertensão ligeira a grave.
É necessária Imagiologia por Ressonância Magnética para confirmar o diagnóstico de SEPR.
O tivozanib deve ser descontinuado em doentes que apresentem sinais ou sintomas de SEPR.
A segurança de reiniciar a terapêutica com o tivozanib em doentes que anteriormente apresentavam SEPR não é conhecida e o tivozanib só deve ser utilizado com precaução nestes doentes.
Reacção da pele do pé-mão:
Em estudos clínicos com o tivozanib, foi notificada reacção da pele do pé-mão (eritrodisestesia palmar-plantar).
A maioria dos acontecimentos nos cinco estudos de monoterapia com carcinoma de células renais foi CTC Grau 1 ou 2 (observou-se CTC ≥ Grau 3 em <2% dos doentes tratados com o tivozanib) e não se registaram acontecimentos graves.
O tratamento de doentes com HFSR pode incluir terapêuticas tópicas para alívio sintomático com consideração de interrupção temporária e/ou redução da dose de tratamento ou, em casos graves ou persistentes, descontinuação permanente do tratamento.
Prolongamento do intervalo QT:
Em estudos clínicos com o tivozanib, foi notificado prolongamento do intervalo QT/QTc.
O prolongamento do intervalo QT/QTc pode levar a um risco aumentado de arritmias ventriculares.
Recomenda-se que o tivozanib seja utilizado com precaução em doentes com antecedentes de prolongamento do intervalo QT ou outras doenças cardíacas pré-existentes relevantes e aqueles que recebem outros medicamentos conhecidos por aumentarem o intervalo QT.
Recomenda-se a monitorização basal e periódica de electrocardiogramas e manutenção de electrólitos (por exemplo, cálcio, magnésio, potássio) dentro do intervalo normal.
Perfuração/fístula gastrointestinal:
Recomenda-se que os sintomas de perfuração ou fístula gastrointestinal sejam periodicamente monitorizados durante todo o tratamento com o tivozanib e que o tivozanib seja utilizado com precaução em doentes com risco de perfuração ou fístula GI.
Complicações da cicatrização de feridas:
Por motivos de precaução, a interrupção temporária da terapêutica com o tivozanib é recomendada em doentes submetidos a procedimentos cirúrgicos importantes.
A decisão de retomar a terapêutica com o tivozanib após a cirurgia deve basear-se no julgamento clínico da cicatrização adequada da ferida.
Hipotiroidismo:
Em estudos clínicos com o tivozanib, foi notificado hipotiroidismo.
Observou-se que o hipotiroidismo ocorre em qualquer momento durante o tratamento com o tivozanib, desenvolvendo-se logo após dois meses do início do tratamento.
Os factores de risco para o hipotiroidismo incluem historial prévio de hipotiroidismo e uso de medicamentos antitiroidianos.
A função da tiróide deve ser monitorizada antes do início e, periodicamente, ao longo do tratamento com o tivozanib.
O hipotiroidismo deve ser tratado de acordo com a prática médica padrão.
Doentes idosos:
Disfonia, diarreia, fadiga, diminuição de peso, diminuição do apetite e hipotiroidismo ocorreram mais habitualmente em doentes ≥65 anos de idade.
Os profissionais de saúde devem estar cientes de que os doentes idosos podem estar em maior risco de reacções adversas.