O irbesartan é um potente antagonista seletivo dos recetores da angiotensina II (tipo AT1) oralmente ativo.
Pensa-se que bloqueie todas as ações da angiotensina II mediadas pelos recetores AT1, independentemente da fonte ou da via de síntese da angiotensina II.
O antagonismo seletivo dos recetores da angiotensina II (AT1) resulta em aumentos dos níveis plasmáticos de renina e de angiotensina II e numa diminuição da concentração plasmática de aldosterona.
Os níveis séricos de potássio não são significativamente afetados pelo irbesartan em monoterapia nas doses recomendadas.
O irbesartan não inibe a ECA (cininase II), uma enzima que gera angiotensina II e também degrada a bradicinina em metabólitos inativos.
O irbesartan não necessita de ativação metabólica para a sua atividade .
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Irbesartan não está recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado após o terceiro mês de gravidez, uma vez que pode ser gravemente prejudicial para o bebé se utilizado a partir desta altura.
Aleitamento
Aleitamento:
Irbesartan não está recomendado em mães a amamentar, especialmente se o bebé for recém-nascido ou prematuro; nestes casos o médico poderá indicar outro tratamento.
Condução
Condução:
Não é provável que Irbesartan afecte a sua capacidade de conduzir e usar máquinas. Contudo, ocasionalmente, podem ocorrer tonturas ou fadiga durante o tratamento da hipertensão. Se sentir estes efeitos, fale com o médico antes de tentar conduzir ou utilizar máquinas.
deplecção do volume intravascular: pode ocorrer hipotensão sintomática, especialmente após a primeira dose, nos doentes com deplecção do volume e/ou de sódio devido a terapêutica diurética vigorosa, restrição de sal na dieta, diarreia ou vómitos.
Estas situações devem ser corrigidas antes da administração de Irbesartan.
Hipertensão renovascular: Há um risco aumentado de hipotensão grave e de insuficiência renal quando doentes com estenose bilateral da artéria renal ou com estenose da artéria para um único rim em funcionamento são tratados com medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona.
Apesar disto não estar documentado com Irbesartan, deve prever-se um efeito similar com os antagonistas dos recetores da angiotensina II.
Insuficiência renal e transplante de rim: Ao utilizar-se Irbesartan em doentes com alteração da função renal, recomenda-se que se proceda a uma monitorização periódica dos níveis de potássio e dos níveis séricos da creatinina em caso de uma função renal fraca.
Não existe experiência em relação à administração de Irbesartan comprimidos em doentes recentemente submetidos a transplantação renal.
Doentes hipertensos com diabetes do tipo 2 e com doença renal: numa análise efectuada num estudo em doentes com doença renal avançada, os efeitos de irbesartan em termos de acontecimentos renais e cardiovasculares não foram uniformes em todos os subgrupos.
Em particular, os mesmos pareceram ser menos favoráveis nas mulheres e nos indivíduos não caucasianos.
Hipercaliémia: Assim como com outros medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona, pode ocorrer hipercaliémia durante o tratamento com Irbesartan, especialmente na presença de insuficiência renal, proteinúria evidente devido a doença renal diabética e/ou a insuficiência cardíaca.
Recomenda-se que se proceda a uma monitorização cuidadosa do potássio sérico nos doentes em risco.
Lítio: a combinação de lítio e irbesartan não é recomendada.
Estenose da válvula aórtica e mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva: Assim como com outros vasodilatadores, é indicada uma precaução especial em doentes que sofrem de estenose da aorta ou mitral, ou de cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.
Aldosteronismo primário: Os doentes com aldosteronismo primário geralmente não responderão a fármacos anti-hipertensores que atuam através da inibição do sistema renina-angiotensina.
Assim, não se recomenda a utilização de Irbesartan.
Gerais: Em doentes cujo tónus vascular e função renal dependem predominantemente da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (por ex., doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave ou com doença renal subjacente, incluindo estenose da artéria renal), o tratamento com inibidores da enzima de conversão da angiotensina ou com antagonistas do recetor da angiotensina–II que afetam este sistema foi associado a hipotensão aguda, azotémia, oligúria ou raramente, a insuficiência renal aguda.
Assim como com qualquer agente anti-hipertensor, uma diminuição excessiva da tensão arterial em doentes com cardiopatia isquémica ou doença cardiovascular isquémica pode resultar em enfarte do miocárdio ou trombose.
Tal como observado com os inibidores da enzima de conversão da angiotensina, o irbesartan e os outros antagonistas da angiotensina são aparentemente menos eficazes na redução da tensão arterial em pessoas de raça negra do que nas outras raças, possivelmente devido a uma maior prevalência de estados baixos de renina na população hipertensa negra.
Gravidez: Os Antagonistas dos recetores da Angiotensina II (ARAII) não devem ser iniciados durante a gravidez.
A menos que se considere que a continuação da terapêutica com o ARAII é essencial, as doentes que planeiam engravidar devem mudar para tratamentos anti-hipertensores alternativos com um perfil de segurança estabelecido para utilização durante a gravidez.
Ao diagnosticar-se uma gravidez, o tratamento com o ARAII deve ser imediatamente cessado e, caso seja apropriado, deve iniciar-se uma terapêutica alternativa.
População pediátrica: Irbesartan foi estudado nas populações pediátricas entre os 6 e os 16 anos de idade, mas os dados actuais são insuficientes para suportar uma extensão da utilização em crianças com menos de 16 anos de idade até haver mais dados disponíveis.
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Verificado por editor médico
Dr. Ozarchuk, PharmD · April 2026
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