⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O Propofol não deve ser administrado em mulheres grávidas a não ser que seja claramente necessário.
Aleitamento
Aleitamento:
As mães devem parar de amamentar e rejeitar o leite materno nas 24 h seguintes à administração de Propofol.
Condução
Condução:
Depois de lhe ser administrado Propofol não deve conduzir.
À semelhança de outros agentes sedativos, quando o propofol é usado para sedação durante procedimentos operativos, podem ocorrer movimentos involuntários do doente.
Durante procedimentos que requeiram imobilidade, estes movimentos podem ser perigosos para o local de operação.
Em casos isolados, pode haver uma fase de inconsciência pós-operatória, que pode ser acompanhada por um aumento da tonicidade muscular.
A ocorrência deste período não está relacionada com o facto de o doente ter saído ou não de um período de anestesia.
Não obstante a consciência ser espontaneamente alcançada, os doentes inconscientes devem ser mantidos sob cuidada observação.
Antes de o doente ter alta deve ser confirmada a recuperação total de uma anestesia geral.
Não foi demonstrada a segurança do propofol para sedação (de fundo) na unidade de cuidados intensivos em crianças e adolescentes com menos de 16 anos de idade.
Apesar de não ter sido estabelecida qualquer relação causal, foram notificados efeitos indesejáveis graves em sedação (de fundo) em doentes com idade inferior a 16 anos de idade (incluindo casos em que o resultado final foi fatal) durante uso não autorizado.
Em particular, estes efeitos dizem respeito à ocorrência de acidose metabólica, hiperlipidemia, rabdomiólise, insuficiência renal e/ou insuficiência cardíaca.
Estes efeitos foram observados com maior frequência em crianças com infeções do tracto respiratório que receberam doses superiores àquelas recomendadas para a sedação de adultos na UCI.
Populações especiais
Insuficiência cardíaca, circulatória ou pulmonar e hipovolemia
Como para outros agentes anestésicos, devem-se tomar precauções em doentes com problemas cardíacos, respiratórios, renais ou hepáticos, ou em doentes hipovolémicos ou debilitados.
A depuração do propofol é dependente do fluxo sanguíneo, consequentemente, medicação concomitante que reduza o output cardíaco irá também reduzir a depuração do propofol.
A insuficiência cardíaca, circulatória ou pulmonar e a hipovolemia devem ser compensadas antes da administração de Propofol.
O Propofol não deve ser administrado em doentes com insuficiência cardíaca avançada, ou outra patologia grave do miocárdio, excepto com extremos cuidados e uma monitorização intensiva.
O risco de vagotonia relativa pode estar aumentado, porque o propofol carece de atividade vagolítica.
Tem sido associado a alguns casos de bradicardia (ocasionalmente profunda) e também de assístole.
Deve ser considerada a administração intravenosa de um anticolinérgico antes da indução ou durante a manutenção da anestesia com Propofol, especialmente nas situações em que se verifica uma predominância da tonicidade vagal ou quando o Propofol é usado concomitantemente com outros fármacos em que é conhecida a possibilidade de poderem causar bradicardia.
Epilepsia
Antes da anestesia de um doente epiléptico, deve confirmar-se que o doente recebeu o tratamento antiepilético.
Apesar de diversos estudos terem demonstrado eficácia no tratamento de status epilepticus, a administração de propofol em doentes epilépticos pode também aumentar o risco de convulsões.
Não é recomendado o uso de Propofol com terapêutica electroconvulsiva.
Doentes com perturbações do metabolismo lipídico
Devem ter-se cuidados especiais em doentes que tenham perturbações do metabolismo lipídico e em outras situações em que as emulsões lipídicas devam ser administradas com precaução.
Durante o tratamento em Unidades de Cuidados Intensivos, os lípidos devem ser monitorizados a cada 2 dias.
Nos doentes com acentuado excesso de peso, por as doses serem mais elevadas, deve ser tido em consideração o risco de efeitos hemodinâmicos no sistema cardiovascular.
Doentes com pressão intracraniana elevada
Devem ser prestados cuidados especiais a doentes com pressão intracraniana elevada e uma pressão arterial média baixa, uma vez que existe o risco de uma significativa diminuição da pressão de perfusão intracerebral.
De igual modo, registaram-se, muito raramente, casos de acidose metabólica, rabdomiólise, hipercaliemia, arritmias e/ou insuficiência cardíaca com progressão rápida (em alguns casos em que o resultado final foi a morte), em adultos que foram tratados por mais de 48 horas com doses superiores a 5 mg de propofol/kg de peso corporal/h.
Estas doses excederam a dose máxima de 4 mg de propofol/kg de peso corporal/h, actualmente recomendada para sedação em Unidades de Cuidados Intensivos.
Os doentes afetados foram principalmente (mas não unicamente) doentes com lesões cranianas graves com pressão intracraniana (PIC) aumentada.
Nestes casos, a insuficiência cardíaca, geralmente não respondeu ao tratamento de suporte inotrópico.
Relembram-se os prescritores para, se possível, não exceder a dose de 4 mg de propofol/kg de peso corporal/h.
Os prescritores devem estar alertados para estes possíveis efeitos indesejáveis e considerarem diminuir a dose de propofol, ou mudar para um sedativo alternativo aos primeiros sinais de ocorrência dos respectivos sintomas.
Aos doentes com PIC aumentada devem receber o tratamento adequado para suporte da pressão de perfusão cerebral durante estas alterações do tratamento.
Dor causada no local de injeção
Para diminuir a dor causada no local de injeção durante a indução da anestesia com o Propofol pode ser injetada lidocaína antes da emulsão de propofol.
A lidocaína intravenosa não pode ser utilizada em doentes com porfíria hereditária aguda.