Via injetável:
Os alcalóides das solanáceas
– atropina e escopolamina – apresentam duas ações fundamentais:
a) anticolinérgica ou parassimpaticolítica, bloqueando a ação muscarínica da acetilcolina
b) ação sobre o S.N.C. estimulante ou depressora, segundo o caso. A primeira destas ações é a mais importante.
A atividade farmacológica da atropina (amina terciária) resulta essencialmente da ação da l-hiosciamina; a d-hiosciamina praticamente não apresenta atividade antimuscarínica.
Em geral, a atropina é mais potente que a escopolamina no que respeita à sua ação antimuscarínica a nível do coração e do músculo liso dos intestinos e brônquios; é menos potente que a escopolamina na sua atividade antimuscarínica a nível da íris, corpo ciliar e certas glândulas secretoras (salivares, brônquicas e sudoríparas). Ao contrário da escopolamina, a atropina estimula o S.N.C. nas doses normais.
Via Oftálmica:
Atropina colírio, solução, possui propriedades midriáticas e cicloplégicas que lhe são conferidas pela presença na sua composição de sulfato de atropina a 1%.
O efeito midriático de Atropina colírio, solução, sendo bastante persistente, é aconselhável em relação ao uso de outros midriáticos de ação mais rápida, nos casos de inflamações oculares, tais como irites e queratites. A recuperação da acomodação pode efectuar-se rapidamente com uso de um miótico.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O uso de Atropina durante o aleitamento está contraindicado.
Aleitamento
Aleitamento:
Não estão descritos problemas nos humanos no que respeita à administração de atropina durante o período de aleitamento. No entanto, dever-se-á ter em conta a relação risco-benefício já que são encontrados vestígios de atropina no leite materno e que as crianças são particularmente sensíveis a estes fármacos. Os antimuscarínicos inibem a lactação.
Condução
Condução:
A aplicação deste colírio pode originar uma visão enevoada (alteração da visão).
Nestes casos a condução de automóveis ou o manejo de máquinas não são aconselháveis.
Via injetável:
Fale com o médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de utilizar.
A atropina deverá ser administrada com precaução a crianças e gerontes dado que são mais susceptíveis aos seus efeitos adversos.
Deverá ter-se a mesma precaução em caso de colite pseudomembranosa, diarreia, hipertiroidismo, infeção gastrointestinal (ex.
disenteria), doença hepática ou renal e hipertensão.
A administração sistémica de agentes antimuscarínicos a doentes debilitados com doença pulmonar crónica pode conduzir à formação de rolhões brônquicos, devido à diminuição das secreções brônquicas.
No tratamento do Parkinsonismo, o aumento da dose de atropina a administrar assim como a mudança para outros tipos de tratamento deverá ser gradual (não se deve parar uma terapêutica antimuscarínica abruptamente).
Os indivíduos com Síndroma de Down (Mongolismo), aparentemente, apresentam uma susceptibilidade aumentada às ações da atropina.
Pelo contrário, os indivíduos albinos apresentam certa resistência a este fármaco.
A administração de pequenas doses pode originar bradicardia paroxística.
Dado que os antimuscarínicos podem atrasar o esvaziamento gástrico, podem conduzir a situações de estase nos doentes com úlcera gástrica.
São também necessárias medidas de precaução no caso de doentes com problemas de refluxo esofágico ou que apresentem hérnia do hiato associada com esofagite de refluxo, isto porque os antimuscarínicos diminuem a motilidade gástrica e a pressão exercida pelo esfíncter esofágico inferior.
O uso prolongado de antimuscarínicos pode diminuir ou inibir a secreção salivar, contribuindo para o desenvolvimento de cáries, doenças periodontais, candidíase oral e mal-estar.
A nível dos resultados dos testes laboratoriais, os antimuscarínicos interferem com a prova de secreção ácida gástrica.
Não se recomenda a administração de antimuscarínicos durante as 24 horas anteriores à prova, isto porque estes fármacos antagonizam o efeito da pentagastrina e da histamina na avaliação da função de secreção ácida gástrica.
Os antimuscarínicos, e em particular a atropina, interferem com a prova de excreção de fenosulfoftaleína (PSP).
A atropina utiliza o mesmo mecanismo tubular de secreção que a fenosulfoftaleína (PSP), produzindo uma diminuição da excreção urinária de PSP.
Em doentes submetidos a esta prova, não se recomenda a administração simultânea de atropina.
Dado que os antimuscarínicos podem aumentar a pressão intra-ocular é aconselhável, em alguns doentes e dependendo do seu estado, monitorizar este parâmetro.
Informe o médico, farmacêutico ou enfermeiro se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.
a) Com fármacos com propriedades anticolinérgicas
Os doentes aos quais são administrados agentes antimuscarínicos concomitantemente com amantadina, alguns anti-histamínicos, antiparkinsónicos, butirofenonas ou fenotiazinas, antidepressivos tricíclicos ou agentes antiarrítmicos com propriedades anticolinérgicas (ex.
procainamida), apresentam risco aumentado de desenvolver efeitos anticolinérgicos adversos.
b) Efeitos na absorção gastrointestinal de fármacos
A redução da motilidade gástrica provocada pelos agentes antimuscarínicos pode afetar a absorção de alguns fármacos.
Por exemplo, a administração simultânea de um antimuscarínico e de levodopa pode diminuir a absorção desta última a nível do intestino dado que aumenta o seu metabolismo a nível do estômago.
Se a administração do antimuscarínico for descontinuada sem que haja simultaneamente uma diminuição da dose de levodopa, poderão surgir efeitos tóxicos como resultado da maior absorção de levodopa.
Os doentes a fazerem terapêutica concomitante com um antimuscarínico e digoxina deverão ser vigiados pois podem desenvolver toxicidade digitálica.
Dado que os agentes antimuscarínicos podem diminuir a produção de ácido clorídrico no estômago e/ou aumentar o pH gástrico, podem diminuir a absorção gastrointestinal de cetoconazol.
Caso seja necessário recorrer a uma terapêutica concomitante, o agente antimuscarínico deverá ser administrado pelo menos duas horas após a administração de cetoconazol.
Potencialmente, os agentes antimuscarínicos podem atrasar o início do efeito terapêutico (ex.
analgesia, ação antipirética) do acetominofeno.
c) Com glucocorticoides, corticotropina (ACTH) ou haloperidol
A terapêutica concomitante a largo prazo com antimuscarínicos pode resultar num aumento da pressão intra-ocular.
Para além disso, a eficácia antipsicótica do haloperidol pode diminuir nos doentes esquizofrénicos.
d) Com alcalinizantes urinários (antiácidos que contêm cálcio e/ou magnésio, inibidores da anidrase carbónica, citratos e bicarbonato de sódio).
A excreção urinária dos antimuscarínicos pode retardar-se devido à alcalinização da urina, havendo então uma potenciação dos efeitos terapêuticos e/ou adversos deste tipo de fármacos.
e) Com antiácidos ou antidiarreicos adsorventes
A administração simultânea pode diminuir a absorção dos antimuscarínicos, originando uma diminuição da sua eficácia terapêutica.
Assim, estes fármacos deverão ser administrados com uma hora de intervalo.
f) Com ciclopropano
A administração simultânea intravenosa de antimuscarínicos com o anestésico ciclopropano pode desencadear arritmias ventriculares.
g) Com guanadrel, guanetidina ou reserpina
A administração simultânea pode antagonizar a ação inibidora dos antimuscarínicos sobre a secreção gástrica de ácido clorídrico.
h) Com inibidores da monoamino-oxidase (MAO), incluindo furazolidona, procarbacina e pargilina
A administração simultânea pode intensificar os efeitos adversos muscarínicos devido à atividade antimuscarínica secundária destes fármacos.
Para além disso, os IMAO podem bloquear a destoxificação dos antimuscarínicos, potenciando assim a sua ação.
i) Com analgésicos opiáceos
A administração simultânea com antimuscarínicos pode aumentar o risco de obstipação grave, o que pode dar origem ao íleo-paralítico e/ou retenção urinária.
j) Com cloreto de potássio, especialmente as preparações em matriz de cera
A administração simultânea com antimuscarínicos pode aumentar a gravidade das lesões gastrointestinais induzidas pelo cloreto de potássio.
O sulfato de atropina é compatível com o tartarato de butorfanol e com o cloridrato de buprenorfina.
É incompatível com brometos, iodetos, bases (ex.
bicarbonato de sódio, barbitúricos alcalinos), bitartarato de norepinefrina e bitartarato de metaraminol.
O sulfato de atropina pode ser administrado concomitantemente com tiamilal sódico desde que seja feita a mistura antes do momento de administração.
Via Oftálmica:
Fale com o médico ou farmacêutico antes de utilizar Atropina.
Recomenda-se precaução de uso em:
- doentes com hiperplasia benigna da próstata (HBP)
- insuficiência cardíaca ou coronária - ataxia
- casos de sensibilidade aos alcaloides beladona
- Íleos paralítico
A atropina assim como todos os fármacos parassimpaticolíticos, aumenta a pressão intra-ocular.
É aconselhável determinar a pressão intra-ocular antes da sua utilização.
Recomenda-se precaução de uso em crianças e idosos dado o risco de ocorrerem efeitos sistémicos.
Informe o médico ou farmacêutico se estiver a utilizar, ou tiver utilizado recentemente, ou se vier a utilizar outros medicamentos.
O Atropina poderá ser absorvido sistemicamente, pelo que é importante que informe o médico de todos os medicamentos que estiver a tomar ou pretenda tomar durante o tratamento.
Este medicamento não deve ser utilizado em associação com outros medicamentos contendo agentes midriáticos na sua composição.
Os efeitos da atropina e outros antimuscarínicos podem ser potenciados pelo uso concomitante de outros medicamentos com propriedades antimuscarínicas como a amantadina, alguns anti-histamínicos, antipsicóticos fenotiazínicos e antidepressivos tricíclicos.
Os inibidores da monoamina-oxidase (IMAO) poderão reforçar os efeitos antimuscarínicos da atropina, quando esta é absorvida sistemicamente.
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Verificado por editor médico
Dr. Ozarchuk, PharmD · April 2026
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