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NuCare Pharmaceuticals,Inc.
Código ATC
C10AB04
Fonte
OPENFDA_NDC
O mecanismo de ação do gemfibrozil ainda não está definitivamente esclarecido.
No homem, o gemfibrozil estimula a lipólise periférica das lipoproteínas enriquecidas em trigliceridos, tais como as VLDL e os quilomicrons (por estimulação das LPL), e também inibe a síntese das VLDL no fígado.
O gemfibrozil aumenta as subfrações HDL2 e HDL3, bem como as apolipoproteínas A-I e A-II.
Estudos em animais sugerem que a transformação e remoção do colesterol do fígado aumenta por ação do gemfibrozil.
No Estudo Cardíaco de Helsínquia, que consistiu num vasto ensaio controlado por placebo, em 4081 homens, com idades compreendidas entre 40 e 55 anos, com dislipidemia primária (predominantemente níveis elevados de colesterol não HDL +/- hipertrigliceridemia), sem história prévia de doença coronária, a administração de gemfibrozil na dosagem de 600 mg duas vezes ao dia, produziu uma redução significativa nos níveis totais de trigliceridos plasmáticos, de colesterol total e de colesterol LDL, bem como um aumento significativo no colesterol HDL.
A taxa acumulada dos parâmetros de avaliação cardíacos (morte cardíaca e enfarte do miocárdio não fatal), durante o período de seguimento de 5 anos foi de 27,3/1000 no grupo de gemfibrozil (56 sujeitos) e 41,4/1000 no grupo placebo (84 sujeitos), demonstrando uma redução do risco relativo de 34,0% (intervalo de confiança de 95%, 8,2 a 52,6, p<0,02) e uma redução do risco absoluto de 1,4% no grupo do gemfibrozil comparativamente ao do placebo.
Verificou-se uma redução de 37% no enfarte de miocárdio não fatal e uma redução de 26% nas mortes cardíacas.
No entanto, o número de mortes por todas as causas não foi diferente (44 no grupo do gemfibrozil e 43 no grupo do placebo).
Os doentes com diabetes e os doentes com graves desvios nas frações lipídicas demonstraram reduções de 68% e 71%, respetivamente, nos parâmetros de avaliação da doença coronária.
Existe evidência que o tratamento com fibratos pode reduzir os eventos decorrentes da doença coronária, no entanto, estes não demonstraram a diminuição da mortalidade por qualquer causa quando usados na prevenção primária ou secundária na doença cardiovascular.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O gemfibrozil não deve ser administrado durante a gravidez excepto quando claramente necessário.
Aleitamento
Aleitamento:
O gemfibrozil não deve ser utilizado durante o aleitamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Evitar.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Iniciar terapêutica com 900 mg/dia na IR grave.
Condução
Condução:
Em casos isolados, podem ocorrer tonturas e distúrbios visuais que podem afectar negativamente a capacidade de conduzir.
Distúrbios musculares (miopatia/rabdomiólise)
Ocorreram relatos de miosite, miopatia e níveis de creatina fosfoquinase marcadamente elevados associados ao gemfibrozil.
A rabdomiólise também foi raramente relatada.
É de considerar a ocorrência de lesões musculares em qualquer doente que apresente mialgia difusa, hipersensibilidade muscular dolorosa e/ou aumento marcado dos níveis de creatina fosfoquinase (CPK) (> 5 vezes o Limite Superior Normal); nestas situações o tratamento deve ser descontinuado.
Utilização concomitante com inibidores da HMG-CoA redutase
O risco de ocorrência de lesões musculares pode estar aumentado quando se combina um inibidor da HMG-CoA redutase.
Podem também ocorrer interações farmacocinéticas e pode ser necessário fazer ajustes de dose.
O benefício resultante das alterações dos níveis lipídicos pela utilização concomitante do gemfibrozil com inibidores da HMG-CoA redutase deve ser cuidadosamente ponderado contra os potenciais riscos dessa mesma combinação, sendo recomendável a monitorização clínica.
Os níveis de creatinina fosfoquinase (CPK) devem ser determinados antes de iniciar este tratamento combinado, em doentes com os seguintes fatores de predisposição para o aparecimento de rabdomiólise:
- Insuficiência renal;
- Hipotiroidismo;
- Abuso de álcool;
- Idade acima dos 70 anos;
- Antecedentes pessoais ou familiares de alterações musculares hereditárias;
- Antecedentes de toxicidade muscular devida a outros fibratos ou inibidores da HMG-CoA redutase.
Administração em doentes com cálculos biliares
O gemfibrozil pode aumentar a excreção de colesterol através da bílis aumentando o potencial de formação de cálculos biliares.
Foram relatados casos de colelitíase durante o tratamento com gemfibrozil.
Caso se suspeite de colelitíase, devem ser realizados exames à vesícula biliar.
O tratamento com gemfibrozil deve ser interrompido caso se encontrem cálculos biliares.
Monitorização dos níveis lipídicos
É necessário efectuar determinações periódicas dos níveis lipídicos durante o tratamento com gemfibrozil.
Ocasionalmente, pode ocorrer um aumento paradoxal dos níveis de colesterol (total e LDL) em doentes com hipertrigliceridemia.
O tratamento deve ser interrompido e deve-se considerar outra alternativa terapêutica, caso a resposta seja insuficiente após 3 meses de terapêutica com as doses recomendadas.
Monitorização da função hepática
Foram reportados níveis elevados de ALAT, ASAT, fosfatase alcalina, LDH, CK e bilirrubina.
Estes níveis são geralmente reversíveis com a descontinuação do tratamento com gemfibrozil.
Assim, devem ser realizados testes à função hepática periodicamente.
O tratamento com gemfibrozil deve ser interrompido caso estas anomalias persistam.
Monitorização da contagem de células sanguíneas
Recomenda-se a determinação periódica da contagem de células sanguíneas durante os primeiros 12 meses de administração do gemfibrozil.
Foi relatada raramente a ocorrência de anemia, leucopenia, trombocitopenia, eosinofilia e hipoplasia da medula óssea.
Interação com outros medicamentos
Utilização concomitante com substratos de CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP1A2, UGTA1 e UGTA3.
O perfil de interação do gemfibrozil é complexo provocando uma exposição aumentada de muitos medicamentos quando administrados concomitantemente com o gemfibrozil.
O gemfibrozil inibe potencialmente as enzimas CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP1A2, UGTA1 e UGTA3.
Utilização concomitante com agentes hipoglicemiantes
Ocorreram relatos de reações hipoglicémicas após administração concomitante do gemfibrozil com agentes hipoglicemiantes (agentes orais e insulina).
Recomenda-se a monitorização dos níveis de glucose.
Utilização concomitante com anticoagulantes orais
O gemfibrozil pode potenciar os efeitos dos anticoagulantes orais, o que exige monitorização cuidadosa da dose de anticoagulante.
É necessário precaução quando agentes anticoagulantes são administrados conjuntamente com o gemfibrozil.
Pode ser necessário reduzir a dose do anticoagulante para manter os níveis desejados de tempo de protrombina.