⚠️ Avisos
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Reduzir dose e monitorizar parâmetros hematológicos e função renal na IR ligeira; evitar na IR moderada a grave.
Gravidez
Gravidez:
Carboplatina não deve ser utilizada durante a gravidez, a menos que tal seja claramente necessário.
Aleitamento
Aleitamento:
Devido à possibilidade de efeitos nocivos nos latentes, a amamentação deve ser interrompida se a mãe estiver a ser tratada com Carboplatina.
Condução
Condução:
A Carboplatina pode causar náuseas e vómitos, perturbando indiretamente a capacidade de conduzir e de utilizar máquinas.
Advertências:
A Carboplatina deve ser administrada por pessoas sob a supervisão de um Médico qualificado com experiência no uso de terapêutica antineoplásica. Instalações de diagnóstico e tratamento devem estar prontamente disponíveis para controlo da terapêutica e das possíveis complicações.
A mielossupressão causada pela Carboplatina está intimamente relacionada com a sua depuração renal. Os doentes com função renal anormal ou que estão a receber terapêutica concomitante com outros medicamentos com potencial nefrotóxico podem ter uma mielotoxicidade mais grave e prolongada.
Portanto, os parâmetros da função renal devem ser cuidadosamente avaliados antes, durante e após a terapêutica com Carboplatina.
Os ciclos de Carboplatina para perfusão não devem ser repetidos com uma frequência de menos de um mês de intervalo em circunstâncias normais. Ocorrem trombocitopenia, leucopenia e anemia após a administração de Carboplatina.
Recomenda-se a monitorização frequente das contagens de células do sangue periférico durante e após a terapêutica com Carboplatina e, subsequentemente, em intervalos semanais. Isto monitorizará a toxicidade e ajudará a determinar o valor mínimo e a recuperação dos parâmetros farmacológicos, além de facilitar os ajustes posológicos subsequentes.
Observam-se os níveis mais baixos de plaquetas entre os dias 14 e 21 após a terapêutica inicial.
Observa-se uma maior diminuição em doentes que foram submetidos previamente a quimioterapia mielossupressora extensa.
Os níveis mais baixos de glóbulos brancos ocorrem geralmente entre os dias 14 e 28 após a terapêutica inicial.
Se os níveis diminuírem para valores inferiores a 2.000 células/mm3 ou as plaquetas para menos de 100.000 células/mm3, então deverá considerar-se o adiamento da terapêutica com Carboplatina até a recuperação da medula óssea ser evidente.
Esta recuperação demora geralmente 5 a 6 semanas.
No tratamento subsequente poderão ser necessárias transfusões e devem ser recomendadas reduções na posologia.
A terapêutica de associação de Carboplatina com outros compostos mielossupressores deve ser planeada com muita precaução relativamente a doses e frequência de administração a fim de minimizar os efeitos aditivos. Pode ser necessária uma terapêutica transfusional de suporte em doentes com mielossupressão grave.
Carboplatina pode causar náuseas e vómitos. Foi comunicado que a pré-medicação com antieméticos é útil para diminuir a incidência e intensidade destes efeitos.
Pode observar-se disfunção hepática e renal com Carboplatina.
Doses muito elevadas de Carboplatina (≥ 5 vezes a dose recomendada em monoterapia) produziram anomalias graves da função hepática e/ou renal.
Não é claro se um programa de hidratação apropriado poderá superar os efeitos sobre a função renal. É necessário diminuir a dose ou interromper a terapêutica na presença de alteração moderada a grave das provas da função hepática ou renal.
A incidência e a gravidade da nefrotoxicidade podem aumentar em doentes que tinham insuficiência da função renal antes do tratamento com Carboplatina.
A insuficiência da função renal também é mais provável em doentes que, anteriormente, tenham apresentado nefrotoxicidade em consequência da terapêutica com Cisplatina.
Embora não se tenha acumulado evidência clínica sobre nefrotoxicidade complicada, recomenda-se não associar Carboplatina com aminoglicosídeos ou com outros compostos nefrotóxicos.
Foram comunicadas reações alérgicas a Carboplatina pouco frequentes, por exemplo, exantema cutâneo eritematoso, febre sem causa aparente ou prurido.
Ocorreram, raramente, anafilaxia, angioedema e reações anafilactóides incluindo broncospasmo, urticária e edema facial. Estas reações são semelhantes às que foram observadas após a administração de outros compostos de platina e podem ocorrer em minutos. A incidência de reações alérgicas pode aumentar com a exposição prévia à terapêutica com platina; contudo, observaram-se reações alérgicas após a exposição inicial à carboplatina.
Os doentes devem ser observados cuidadosamente para detecção de possíveis reações alérgicas e tratados com a terapêutica de suporte apropriada, incluindo anti-histamínicos, adrenalina e/ou glucocorticóides.
Avaliações neurológicas e exames auditivos devem ser efectuados regularmente, especialmente em doentes medicados com uma dose elevada de Carboplatina.
É mais provável que sejam observadas neurotoxicidade, como parestesia e diminuição dos reflexos tendinosos profundos, e ototoxicidade em doentes submetidos previamente a tratamento com cisplatina, outros tratamentos com platina e a outros agentes ototóxicos.
O potencial carcinogénico de Carboplatina não foi estudado, no entanto, compostos com um mecanismo de ação e mutagenicidade semelhantes foram comunicados como sendo carcinogénicos.
Não foi comprovada a segurança e a eficácia da administração de Carboplatina em crianças.
Não se deve utilizar equipamento com alumínio durante a preparação e administração de Carboplatina.
Interações com outros medicamentos
– Outros medicamentos que são conhecidos por afetarem a formação das células do sangue na medula óssea
– Outros medicamentos que são conhecidos por serem tóxicos para os rins (por exemplo, antibióticos aminoglicosídicos)
– Outros medicamentos que são conhecidos por lesarem as funções da audição ou do equilíbrio do ouvido (por exemplo, antibióticos aminoglicosídicos e furosemida, utilizada para tratar a insuficiência cardíaca e o edema)
– Agentes quelantes (substâncias que ligam-se à carboplatina diminuindo, por este meio, o efeito desta)
– Fenitoína (utilizada para tratar diversos tipos de convulsões e crises epiléticas)
– Varfarina (utilizada para prevenir a formacção de coágulos sanguíneos)