Os dados disponíveis sugerem que o mecanismo de acção básico não é específico da célula nem do órgão.
O piracetam liga-se fisicamente, de um modo dose-dependente, à cabeça polar dos fosfolípidos dos modelos de membrana, induzindo a reparação da estrutura lamelar da membrana, caracterizada pela formação de complexos fosfolípido-fármaco, móveis.
Isto provavelmente contribui para uma melhoria da estabilidade da membrana, permitindo que as proteínas da membrana e transmembranares mantenham ou recuperem a estrutura tridimensional e a flexibilidade essenciais para exercer a sua função.
O piracetam tem efeitos neuronais e vasculares.
Ao nível neuronal, o piracetam exerce a sua actividade na membrana de várias formas.
Em animais, o piracetam estimula uma variedade de tipos de neurotransmissão, primariamente através da modulação pós-sináptica da densidade e actividade do receptor.
Em ambos, animais e Homem, as funções envolvidas em processos cognitivos tais como a aprendizagem, memória, atenção e consciência foram estimuladas, nos sujeitos normais bem como nos estados deficientes, sem o desenvolvimento de efeitos sedativos ou psicoestimulantes.
O piracetam protege e restabelece as capacidades cognitivas em animais e no Homem após várias lesões cerebrais, tais como hipóxia, intoxicações e tratamento electroconvulsivo.
Protege contra as alterações induzidas por hipóxia nas funções cerebrais e desempenho, tal como estabelecido pelo eletroencefalograma (EEG) e avaliações psicométricas.
O piracetam exerce os seus efeitos hemorreológicos nas plaquetas, eritrócitos e paredes dos vasos sanguíneos pelo aumento da deformabilidade dos eritrócitos e pela diminuição da agregação plaquetária, adesão de eritrócitos às paredes dos vasos e vasoespasmo capilar.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Contraindicado na gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Contraindicado no aleitamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Contraindicado na insuficiência hepática.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Contraindicado na insuficiência renal grave.
Condução
Condução:
Atendendo aos efeitos adversos observados com o piracetam, é possível a existência de influência sobre a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas, devendo a mesma ser tomada em consideração.
Devido ao efeito do piracetam na agregação plaquetária, recomenda-se precaução em doentes com hemorragias graves, doentes em risco de hemorragia tais como doentes com úlcera gastrointestinal, doentes com distúrbios da hemostasia, doentes com historial de AVC hemorrágico, doentes submetidos a grandes cirurgias incluindo cirurgias dentárias e doentes a medicados com fármacos anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários incluindo aspirina de baixa dosagem.
Dado que o piracetam é principalmente eliminado pelos rins, recomenda-se precaução nos doentes com insuficiência renal, nos quais se sugere, a par da vigilância clínica e laboratorial habituais, uma posologia adaptada ao valor da função renal.
Idosos: Em doentes com idade superior a 65 anos, a posologia deve ser adaptada em função da depuração da creatinina, de acordo com as instruções do médico.