Esta informação destina-se apenas a fins educativos. Não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
OTC
Sebelipase alfa
2 mg/mL, Injection, solution, concentrate
INN: SEBELIPASE ALFA
Disponível em:
🇬🇧🇵🇹
Forma
INJECTION, SOLUTION, CONCENTRATE
Posologia
2 mg/mL
Via de administração
INTRAVENOUS
Armazenamento
—
Sobre este produto
Fabricante
Alexion Pharmaceuticals, Inc.
User Reviews
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Código ATC
A16AB14
Fonte
OPENFDA_NDC
Deficiência de lipase ácida lisossomal (LAL): A deficiência de LAL é uma doença rara associada a morbilidade e mortalidade significativas, que afecta indivíduos desde a infância até à idade adulta.
A deficiência de LAL nos lactentes é uma emergência médica com rápida progressão da doença ao longo de um período de semanas, tipicamente fatal nos primeiros 6 meses de vida.
A deficiência de LAL é uma doença autossómica recessiva de armazenamento lisossomal caracterizada por um defeito genético que resulta numa diminuição acentuada ou perda de actividade da enzima lipase ácida lisossomal (LAL).
A actividade deficiente da enzima LAL resulta na acumulação lisossomal de ésteres do colesterol e triglicéridos. No fígado, esta acumulação conduz a hepatomegalia, teor de gordura no fígado aumentado, elevação das transaminases assinalando lesão crónica do fígado e progressão para fibrose, cirrose e complicações de doença hepática em fase terminal.
No baço, a deficiência de LAL resulta em esplenomegalia, anemia e trombocitopenia.
A acumulação de lípidos na parede do intestino conduz a má absorção e falha no crescimento.
A dislipidemia é frequente com o LDL e os triglicéridos elevados e o HDL baixo, associados ao teor de gordura no fígado aumentado e às elevações das transaminases.
Além da doença hepática, os doentes com deficiência de LAL têm um risco acrescido de doença cardiovascular e aterosclerose acelerada.
Mecanismo de acção: A sebelipase alfa é uma lipase ácida lisossomal humana recombinante (rhLAL). A sebelipase alfa liga-se aos receptores da superfície celular através de glicanos expressos na proteína e é subsequentemente internalizada nos lisossomas.
A sebelipase alfa catalisa a hidrólise lisossomal dos ésteres do colesterol e triglicéridos para colesterol livre, glicerol e ácidos gordos livres.
A substituição da actividade da enzima LAL conduz a reduções do teor de gordura no fígado e das transaminases, e activa o metabolismo dos ésteres do colesterol e triglicéridos no lisossoma, conduzindo a reduções do colesterol de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e do colesterol de lipoproteínas não de alta densidade (HDL), triglicéridos e aumentos do colesterol HDL.
A melhoria do crescimento ocorre em resultado da redução de substratos no intestino.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Como medida de precaução, é preferível evitar a utilização de sebelipase alfa durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Tem de ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapêutica com sebelipase alfa tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.
Condução
Condução:
Os efeitos de sebelipase alfa sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são reduzidos. Foram notificados acontecimentos adversos de tonturas com a utilização de sebelipase alfa, os quais podem afetar a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.
Reacções de hipersensibilidade incluindo anafilaxia:
Foram notificadas reacções de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia, em doentes tratados com sebelipase alfa. Por conseguinte, deverá estar prontamente disponível o apoio clínico adequado ao administrar sebelipase alfa.
Se ocorrerem reacções graves, a perfusão de sebelipase alfa deve ser imediatamente parada e o tratamento médico apropriado deve ser iniciado. Devem ser considerados os riscos e benefícios da readministração de sebelipase alfa após uma reacção grave.
Após a primeira perfusão de sebelipase alfa, incluindo a primeira perfusão após um aumento progressivo da dose, os doentes devem ser observados durante 1 hora a fim de monitorizar quaisquer sinais ou sintomas de anafilaxia ou uma reacção de hipersensibilidade grave.
O controlo das reacções de hipersensibilidade poderá incluir a interrupção temporária da perfusão, a redução da velocidade de perfusão e/ou o tratamento com anti-histamínicos, antipiréticos e/ou corticosteróides.
Para os doentes que tenham tido reacções alérgicas durante a perfusão, deverá agir-se com prudência aquando da readministração. Caso seja interrompida, a perfusão poderá ser retomada a uma velocidade mais lenta com os aumentos tolerados.
O tratamento prévio com antipiréticos e/ou anti-histamínicos poderá evitar reacções subsequentes nos casos em que foi necessário tratamento sintomático. Em casos de reacções graves à perfusão e em casos de falta ou perda de efeito, os doentes devem fazer análises quanto à presença de anticorpos.