⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O celecoxib está contraindicado na gravidez e em mulheres que possam vir a engravidar. Se ocorrer gravidez, o tratamento com celecoxib deve ser interrompido.
Aleitamento
Aleitamento:
As mulheres que tomem Celecoxib não deverão amamentar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver AINEs; reduzir a dose a metade na IH moderada.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Ver AINEs.
Condução
Condução:
Os doentes que refiram tonturas, vertigens ou sonolência aquando da administração de celecoxib devem abster-se de conduzir ou utilizar máquinas.
Em doentes tratados com Celecoxib ocorreram complicações do aparelho gastrointestinal superior (perfurações, úlceras ou hemorragias (PUH), algumas delas com resultados fatais.
Aconselha-se precaução nos doentes com maior risco de desenvolverem complicações gastrointestinais com AINE; idosos, doentes sob terapêutica concomitante com outros AINE ou ácido acetilsalicílico, ou em doentes com história prévia de doença gastrointestinal como ulceração ou hemorragia gastrointestinal.
Existe um aumento adicional do risco de efeitos adversos gastrointestinais (úlceras gastrointestinais ou outras complicações gastrointestinais) quando Celecoxib é administrado concomitantemente com o ácido acetilsalicílico (mesmo em doses baixas).
Em ensaios clínicos de longa duração, não ficou demonstrada uma diferença significativa na segurança gastrointestinal dos inibidores seletivos da COX-2 + ácido acetilsalicílico versus AINE + ácido acetilsalicílico.
Deve ser evitada a utilização concomitante de Celecoxib e um AINE (excepto ácido acetilsalicílico).
Num ensaio clínico de longa duração, controlado por placebo, realizado em indivíduos com pólipos adenomatosos esporádicos, verificou-se que os indivíduos tratados com Celecoxib na dose de 200 mg duas vezes por dia e de 400 mg duas vezes por dia, apresentaram um aumento do número de acontecimentos cardiovasculares graves, principalmente enfarte do miocárdio, comparativamente ao placebo.
Uma vez que o risco cardiovascular relacionado com a utilização de Celecoxib pode aumentar com a dose e a duração da exposição, deverá usar-se a menor dose diária eficaz, na menor duração possível.
Devem ser reavaliadas, periodicamente, a necessidade de alívio sintomático e a resposta do doente à terapêutica, especialmente em doentes com osteoartrose.
Os doentes com fatores de risco significativos para a ocorrência de acontecimentos cardiovasculares (por exemplo hipertensão, hiperlipidemia, diabetes mellitus, hábitos tabágicos) só devem ser tratados com Celecoxib após uma avaliação cuidadosa.
Os inibidores seletivos da COX-2 não são substitutos do ácido acetilsalicílico na profilaxia das doenças cardiovasculares tromboembólicas, uma vez que não possuem atividade antiagregante plaquetária.
Por isso, as terapêuticas antiagregantes plaquetárias não devem ser interrompidas.
Tal como com outros fármacos que inibem a síntese das prostaglandinas, foram observados retenção de líquidos e edema em alguns doentes a tomar Celecoxib.
Deste modo, o Celecoxib deve ser utilizado com precaução em doentes com história de insuficiência cardíaca, disfunção ventricular esquerda ou hipertensão e em doentes com edema pré-existente por outras etiologias, uma vez que a inibição de prostaglandinas pode resultar na deterioração da função renal e retenção de fluidos. Deve ainda ser dada atenção particular a doentes a tomar diuréticos ou que possam estar em risco de hipovolemia.
Tal como todos os AINE, Celecoxib pode originar novas situações de hipertensão arterial ou agravamento de hipertensão arterial pré-existente, o que pode contribuir para o aumento da incidência de eventos cardiovasculares.
A pressão arterial deverá ser cuidadosamente monitorizada durante o início e no decorrer da terapêutica com Celecoxib.
O comprometimento da função renal, hepática e especialmente as disfunções cardíacas são mais comuns no idoso, devendo manter-se uma monitorização médica apropriada.
Os AINE, incluindo o Celecoxib, podem causar toxicidade renal.
Em estudos clínicos com Celecoxib foram observados efeitos renais semelhantes aos observados com os AINE comparadores.
Os doentes com risco aumentado de toxicidade renal são os que apresentam insuficiência renal, insuficiência cardíaca, disfunção hepática, os que tomam diuréticos, inibidores da enzima de conversão da angiotensina, antagonistas dos recetores da angiotensina II e os idosos.
Estes doentes devem ser monitorizados cuidadosamente durante o tratamento com Celecoxib.
Foram notificados alguns casos de reações hepáticas graves com Celecoxib, incluindo hepatite fulminante (por vezes fatal), necrose hepática e insuficiência hepática (por vezes fatal ou requerendo transplante hepático).
Nos casos em que foi notificado o tempo decorrido de tratamento até ao início destas reações, a maioria dos eventos hepáticos graves desenvolveram-se no espaço de um mês após o início do tratamento com Celecoxib.
Se, durante o tratamento, se verificar deterioração de qualquer uma das funções dos sistemas orgânicos do doente, acima referidas, devem ser tomadas medidas apropriadas e considerada a interrupção da terapêutica com Celecoxib.
O Celecoxib inibe o CYP2D6.
Apesar de não ser um forte inibidor desta enzima, poderá ser necessária uma redução da dose dos fármacos metabolizados pelo CYP2D6.
Os doentes que apresentam fraco metabolismo CYP2C9 deverão ser tratados com precaução.
Foram relatadas, muito raramente, reações cutâneas graves, algumas das quais fatais, incluindo dermatite exfoliativa, síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, em associação com o uso de Celecoxib.
O risco de ocorrência destas reações parece ser superior no início da terapêutica: na maioria dos casos, este tipo de reações surge durante o primeiro mês de tratamento.
Foram relatadas reações de hipersensibilidade graves (incluindo anafilaxia, angioedema e erupção medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS, ou síndrome de hipersensibilidade) em doentes sob terapêutica com Celecoxib.
Os doentes com antecedentes de alergia às sulfonamidas ou a qualquer outro fármaco poderão estar em maior risco de ocorrência de reações cutâneas graves ou de reações de hipersensibilidade. A terapêutica com Celecoxib deverá ser interrompida ao primeiro sinal de erupção cutânea, lesões nas mucosas ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade.
O Celecoxib pode mascarar a febre e outros sinais de inflamação. Ocorreram situações graves de hemorragia em doentes sob terapêutica concomitante com varfarina.
A administração concomitante de Celecoxib, varfarina e outros anticoagulantes orais deverá ser feita com precaução.
Alguns medicamentos podem afetar a ação de outros medicamentos.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos:
– Dextrometorfano (utilizado para tratar tosses).
– IECA ou antagonistas dos recetores da angiotensina II (utilizados para a pressão arterial elevada e insuficiência cardíaca).
– Diuréticos (utilizados para tratar o excesso de fluidos no corpo).
– Fluconazol e rifampicina (utilizado para tratar infeções fúngicas e bacterianas).
– Varfarina ou outros anticoagulantes (medicamentos que impedem a coagulação do sangue).
– Lítio (utilizado para tratar alguns tipos de depressão).
– Outros medicamentos para tratar a depressão, perturbações do sono, pressão sanguínea elevada ou batimentos cardíacos irregulares.
– Neurolépticos (utilizados para tratar algumas perturbações mentais).
– Metotrexato (utilizado para tratar a artrite reumatóide, psoríase e leucemia).
– Carbamazepina (utilizado para tratar epilepsia/ataques epilépticos e algumas formas de dor ou depressão).
– Barbitúricos (utilizados para tratar epilepsia/ataques epilépticos e algumas perturbações do sono).
– Ciclosporina e tacrolimus (utilizados para a supressão do sistema imunitário, por exemplo, após transplantes).
Celecoxib pode ser usado com doses baixas de ácido acetilsalicílico (75 mg ou menos por dia). Consulte o seu médico antes de tomar os dois medicamentos em conjunto.