⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Itraconazol não deve ser usado durante a gravidez, excepto para os casos de risco de vida, onde o potencial benefício para a mãe supera o risco potencial para o feto.
Aleitamento
Aleitamento:
Os benefícios esperados da terapêutica com itraconazol devem ser ponderados contra o risco potencial da amamentação. Em caso de dúvida, a doente não deve amamentar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Pode ser necessário reduzir a dose.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Evitar administração IV para Cl cr < 30 ml/min; biodisponibilidade da formulação oral possivelmente reduzida.
Condução
Condução:
Na condução de veículos a possibilidade de reacções adversas tais como tonturas, distúrbios visuais e perda auditiva, que podem ocorrer em alguns casos, deve ser considerada.
Efeitos cardíacos:
Num ensaio com voluntários saudáveis com itraconazol IV, observou-se uma diminuição assintomática transitória da fração de ejecção do ventrículo esquerdo; isto resolveu-se antes da perfusão seguinte.
Desconhece-se a relevância clínica destes resultados na formulação oral.
O itraconazol mostrou ter um efeito inotrópico negativo e o itraconazol 100 mg foi associado a notificações de insuficiência cardíaca congestiva.
A insuficiência cardíaca foi a mais frequentemente notificada das notificações espontâneas de 400 mg de dose diária total de entre aqueles de menores doses diárias totais, sugerindo que o risco de insuficiência cardíaca pode aumentar com a dose diária total de itraconazol.
O itraconazol não deve ser usado em doentes com insuficiência cardíaca congestiva ou com história de insuficiência cardíaca congestiva, a menos que os benefícios superem claramente os riscos.
Na avaliação individual benefício-risco deve-se ter em consideração fatores, tais como a gravidade da indicação, o regime posológico e os fatores de risco individuais para insuficiência cardíaca congestiva.
Estes fatores de risco incluem doenças cardíacas, tais como, doença isquémica e valvular; doença pulmonar significativa, tais como doença pulmonar obstrutiva crónica; e insuficiência renal e outras perturbações edematosas.
Tais doentes devem ser informados dos sinais e sintomas da insuficiência cardíaca congestiva, devem-se tratar com precaução e durante o tratamento devem-se monitorizar quanto aos sinais e sintomas da insuficiência cardíaca congestiva; se durante o tratamento surgirem tais sinais ou sintomas, deve-se interromper o tratamento com itraconazol.
Os antagonistas dos canais de cálcio podem ter efeitos inotrópicos negativos, que podem ser aditivos aos de itraconazol; o itraconazol pode inibir o metabolismo dos antagonistas de canais de cálcio.
Portanto, deve-se ter cuidado quando coadministrar itraconazol com antagonistas de canais de cálcio devido ao risco acrescido de insuficiência cardíaca congestiva.
O itraconazol é um inibidor potente do CYP3A4.
A coadministração de itraconazol e de medicamentos metabolizados pelo CYP3A4 pode resultar num aumento das concentrações plasmáticas destes substratos, o que pode levar a um prolongamento no intervalo QT e ocorrências raras de torsade de pointes.
Crianças:
Dado que a experiência clínica com itraconazol em doentes pediátricos é limitada, recomenda-se não usar itraconazol nestes doentes a menos que o benefício justifique os possíveis riscos.
Idosos:
Dado que a experiência clínica com itraconazol em doentes idosos é limitada, recomenda-se não usar itraconazol nestes doentes a menos que o benefício justifique os possíveis riscos.
Acidez gástrica diminuída:
Para a absorção do itraconazol é prejudicial uma acidez gástrica diminuída.
Em doentes que estão a receber tratamento com fármacos que neutralizam a acidez (por ex. hidróxido de alumínio), estes medicamentos deverão ser administrados, pelo menos, duas horas depois da administração de itraconazol.
Em doentes com aclorídria, tais como alguns doentes de SIDA, e em doentes tratados com supressores da secreção ácida (por ex. antagonistas-H2, inibidores da bomba de protões) é recomendável administrar itraconazol juntamente com uma bebida de cola.
Efeitos hepáticos:
Casos muito raros de hepatoxicidade grave, incluindo alguns casos fatais de insuficiência hepática aguda, ocorreram com o uso de itraconazol.
A maioria destes casos envolveram doentes que tinham doença hepática pré-existente, foram tratados para indicações sistémicas, tinham outrassituações médicas e/ou estavam a tomar outros fármacos hepatotóxicos.
Alguns doentes não tinham fatores notórios de doença hepática.
Alguns destes casos foram observados no primeiro mês de tratamento, incluindo alguns casos na primeira semana.
Em doentes a receberem tratamento com itraconazol deve-se considerar a monitorização da função hepática.
Deve-se instruir os doentes a reportarem ao médico sinais e sintomas sugestivos de hepatite, tais como anorexia, náusea, vómitos, fatiga, dor abdominal ou urina escura.
Nestes doentes o tratamento deve-se interromper imediatamente e realizarem-se testes da função hepática.
Em doentes com aumento das enzimas hepáticas ou doença hepática ativa, ou que experimentaram toxicidade hepática com outros fármacos, o tratamento não se deve iniciar, a não ser que os benefícios esperados excedam o risco de lesão hepática.
Em tais casos é necessário realizar a monitorização das enzimas hepáticas.
Afeção hepática:
Os dados disponíveis sobre a utilização oral de itraconazol em doentes com afeção hepática, são limitados.
Recomenda-se precaução na administração deste medicamento nesta população.
Itraconazol metaboliza-se fundamentalmente no fígado.
A biodisponibilidade por via oral em doentes cirróticos está ligeiramente diminuída.
Recomenda-se monitorizar as concentrações plasmáticas de itraconazol e ajustar a dose, quando seja necessário.
Se se manifestar neuropatia atribuível a itraconazol, deverá suspender-se o tratamento.
Insuficiência renal:
Os dados disponíveis sobre a utilização oral de itraconazol em doentes com afeção renal, são limitados.
Recomenda-se precaução na administração deste medicamento nesta população.
A biodisponibilidade por via oral de itraconazol em doentes com insuficiência renal é menor.
Recomenda-se a monitorização das concentrações plasmáticas de itraconazol e a adaptação da dose.
Hipersensibilidade cruzada:
Não existe informação sobre hipersensibilidade cruzada entre o itraconazol e outros agentes antifúngicos azóis.
Deve-se ter atenção quando se prescreve Itraconazol cápsulas a doentes com hipersensibilidade a outros azóis.
Queda de cabelo:
Foi notificada queda de cabelo permanente ou transitória em doentes a receberem o tratamento com itraconazol.
Algumas destas notificações incluíam a administração concomitante de quinidina a qual está contraindicada.
A queda de cabelo resolve-se normalmente com a descontinuação do tratamento, mas pode persistir em alguns doentes.
Doentes imunocomprometidos:
Em alguns doentes (por exemplo, neutropénicos, com SIDA ou com transplante de órgãos) a biodisponibilidade das cápsulas de itraconazol por via oral pode estar reduzida.
Doentes com infeções fúngicas sistémicas capazes de colocar imediatamente a vida em risco:
Devido à propriedades farmacocinéticas as cápsulas de itraconazol não estão recomendadas para o início do tratamento em doentes com infeções fúngicas sistémicas capazes de colocar imediatamente a vida em risco.
Doentes com SIDA :
Em doentes com SIDA que receberam o tratamento para infeções sistémicas fúngicas tais como sporotrichosis, blastomicosis, histoplasmosis ou criptococcosis (meningea ou não meningea) e que estejam em risco de recaída, o médico que segue o doente deverá avaliar a necessidade de manter o tratamento.
Neuropatia:
Caso ocorra neuropatia que possa ser atribuída ao itraconazol, o tratamento deverá ser interrompido.
Resistência cruzada:
Na candidíase sistémica, se se suspeitar de estirpes de candidíase resistentes ao fluconazol, não pode ser assumido que estas sejam sensíveis ao itraconazol, assim a sua sensibilidade deve ser testada antes de se iniciar a terapêutica com itraconazol.
Interações potenciais:
Itraconazol tem um potencial para interações medicamentosas clinicamente importantes com outros fármacos.
O itraconazol não deve ser utilizado durante e até duas semanas após o tratamento com indutores do CYP3A4 (tais como rifampicina, rifabutina, fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, nevirapina e erva de São João).
O tratamento concomitante com estes medicamentos pode resultar em níveis sub-terapêuticos de itraconazol e, portanto, implicar um risco de falha do tratamento.