Reviews reflect personal experiences and are not medical advice. Always consult your doctor.
MYLAN LABORATORIES LTD
Código ATC
C01EB10
Fonte
FDA_OB · 078686
Nucleósido endógeno com efeito vasodilatador / antiarrítmico periférico.
A Adenosina é um nucleósido purínico presente em todas as células do corpo.
Estudos de farmacologia animal realizados em diversas espécies demonstraram que a Adenosina tem um efeito dromotrópico negativo ao nível do nódulo aurículo-ventricular (AV).
No homem, a Adenosina quando administrado por injecção endovenosa rápida, retarda a condução através do nódulo AV.
Esta acção pode interromper os circuitos de reentrada envolvendo o nódulo AV e repôr o ritmo sinusal normal em doentes com taquicardias supraventriculares paroxisticas.
Uma vez interrompido o circuito, a taquicardia pára e o ritmo sinusal normal é restabelecido.
Uma única interrupção do circuito é, geralmente, suficiente para parar a taquicardia.
Dado que a fibrilhação auricular e o flutter auricular não envolvem o nódulo AV como parte do circuito de reentrada, a Adenosina não eliminará estas arritmias.
Com o retardamento transitório da condução AV, é mais fácil a avaliação da actividade auricular nos registos do ECG e, portanto, o uso deste medicamento pode auxiliar o diagnóstico das taquicardias complexas.
Este medicamento pode ser muito útil durante os estudos electrofisiológicos para determinação do local do bloqueio AV, ou para determinar em certos casos de pré-excitação, se a condução ocorre através de uma via acessória ou via nódulo AV.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não utilizar este medicamento durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Não utilizar este medicamento durante a amamentação.
Antes do tratamento com este medicamento deve ter em atenção o facto de este poder causar uma hipotensão significativa, o medicamento deve ser utilizado com precaução em doentes com estenose coronária principalmente esquerda, hipovolémia não corrigida, doença valvular estenótica cardíaca, derivação da esquerda para a direita, pericardite ou derrame pericárdico, disfunção autonómica ou doença arterial estenótica carotídea com insuficiência cerebrovascular.
A perfusão deste medicamento deve ser descontinuada em qualquer doente que desenvolva uma hipotensão persistente ou sintomática.
Este medicamento deve ser utilizado com precaução em doentes com enfarte do miocárdio recente ou insuficiência cardíaca grave.
Este medicamento deve ser utilizado com precaução em doentes com alterações menores da condução (bloqueio AV de primeiro grau, bloqueio completo de ramo) que podem ser temporariamente agravadas durante a perfusão.
Quando em doentes susceptíveis a convulsões, ter em atenção que a Adenosina tem estado ligada ao desencadeamento das mesmas.
Dado que nem os rins nem o fígado estão envolvidos na degradação da Adenosina exógena, a eficácia deste medicamento não é afectada pela insuficiência hepática ou renal.
Uma vez que o dipiridamol é um conhecido inibidor da captação da Adenosina, pode potenciar a acção deste medicamento.
Recomenda-se que este medicamento não seja administrado a doentes que se encontrem a receber dipiridamol; se a utilização deste medicamento for essencial, a sua dose deverá ser reduzida.
Quando administrado a doentes com fibrilhação atrial ou flutter e sobretudo naqueles com um bypass acessório, este medicamento deve ser utilizado com precaução visto que, e em particular estes últimos, podem desenvolver um aumento da condução ao longo da via anómala.
Têm sido referidos casos raros de bradicardia grave.
Alguns ocorreram em doentes recentemente transplantados; nos outros casos estava presente uma doença sinoatrial oculta.
A ocorrência de bradicardia grave deve ser tomada como um aviso de doença subjacente e deve levar à descontinuação do tratamento.
A bradicardia grave favoreceria a ocorrência de torsades de pointes, especialmente em doentes com intervalos QT prolongados.
Presentemente, nenhum caso de torsades de pointes tem sido referido quando a Adenosina é administrada por perfusão contínua.
Se ocorrer insuficiência respiratória (potencialmente fatal), assístolia/paragem cardíaca (potencialmente fatal), angina, bradicardia ou hipotensão grave o tratamento deve ser descontinuado.