⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Loxapina só deve ser utilizada durante a gravidez se o potencial benefício justificar o potencial risco para o feto.
Aleitamento
Aleitamento:
As doentes devem ser aconselhadas a não amamentarem por um período de 48 horas depois de receberem a loxapina e a eliminarem o leite produzido durante esse tempo.
Condução
Condução:
Os efeitos da Loxapina sobre a capacidade de conduzir são consideráveis.
É importante um uso correcto para garantir a administração da dose completa de loxapina.
Os profissionais de saúde devem garantir que o doente utilizará o inalador de forma adequada.
O medicamento pode ter uma eficácia limitada quando os doentes estão a ser tratados com medicamentos concomitantes, essencialmente outros antipsicóticos.
Broncospasmo
Em ensaios clínicos controlados por placebo em indivíduos com asma ou DPOC, o broncospasmo foi observado com bastante frequência.
Quando ocorreu, foi habitualmente comunicado no espaço de 25 minutos após a administração.
Por conseguinte, os doentes a receberem este medicamento devem ser observados conforme adequado após a administração.
A loxapina não foi estudado em doentes com outras formas de doença pulmonar.
No caso da ocorrência de broncospasmo após o tratamento, o mesmo pode ser tratado com um broncodilatador agonista beta de curta duração de acção como, por exemplo, salbutamol.
Loxapina não deve ser readministrado a doentes que desenvolvam eventuais sinais/sintomas respiratórios.
Hipoventilação
Considerando os efeitos principais da loxapina no sistema nervoso central (SNC), deve ser utilizado com precaução nos doentes com respiração comprometida, tais como doentes hipovigilantes ou doentes com depressão do SNC devido a álcool ou outros medicamentos com acção central, incluindo ansiolíticos, a maioria dos antipsicóticos, hipnóticos, opiáceos, etc.
Doentes idosos com psicose ligada a demência
Este medicamento não foi estudado em doentes idosos, incluindo doentes com psicose ligada a demência.
Estudos clínicos realizados com medicamentos antipsicóticos tanto atípicos como convencionais demonstraram que os doentes idosos com psicose ligada a demência apresentam um risco maior de mortalidade em comparação com placebo.
Este medicamento não está indicado para o tratamento de doentes com psicose ligada a demência.
Sintomas extrapiramidais
Os sintomas extrapiramidais (incluindo distonia aguda) são efeitos de classe conhecidos dos antipsicóticos.
Loxapina deve ser utilizado com precaução nos doentes com antecedentes conhecidos de sintomas extrapiramidais.
Discinesia tardia
No caso do surgimento de sinais e sintomasde discinesia tardia num doente em tratamento com loxapina, a descontinuação deve ser considerada.
Estes sintomas podem sofrer um agravamento temporário ou podem até surgir após a descontinuação do tratamento.
Síndrome maligna dos neurolépticos (SMN)
As manifestações clínicas da SMN são hiperpirexia, rigidez muscular, estado mental alterado e evidência de instabilidade autónoma (pulso ou tensão arterial irregular, taquicardia, diaforese e arritmia cardíaca).
Os sinais adicionais podem incluir aumento da creatina fosfocinase, mioglobinúria (rabdomiólise) e compromisso renal agudo.
Se um doente desenvolver sinais e sintomas indicativos de SMN, ou apresentar febre alta inexplicada sem manifestações clínicas adicionais de SMN, é necessário suspender a toma deste medicamento.
Hipotensão
Foi comunicada a ocorrência de hipotensão ligeira em ensaios de curta duração (24 horas) controlados por placebo em doentes agitados que receberam loxapina.
No caso de ser necessária terapêutica com vasopressores, a noradrenalina ou a fenilefrina é a substância preferencial.
Considerando que a estimulação por adrenoceptores beta pode agravar a hipotensão no quadro de um bloqueio parcial dos adrenoceptores alfa induzido por loxapina, a adrenalina não deve ser utilizada.
Cardiovascular
Não existem dados disponíveis relativos à utilização deste medicamento em doentes com doenças cardiovasculares subjacentes.
Loxapina não é recomendada em populações de doentes com doença cardiovascular conhecida (antecedentes de enfarte do miocárdio ou doença isquémica cardíaca, insuficiência cardíaca ou anomalias de condução), doença vascular cerebral ou patologias que predisponham os doentes para a hipotensão (desidratação, hipovolemia e tratamento com medicamentos anti-hipertensores).
Intervalo QT
O prolongamento clinicamente relevante do intervalo QT não aparenta estar associado a dose única ou doses repetidas de loxapina.
Devem ser tomadas precauções ao administrar este medicamentoa doentes com doença cardiovascular conhecida ou história familiar de prolongamento do intervalo QT e na utilização concomitante com outros medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT.
Desconhece-se o potencial risco de prolongamento do intervalo QTc por interação com medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QTc.
Crises convulsivas/convulsões
A loxapina deve ser utilizada com precaução nos doentes com antecedentes de distúrbios convulsivos dado que baixa o limiar convulsivo.
Foi comunicada a ocorrência de crises convulsivas em doentes a receberem loxapina oral em níveis de dose antipsicóticos, podendo mesmo ocorrer em doentes epilépticos mantidos numa base de rotina com terapêutica medicamentosa anticonvulsivante.
Actividade anticolinérgica
Devido à acção anticolinérgica, loxapina deve ser utilizada com precaução nos doentes com glaucoma ou tendência para a retenção urinária, sobretudo com a administração concomitante de medicamentos antiparkinsonianos do tipo anticolinérgico.
Intoxicação ou doença física (delírio)
A segurança e eficácia deste medicamento não foram avaliadas em doentes com agitação devido a intoxicação ou doença física (delírio).
Loxapina deve ser utilizado com precaução nos doentes que estão intoxicados ou delirantes.