⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Sempre que possível, deve-se evitar a exposição a radiação durante o período de gestação, pelo que a relação risco/benefício de qualquer exame radiográfico, com ou sem meios de contraste, deve ser cuidadosamente avaliada.
Condução
Condução:
Não é recomendado conduzir ou utilizar máquinas durante uma hora após a última injecção.
Considerando todas as vias de administração:
As técnicas de diagnóstico que envolvem a utilização de um agente radiopaco devem ser realizadas por profissionais qualificados e com conhecimento da técnica a realizar.
Considerando os possíveis efeitos indesejáveis graves, a utilização de meios de contraste com iodo orgânico devería limitar-se aos casos onde existam necessidades específicas de exames de contrastografía.
Esta necessidade deve ser avaliada segundo o quadro clínico do doente, principalmente no que respeita às patologias do sistema cardiovascular, urinário e hepatobiliar.
Os meios de contraste que se destinam a técnicas de angiocardiografia devem ser utilizados a nivel hospitalar ou em clínicas que disponham de equipamento e pessoal especializado em cuidados intensivos para situações de emergência.
No que respeita às outras técnicas de diagnóstico mais comuns, que necessitam de meios de contraste iodados, os centros em que estas se realizam devem ter sempre à disposição para utilização imediata, equipamentos e medidas terapêuticas de reanimação.
No que respeita à utilização do Iomeprol em:
Mulheres com potencial para engravidar: Devem tomar-se as medidas apropriadas quando as mulheres com potencial para engravidar são expostas a exames com raios X, com ou sem a utilização de meios de contraste.
Recém-nascidos, lactentes, crianças: Os lactentes (idade inferior a 1 ano), ou em especial os recém-nascidos, são particularmente sensíveis aos desequilíbrios electrolíticos e às alterações hemodinâmicas.
Dever-se-á prestar particular atenção à dosagem a utilizar, aos procedimentos da técnica de administração e ao estado do doente.
Doentes idosos: Nos indivíduos idosos é particularmente elevado o risco de reacções devido à utilização de uma dosagem demasiado elevada do meio de contraste.
Estes doentes apresentam uma maior probabilidade de apresentar isquémia do miocárdio, arritmias graves e extrassistoles.
A associação frequente de perturbações neurológicas e patologias vasculares constitui um factor agravante.
Nestes indivíduos encontra-se também aumentada a probabilidade de insuficiência renal aguda.
Utilização em doentes com condições patológicas específicas:
Hipersensibilidade a meios de contraste iodados: A hipersensibilidade ou a existência de reacções anteriores a meios de contraste iodados aumenta também o risco de recorrência de uma reacção grave com a utilização de meios de contraste não iónicos.
Pré-disposição alérgica: Considera-se que as reacções adversas a meios de contraste iodados são mais comuns em doentes com história de alergia, nomeadamente febre dos fenos, urticária e alergias alimentares.
Doentes asmáticos: O risco de ocorrência de reacções indutoras de broncoespasmo em doentes asmáticos é mais elevado após a administração de meios de contraste.
Hipertiroidismo, bócio nodular: A pequena quantidade de iodo inorgânico livre que pode estar presente nos meios de contraste, pode ser o responsável por alguns efeitos sobre a função tiróideia, em especial nos doentes com hipertiroidismo ou bócio.
Têm sido referidas crises de hipertiroidismo após a administração de meios de contraste iónicos.
Considerando as vias de administração Intra-arterial e Intravenosa
Utilização em doentes com condições patológicas específicas:
Insuficiência renal – A existência de um comprometimento da função renal pode predispor a uma disfunção renal após a administração de meios de contraste.
As medidas preventivas incluem: identificar os doentes de alto risco, assegurar uma hidratação adequada antes da administração do meio de contraste, de preferência mantendo uma perfusão iv antes e durante o exame e até o meio de contraste ter sido completamente eliminado pelos rins; evitar a administração de fármacos nefrotóxicos ou submeter os doentes a grandes cirurgias ou a técnicas (como a angioplastia renal) até à completa eliminação do meio de contraste, sempre que possível; adiar a realização de um novo exame com meios de contraste até que a função renal retorne aos níveis pré-exame.
Os doentes em diálise podem receber meios de contraste, como o iomeprol, uma vez que estes são dialisáveis.
Diabetes mellitus – A presença de lesão renal em doentes diabéticos é um dos factores que predispõe a insuficiência renal após a administração de um meio de contraste.
Esta insuficiência pode precipitar uma acidose láctica em doentes medicados com biguanidas.
Como medida preventiva, em doentes com insuficiência renal moderada (taxa de filtração glomerular entre 30 e 60 mL/min/1,73m2), o tratamento com biguanidas deve ser suspenso até 48 horas antes do exame com o meio de contraste, podendo ser reinstituído após se ter assegurado, através de um controlo, que a função renal está completamente recuperada.
Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (E.R.C.P.): O risco associado à técnica E.R.C.P. em doentes com pancreatite aguda obstrutiva ou não obstrutiva deve ser avaliado com precaução tendo em consideração o benefício esperado.
Mieloma múltiplo, paraproteinémia: A utilização do fármaco é normalmente contra-indicado.
É necessário considerar que a presença de mielomatose ou de paraproteinémia é um factor que predispõe a insuficiência renal provocada pela administração de meios de contraste.
Recomenda-se a hidratação adequada do doente.
Feocromocitoma: Estes doentes podem desenvolver crises hipertensivas graves (raramente incontroláveis), na sequência da administração de um meio de contraste por via intravenosa durante os procedimentos radiológicos.
Drepanocitose: A utilização de meios de contraste pode potenciar a falciformação em indivíduos homozigóticos para a drepanocitose.
É recomendada hidratação apropriada.
Miastenia: A administração de meios de contraste iodados pode agravar os sinais e os sintomas da miastenia.
Perturbações graves hepáticas e renais: A utilização do fármaco é normalmente contra-indicado.
É necessário considerar que a combinação de insuficiência hepática e renal pode atrasar a excreção do meio de contraste, predispondo consequentemente a ocorrência de reacções adversas.
Doença cardiovascular grave: O risco de reacções adversas é mais elevado em indivíduos com cardiopatia grave, especialmente nos que sofrem de insuficiência cardíaca e doença coronária.
A injecção intravenosa de um meio de contraste pode precipitar edema pulmonar em doentes com insuficiência cardíaca pronunciada ou incipiente, enquanto que a administração do meio de contraste a doentes com hipertensão pulmonar e valvulopatias pode induzir alterações hemodinâmicas marcadas.
O aparecimento de sinais de isquémia no ECG e de arritmias graves é mais comum em indivíduos idosos e nos que apresentam previamente cardiopatias: a sua frequência e gravidade parecem estar relacionadas com o grau de insuficiência cardíaca.
A hipertensão grave e crónica pode aumentar o risco de lesão renal como consequência da aministração de um meio de contraste, bem como aumentar os riscos associados aos procedimentos de cateterismo.
Doenças do SNC: Devem ser adotadas medidas de precaução especiais ao proceder-se à administração intravenosa de meios de contraste a doentes com enfarte cerebral agudo, hemorragia intracraneana aguda que apresentam alterações da barreira hemato-encefálica, edema cerebral ou desmielinização aguda.
A presença de tumores ou metástases intracraneanos e história de epilepsia parecem aumentar a probabilidade de ocorrência de crises convulsivas.
Os sintomas neurológicos provocados por patologias cerébro-vasculares degenerativas, inflamatórias ou neoplásicas podem ser exacerbados.
As injecções intravenosas de meios de contraste podem induzir convulsões por vasoespasmo e episódios de isquémia cerebral.
O risco de ocorrência de complicações neurológicas transitórias é mais elevado em individuos com doenças cerebrovasculares sintomáticas, enfarte do miocárdio recente ou acidentes isquémicos transitórios frequentes.
Alcoolismo: Encontra-se demonstrado de modo experimental e clínico que o alcoolismo agudo e crónico aumenta a permeabilidade da barreira hemato-encefálica.
Este facto facilita a passagem de agentes iodados para o tecido cerebral, podendo ocorrer a indução de perturbações do SNC.
Devem ser tomadas as devidas precauções, nos alcoólicos, devido à eventual redução do limiar convulsivo.
Toxicodependência: Devem ser tomadas precauções especiais nos indivíduos toxicodependentes, dada a possibilidade de redução do limiar convulsivo.
É recomendada precaução quando é realizada uma venografia em doentes com suspeita de trombose, flebite, doença isquémica grave, infecção localizada ou total obstrução do sistema venoso.
Para minimizar a extravasação durante a administração da injecção, recomenda-se a realização de uma fluoroscopia.
Numa utilização normal do Iomeprol devem-se considerar os seguintes cuidados relativamente ao doente:
Hidratação: Todas as alterações graves do equilíbrio hidro-electrolítico devem ser corrigidas.
Antes do exame, dever-se-á assegurar uma hidratação adequada, especialmente em doentes com mieloma múltiplo, diabetes mellitus, poliúria, oligúria e hiperuricémia, bem como em lactentes, crianças e doentes idosos.
Recomendações dietéticas: Se não existirem indicações médicas em contrário, poder-se-á manter uma dieta normal no dia de exame, devendo assegurar-se que existe uma adequada ingestão de líquidos.
O doente deve, no entanto, abster-se de ingerir alimentos nas duas horas anteriores ao exame.
Pré-medicação: Em doentes com feocromocitoma, recomenda-se uma medicação prévia com bloqueadores dos receptores α, devido ao risco de ocorrência de crises hipertensivas.
Hipersensibilidade: Em doentes com potencial atópico, história de hipersensibilidade a meios de contraste iodados e história de asma, poder-se-á considerar a utilização de uma pré-medicação com anti-histamínicos e/ou corticóides, a fim de evitar possíveis reacções
anafilactóides.
Ansiedade: Estados de excitação, ansiedade e dor podem ser responsáveis pela ocorrência de efeitos secundários ou intensificar as reacções relacionadas com os meios de contraste.
Nestes casos pode-se administrar ao doente um sedativo.
Medicação concomitante: A administração de neurolépticos e antidepressivos deve ser interrompida até 48 horas antes do exame, uma vez que estes fármacos baixam o limiar convulsivo.
O tratamento só deve ser novamente instituído 24 horas após o exame.
A terapêutica anticonvulsiva não deve ser interrompida, devendo ser administrada numa dose óptima.
Na utilização do Iomeprol devem-se considerar os seguintes cuidados relativamente à técnica:
Coagulação, lavagem dos cateteres: Uma das propriedades dos meios de contraste não iónicos reside na sua interferência mínima com as funções fisiológicas normais.
Consequentemente, os meios de contraste não iónicos apresentam, in vitro, uma actividade anticoagulante inferior à dos meios iónicos.
Os técnicos de saúde que procedem ao cateterismo vascular devem ser informados desse facto e prestar particular atenção à técnica angiográfica e lavagem do cateter de forma a reduzir ao mínimo o risco de trombose e embolismo relacionado com esta técnica.
Teste de sensibilidade: Não é recomendado a realização de testes de sensibilidade, pois não é possível prever a ocorrência de reacções graves ou mortais com meios de contraste, com base na anamnese do doente ou num teste de sensibilidade.
Observação do doente: Sempre que possível, a administração intravenosa dos meios de contraste deverá ser feita com o doente na posição de decúbito.
Depois da administração do fármaco, manter o doente sob observação durante pelo menos 30 minutos.
Evitar a extravasação: Recomenda-se precaução durante a injecção do meio de contraste para evitar a extravasação.