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Fonte
FDA_OB · 021505
O mecanismo de ação do levetiracetam ainda permanece por elucidar completamente, mas parece ser diferente dos mecanismos dos medicamentos antiepiléticos já existentes.
Experiências in vitro e in vivo sugerem que o levetiracetam não altera as características básicas da célula nem a neurotransmissão normal.
Estudos in vitro mostram que o levetiracetam afeta os níveis de Ca2+ intraneuronais, pela inibição parcial das correntes Ca2+ do tipo N e pela redução da libertação de Ca2+ das reservas intraneuronais.
Adicionalmente, reverte parcialmente as reduções nas correntes de entrada do GABA e da glicina, induzidas pelo zinco e pelas β-carbolinas.
Além disto, em estudos in vitro demonstrou-se que o levetiracetam liga-se a um local específico no tecido cerebral dos roedores.
Este local de ligação é a proteína 2A da vesícula sináptica, que se pensa estar envolvida na fusão das vesículas e na exocitose dos neurotransmissores.
O levetiracetam e análogos relacionados mostram uma ordem de grandeza de afinidade para a ligação com a proteína 2A da vesícula sináptica, que se correlaciona com a potência da sua protecção anticonvulsionante, no modelo da epilepsia do rato audiogénico.
Este resultado sugere que a interação entre o levetiracetam e a proteína 2A da vesícula sináptica parece contribuir para o mecanismo de ação antiepiléptica do fármaco.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Levetiracetam não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que seja claramente necessário.
Aleitamento
Aleitamento:
O aleitamento não é recomendado durante o tratamento.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Dose máxima – 2 g/dia para 50 < Cl cr < 80 ml/min; 1,5 g /dia para 30 < Cl cr < 50 ml/min; 0,5 a 1 g/dia (dose única) na IR grave.
Condução
Condução:
Levetiracetam pode reduzir a sua capacidade de conduzir ou utilizar quaisquer ferramentas ou máquinas, dado que pode fazê-lo sentir-se sonolento.
Isto ocorre com maior probabilidade no início do tratamento ou após um aumento da dose. Não deve conduzir ou utilizar máquinas, até se estabelecer que a sua capacidade para realizar essas actividades não está afectada.
Descontinuação
De acordo com a prática clínica actual, se o levetiracetam tiver de ser interrompido, recomenda-se que a sua descontinuação seja efectuada de forma gradual (ex. nos adultos e adolescentes com peso superior a 50 Kg: reduções de 500 mg duas vezes por dia, cada duas a quatro semanas; nas crianças com mais de 6 meses de idade e adolescentes com menos de 50 Kg de peso: a diminuição da dose não deve exceder 10 mg/Kg duas vezes por dia, cada duas semanas; nos lactentes (com menos de 6 meses de idade): a diminuição da dose não deve exceder 7 mg/kg duas vezes por dia, cada duas semanas).
Insuficiência renal
A administração de levetiracetam em doentes com compromisso renal poderá necessitar de um ajustamento da dose.
Em doentes com compromisso grave da função hepática, recomenda-se a avaliação da função renal antes de seleccionar a dose.
Suicídio
Foram notificados suicídio, tentativa de suicídio e ideação e comportamento suicidas em doentes tratados com medicamentos antiepiléticos (incluindo levetiracetam).
Uma meta-análise de ensaios aleatorizados de medicamentos antiepiléticos, contra placebo, mostrou um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicida.
Não é ainda conhecido o mecanismo que explica este risco.
Assim, os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais de depressão e/ou ideação e comportamento suicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento adequado.
Os doentes (e os prestadores de cuidados aos doentes) devem ser aconselhados a contactar o médico assim que surjam sinais de depressão e/ou ideação e comportamento suicida.
População pediátrica
A formulação em comprimidos não está adaptada para utilização em lactentes e crianças com menos de 6 anos de idade.
Os dados disponíveis em crianças não sugerem impacto no crescimento e puberdade.
Contudo, os efeitos a longo prazo na aprendizagem, inteligência, crescimento, função endócrina, puberdade e potencial para engravidar, em crianças permanecem desconhecidos.
A segurança e eficácia do levetiracetam em lactentes com epilepsia com menos de 1 ano de idade não foi extensamente avaliada.
Nos ensaios clínicos foram expostas apenas 35 crianças com crises parciais com menos de 1 ano, das quais apenas 13 tinham idade < 6 meses.