⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Eprosartan não está recomendado no início da gravidez e não deve ser tomado após o terceiro mês de gravidez, uma vez que pode ser gravemente prejudicial para o bebé se utilizado a partir desta altura.
Aleitamento
Aleitamento:
Eprosartan não está recomendado em mães a amamentar, especialmente se o bebé for recém-nascido ou prematuro; nestes casos o seu médico poderá indicar outro tratamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Reduzir a dose a metade na IH moderada; evitar na grave.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Reduzir dose inicial em 50% na IR ligeira.
Condução
Condução:
Eprosartan pode causar efeitos secundários em alguns doentes como sentir tonturas ou fadiga. Não conduza ou utilize máquinas se a sua capacidade de condução e utilização de máquinas estiver afectada.
Disfunção Hepática
A experiência em doentes com insuficiência hepática é limitada.
Risco de disfunção renal
Nos doentes com insuficiência renal ligeira a moderada (depuração da creatinina ≥30 ml/min) não é necessário o ajuste da dose.
Recomenda-se precaução em doentes com depuração da creatinina < 30 ml/min e em doentes a fazer diálise.
Doentes dependentes do sistema renina-angiotensina-aldosterona
Os doentes cuja função renal está dependente da actividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (como por exemplo, doentes com insuficiência cardíaca grave (classificação NYHA: classe IV), estenose bilateral da artéria renal, estenose da artéria renal em rim único) desenvolveram oligúria e/ou azotemia progressiva e raramente perda da função renal aguda, durante a terapêutica com inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA).
Uma vez que a experiência terapêutica em doentes com insuficiência cardíaca grave ou estenose da artéria renal é ainda inadequada, não se pode excluir que a função renal possa ser prejudicada pela administração de eprosartan, devido à inibição do sistema renina-angiotensina-aldosterona.
Quando o eprosartan é administrado a doentes com disfunção renal, recomenda-se um controlo da função renal antes do início da terapêutica e uma monitorização regular durante o período de tratamento.
No caso da função renal se deteriorar durante a terapêutica, recomenda-se uma reavaliação do tratamento com eprosartan.
As precauções seguintes foram incluídas com base na experiência adquirida com outros agentes desta classe e também com inibidores da ECA:
Hipercaliemia
Durante o tratamento com outros medicamentos que afectem o sistema renina-angiotensina-aldosterona, pode ocorrer hipercaliemia, em particular nos doentes com disfunção renal e/ou insuficiência cardíaca.
Nos doentes de risco é recomendada a monitorização da concentração sérica de potássio.
Com base na experiência de utilização de outros medicamentos que afectam o sistema renina-angiotensina-aldosterona, a utilização concomitante com diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal contendo potássio ou com outros medicamentos que possam aumentar o nível de potássio (p.ex. heparina) pode originar um aumento do potássio plasmático e portanto deve ter-se precaução no caso de serem coadministrados com eprosartan.
Hiperaldosteronismo Primário
Não se recomenda o tratamento com eprosartan em doentes com hiperaldosteronismo primário.
Deplecção de Sódio e/ou Volume
Pode ocorrer hipotensão sintomática em doentes com deplecção de sódio e/ou deplecção do volume graves (por exemplo, doentes em terapêutica com doses elevadas de diuréticos).
Antes de se iniciar a terapêutica com eprosartan deverá corrigir-se a deplecção de sódio e/ou de volume.
Doença Cardíaca Coronária
Actualmente, a experiência em doentes com doença cardíaca coronária é limitada.
Estenose da Válvula Mitral e Aórtica / Cardiomiopatia Hipertrófica
Tal como com todos os vasodilatadores, o eprosartan deve ser utilizado com precaução em doentes com estenose da válvula aórtica e mitral ou cardiomiopatia hipertrófica.
Transplante Renal
Não há experiência de administração de eprosartan em doentes com transplante renal recente.
Gravidez
Os antagonistas dos receptores da angiotensina II (ARA II) não devem ser iniciados durante a gravidez.
A não ser em situações em que a manutenção da terapêutica com ARA II seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar o tratamento deve ser alterado para anti-hipertensores cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido.
Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com ARA II deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa.
Outros avisos e precauções
Tal como observado com os inibidores da enzima de conversão da angiotensina, eprosartan e outros antagonistas dos receptores da angiotensina são aparentemente menos eficazes em diminuir a pressão arterial nos indivíduos de raça negra do que nas restantes raças, possivelmente devido à maior prevalência de estados de renina diminuída na população negra com hipertensão arterial.