O rabeprazol sódico pertence a uma classe de substâncias antissecretoras, os benzimidazóis substituídos, que não apresentam propriedades anticolinérgicas ou antagonistas dos receptores H2 da histamina, mas suprimem a secreção ácida gástrica através da inibição específica da enzima H+/K+-ATPase (bomba de protões ou de ácido).
O efeito é dependente da dose e conduz à inibição da secreção ácida basal e estimulada independentemente do estímulo.
Estudos em animais indicam que após a administração, o rabeprazol desaparece rapidamente do plasma e da mucosa gástrica.
Como se trata de uma base fraca, o rabeprazol é rapidamente absorvido após a administração de qualquer dose e concentra-se no meio ácido das células parietais.
O rabeprazol é convertido na forma sulfenamida activa através de protonação, reagindo posteriormente com as cisteínas disponíveis na bomba de protões.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O Rabeprazol está contraindicado durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Rabeprazol não deve ser administrado durante o aleitamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Precaução.
Condução
Condução:
Se a sonolência afectar o estado de vigília, será de evitar a condução de veículos ou o manejo de máquinas complexas.
A resposta sintomática à terapêutica com rabeprazol sódico não exclui a presença de malignidade gástrica ou esofágica, por esta razão, deve excluir-se a possibilidade de malignidade antes do tratamento com Rabeprazol.
Os doentes com tratamento prolongado (particularmente os tratados durante mais de um ano) devem ser mantidos sob monitorização regular.
Não pode ser excluído o risco de hipersensibilidade cruzada com outros inibidores da bomba de protões ou benzimidazóis substituídos.
Os doentes devem ser avisados que os comprimidos de Rabeprazol não devem ser mastigados nem partidos, devendo ser engolidos inteiros.
Rabeprazol não é recomendado para crianças, devido à falta de dados de segurança e eficácia.
Têm havido casos de discrasias sanguíneas (trombocitopenia e neutropenia) no período pós-comercialização.
Na maioria dos casos em que não é possível identificar uma etiologia alternativa, os eventos não foram complicados e resolveram-se com a descontinuação do rabeprazol.
Foram observadas alterações das enzimas hepáticas em ensaios clínicos e também têm sido notificadas desde a introdução no mercado.
Na maioria dos casos em que não é possível identificar uma etiologia alternativa, os eventos não foram complicados e resolveram-se com a descontinuação do rabeprazol.
Não houve evidência de problemas significativos de segurança, relacionados com o medicamento num estudo de doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada em relação a controlos normais, quanto à idade e sexo.
No entanto, como não existem dados clínicos sobre o uso de rabeprazol no tratamento de doentes com insuficiência hepática grave, aconselha-se o médico a ter cuidado quando se inicia o tratamento com Rabeprazol em tais doentes.
A administração concomitante de atazanavir com Rabeprazol não é recomendada.
O decréscimo da acidez gástrica devido a qualquer meio incluindo os inibidores da bomba de protões, aumenta a quantidade no estômago de bactérias normalmente presentes no tracto gastrointestinal.
O tratamento com inibidores da bomba de protões pode levar a um ligeiro risco acrescido de infecções gastrointestinais tais como de Salmonella e Campylobacter.
É particularmente importante que o médico saiba se está a fazer tratamento com:
- atazanavir (utilizado para as infecções do VIH), não é recomendado tomar Rabeprazol se está a tomar atazanavir.
- cetoconazol ou itraconazol (utilizado no tratamento de infecções causadas por fungos).