⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Todas as mulheres em idade fértil (com possibilidade de engravidar) deverão receber aconselhamento médico especializado antes de iniciarem o tratamento, devido ao aumento do risco de malformações congénitas. O tratamento com medicamentos antiepiléticos deverá ser reavaliado sempre que a mulher pretenda engravidar.
Aleitamento
Aleitamento:
Não administrar durante o aleitamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Metabolismo comprometido na IH avançada.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Usar com precaução.
Condução
Condução:
Os pacientes que sintam vertigens ou outros transtornos nervosos centrais, não deverão conduzir automóveis, manipular maquinaria perigosa e deverão evitar situações que requeiram um estado especial de alerta.
A Carbamazepina pode causar anemia aplásica e agranulocitose com um risco 11 vezes superior ao da população em geral, embora o risco da população não tratada seja baixo (aproximadamente 4,7 pacientes por milhão de população e ano, no caso da agranulocitose, e 2 pacientes por milhão e ano para a anemia aplásica).
Na maior parte dos casos (81%) a agranulocitose ocorre durante os três primeiros meses da terapia e são poucos os que aparecem após 5 anos de tratamento.
A diminuição transitória ou persistente do número de plaquetas ou leucócitos não pode associar-se comummente com o uso de Carbamazepina.
Se a leucopenia é assintomática, não progressiva ou flutuante, não é necessário suspender a medicação e só será interrompida quando o tratamento é progressivo, acompanhado de manifestações clínicas (por ex., febre ou dor de garganta), ou evolui para situações mais sérias como a anemia aplásica e a agranulocitose.
Devido à baixíssima incidência de anemia aplásica e agranulocitose, é improvável o aparecimento de alterações hematológicas menores durante a monitorização dos pacientes com Carbamazepina.
Antes de iniciar o tratamento com a Carbamazepina, é fundamental examinar o quadro hemático e a função hepática.
Depois, deverão realizar-se análises hemáticas, primeiro semanalmente durante o primeiro mês e depois mensalmente, em especial nos pacientes que recebam doses muito altas e, por fim, vigiar a função hepática.
Se o paciente apresentar reações cutâneas alérgicas, deterioração hepática, contagem baixa de leucócitos ou plaquetas, deverá realizar-se uma estreita monitorização e se existir qualquer manifestação de depressão da medula óssea, interromper o tratamento.
Quando o tratamento é bruscamente interrompido, a transição para outros medicamentos deve fazer-se com diazepam.
A Carbamazepina pode supor um risco nos pacientes com história de reação hematológica adversa a qualquer fármaco.
Devido à sua moderada atividade anticolinérgica, vigiar regularmente os pacientes que apresentem um aumento da pressão intra-ocular.
A Carbamazepina pode aumentar a tolerância ao álcool, pelo que não se recomenda o consumo de bebidas alcoólicas.
Devido à relação do fármaco com outros compostos tricíclicos, ter em conta a possibilidade de ativação de uma psicose latente e, em pacientes idosos, de confusão e agitação.
Administrar com precaução e sob vigilância médica, a pacientes com doença cardiovascular grave, transtornos hepáticos ou renais, em idosos e quando se efetue uma mudança de tratamento de Carbamazepina a outros agentes antiepiléticos.
A Carbamazepina não está indicada em ausências (pequeno mal), por ser em geral ineficaz e porque lhe está atribuído que, excepcionalmente, pode exacerbar as crises de ausências atípicas.
Em crianças com idade inferior a 3 anos, recomenda-se não ultrapassar a dose de 200 mg/dia.
Produtos naturais ou extractos vegetais contendo Hypericum perforatum não devem ser utilizados concomitantemente com Carbamazepina, devido ao risco de diminuição das concentrações plasmáticas de Carbamazepina, e consequente diminuição dos seus efeitos terapêuticos.
Existe evidência de que a a presença do alelo HLA-B 1502 em indíduos de origem chinesa das etnias Han e Thai tratados com Carbamazepina está fortemente associada ao risco de reações cutâneas graves como a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ).
Sempre que possível, este indivíduos deverão realizar o teste para detecção deste alalelo antes de iniciarem o tratamento com Carbamazepina.
O tratamento com Carbamazepina não deve ser iniciado caso seja detetada a presença deste alelo, ecepto se não existir alternativa terapêutica.
Os doentes com resultado negativo para o alelo, têm um baixo risco de desenvolver o SSJ, embora ainda assim, esta reação possa ocorrer muito raramente.
Devido á falta de dados, ainda não é conhecido o risco para toda a população com ascendência do sudeste asiático. Na população caucasiana a presença do alelo HLA-B 1502 não se encontra associada ao SSJ.
Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados com medicamentos antiepiléticos, em várias indicações terapêuticas.
Uma meta-análise de ensaios aleatorizados de medicamentos epilépticos, contra placebo, mostrou também um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicida.
Não é ainda conhecido o mecanismo que explica este risco e os dados disponíveis não excluem a possibilidade de um aumento do risco para a Carbamazepina.
Os doentes devem ser monitorizados quanto aos sinais de ideação e comportamento suicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento adequado.
Os doentes (e os prestadores de cuidados aos doentes) devem ser aconselhados a contactar o médico assim que surjam sinais de ideação e comportamento suicida.
A Carbamazepina pode diminuir a tolerância ao álcool (não tomar bebidas alcoólicas).
Produtos naturais ou extractos vegetais contendo Hypericum perforatum não devem ser utilizados concomitantemente com Carbamazepina, devido ao risco de diminuição das concentrações plasmáticas de Carbamazepina, e consequente diminuição dos seus efeitos terapêuticos.