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Fabricante
PH HEALTH LTD
Código ATC
C08CA02
Fonte
FDA_OB · 200815
A felodipina é um antagonista do cálcio, da classe das di-hidropiridinas bloqueadoras dos canais de cálcio.
Os antagonistas do cálcio interferem com os canais de cálcio dependentes de voltagem do tipo L (lentos) das membranas plasmáticas das células musculares lisas e reduzem o influxo de iões de cálcio.
Isto resulta em vasodilatação.
A felodipina tem maior seletividade para a musculatura vascular lisa do que para o músculo do miocárdio.
A felodipina dilata seletivamente as arteríolas sem qualquer efeito sobre os vasos venosos.
A felodipina provoca uma redução da pressão sanguínea, relacionada com a dose, através da vasodilatação e, consequentemente, a redução da resistência vascular periférica.
Reduz quer a pressão sistólica quer a diastólica.
O efeito hemodinâmico da felodipina é acompanhado de taquicardia reflexa (mediada pelos baroreceptores).
Em doses terapêuticas, a felodipina não tem efeito directo sobre a contractilidade nem sobre a condução cardíaca.
A felodipina reduz a resistência vascular renal.
A velocidade de filtração glomerular permanece inalterada.
A felodipina tem um fraco efeito natriurético/diurético e não provoca retenção de fluidos.
A felodipina pode ser utilizada em monoterapia mas também, em concomitância com bloqueadores beta, diuréticos e inibidores da enzima da conversão da angiotensina.
A experiência em ensaios clínicos da utilização de felodipina em doentes pediátricos hipertensos é limitada.
Num estudo de 3 semanas de grupos paralelos, aleatorizado, em dupla ocultação, em crianças com idades dos 6-16 anos, com hipertensão primária, o efeito anti-hipertensivo de uma administração diária de felodipina 2,5 mg (n=33), 5 mg (n=33) e 10 mg (n=31) foi comparado com placebo (n=35).
O estudo não conseguiu demonstrar a eficácia de felodipina para baixar a pressão arterial em crianças com idades dos 6-16 anos.
Os efeitos a longo prazo da felodipina no crescimento, puberdade e desenvolvimento geral não foram estudados.
A eficácia a longo prazo da terapêutica anti-hipertensiva instituída na infância para reduzir a morbilidade e mortalidade cardiovasculares na idade adulta também não foi estabelecida.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
A felodipina está contraindicada durante toda a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Como precaução, a amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Reduzir a dose.
Condução
Condução:
A Felodipina pode causar tonturas ou cansaço. Estes efeitos adversos têm maior probabilidade de ocorrer após um aumento de dose ou após a ingestão concomitante de álcool. Caso estas situações ocorram, deve ser evitada a condução e a utilização de máquinas, ou a realizacção de actividades que requeiram um estado de alerta.
A felodipina deve ser utilizada com precaução em doentes com:
Perturbações da condução, insuficiência cardíaca compensada, taquicardia e estenose das válvulas aórtica ou mitral.
Afeção hepática ligeira a moderada, uma vez que pode existir um aumento do efeito antihipertensivo; O ajuste da dose deve ser considerado.
Compromisso renal grave (VFG <30ml/min);
Bloqueio auriculoventricular em segundo ou terceiro grau.
Caso o tratamento com felodipina seja interrompido de forma abrupta, poderá ocorrer, em casos individuais, uma crise hipertensiva.
A felodipina pode provocar hipotensão significativa (efeito vasodilatador) com taquicardia consecutiva, conduzindo a uma isquémia do miocárdio em doentes sensíveis, pelo que doentes predispostos podem sofrer um enfarte do miocárdio.
As di-hidropiridinas podem causar hipotensão aguda.
Em alguns casos existe o risco de hipoperfusão acompanhada por taquicardia reflexa (angor paradoxal).
A felodipina é metabolizada pelos enzimas CYP3A4.
Deste modo, a associação com medicamentos que são potentes inibidores ou indutores CYP3A4 deve ser evitada.
Pela mesma razão, a ingestão concomitante de sumo de toranja deve ser evitada.