⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O topiramato só deverá ser utilizado durante a gravidez se o benefício potencial justificar o risco potencial.
Aleitamento
Aleitamento:
A amamentação não é recomendada se a continuação da terapêutica for necessária para a mãe.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Reduzir dose em 50% na IR moderada a grave.
Condução
Condução:
O topiramato actua no sistema nervoso central e pode causar sonolência, tonturas, perturbações visuais e outros sintomas relacionados. Estes acontecimentos adversos podem ser potencialmente perigosos em doentes que conduzem ou que utilizam máquinas, especialmente enquanto não for determinada a resposta de cada doente individual à substância activa.
Nos casos em que é necessária a suspensão rápida de topiramato, recomenda-se uma monitorização apropriada.
Como com outros antiepilépticos, alguns doentes podem apresentar um aumento da frequência de convulsões ou desenvolver novos tipos de convulsões com topiramato.
Estes fenómenos podem ser consequência de sobredosagem, diminuição das concentrações plasmáticas de antiepilépticos utilizados em concomitância, progressão da doença ou de um efeito paradoxal.
É muito importante uma hidratação adequada durante a utilização de topiramato.
A hidratação pode diminuir o risco de nefrolitíase.
Uma hidratação correcta antes e durante actividades como exercício físico ou a exposição a temperaturas quentes pode diminuir o risco de reacções adversas relacionadas com o calor.
Perturbações do humor/depressão:
Observou-se uma maior incidência de perturbações do humor e de depressão durante o tratamento com topiramato.
Suicídio/ideação suicida:
A ideação e o comportamento suicidas foram comunicados em doentes tratados com antiepilépticos em várias indicações.
Uma meta-análise de ensaios aleatorizados, controlados com placebo, realizados com antiepilépticos, revelou um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicidas.
O mecanismo deste risco não é conhecido e os dados disponíveis não excluem a possibilidade de um risco acrescido com o topiramato.
Em ensaios clínicos com dupla ocultação, acontecimentos relacionados com suicídio (ideação suicida, tentativas suicidas e suicídio) ocorreram com uma frequência de 0,5% em doentes tratados com topiramato (46 de um total de 8.652 doentes tratados) e com uma incidência quase 3 vezes maior do que a dos doentes tratados com placebo (0,2%; 8 de um total de 4.045 doentes tratados).
Portanto, os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais de ideação e comportamento suicidas e deve ser considerado o tratamento apropriado.
Os doentes (e os seus prestadores de cuidados) devem ser aconselhados a consultar um médico se surgirem sinais de ideação ou de comportamento suicidas.
Nefrolitíase:
Existe um maior risco de formação de cálculos renais e de sinais e sintomas associados, como cólica renal, dor renal ou dor lombar, especialmente em doentes com uma predisposição para nefrolitíase.
Os factores de risco de nefrolitíase incluem formação anterior de cálculos, antecedentes familiares de nefrolitíase e hipercalciúria.
Nenhum destes factores de risco constitui um factor preditivo fiável da formação de cálculos durante o tratamento com topiramato.
Além disso, doentes medicados com outros medicamentos associados a nefrolitíase podem apresentar um risco acrescido.
Diminuição da função hepática:
Em doentes com insuficiência hepática, o topiramato deve ser administrado com precaução dado que a depuração do topiramato pode estar diminuída.
Miopia aguda e síndrome de ângulo fechado secundária:
O glaucoma secundário de ângulo fechado com miopia aguda foi notificado em doentes medicados com topiramato.
Os sintomas incluem o aparecimento agudo de diminuição da acuidade visual e/ou de dor ocular.
As observações oftalmológicas podem incluir miopia, aperto da câmara anterior, hiperemia ocular (vermelhidão) e aumento da pressão intra-ocular.
Midríase pode estar presente ou não.
Esta síndrome pode estar associada a derrame supraciliar que causa o deslocamento anterior do cristalino e da íris com glaucoma secundário de ângulo fechado.
Os sintomas ocorrem normalmente no período de um mês após o início da terapêutica com topiramato.
Em contraste com o glaucoma primário de ângulo fechado que é raro em idades inferiores a 40 anos, o glaucoma secundário de ângulo fechado associado ao topiramato foi comunicado tanto em crianças como em adultos.
O tratamento inclui a interrupção de topiramato o mais rapidamente possível de acordo com o critério de médico assistente, e a instituição de medidas apropriadas para diminuir a pressão intra-ocular.
Estas medidas resultam geralmente na diminuição da pressão intra-ocular.
A pressão intra-ocular elevada de qualquer etiologia, se não for tratada, pode causar sequelas graves incluindo a perda permanente da visão.
Deve determinar-se previamente se doentes com antecedentes de afecções oculares devem ser tratados com topiramato.
Acidose metabólica:
A acidose metabólica hiperclorémica, sem hiato aniónico (isto é, diminuição do bicarbonato sérico para valores inferiores ao intervalo normal de referência na ausência de alcalose respiratória) está associada ao tratamento com topiramato.
Esta diminuição do bicarbonato sérico é devida ao efeito inibidor do topiramato sobre a anidrase carbónica renal.
Geralmente, a diminuição de bicarbonato ocorre no início do tratamento, embora possa ocorrer em qualquer altura durante o tratamento.
Esta diminuição é normalmente ligeira a moderada (diminuição média de 4 mmol/l com doses de 100 mg/dia ou superiores em adultos e de aproximadamente 6 mg/kg/dia em crianças).
Em casos raros, os doentes apresentaram diminuições para valores inferiores a 10 mmol/l.
Certas patologias ou terapêuticas que predispõem à acidose (como, por exemplo, doença renal, perturbações respiratórias graves, estado de mal epiléptico, diarreia, cirurgia, dieta cetogénica ou certos medicamentos) podem ter efeitos aditivos aos do topiramato na diminuição de bicarbonato.
A acidose metabólica crónica intensifica o risco de formação de cálculos renais e pode conduzir a osteopenia.
A acidose metabólica crónica em crianças pode diminuir a taxa de crescimento.
O efeito do topiramato em sequelas a nível ósseo não foi investigado de forma sistemática nas populações pediátrica ou adulta.
Dependendo das patologias subjacentes, recomenda-se a avaliação apropriada incluindo a determinação dos níveis de bicarbonato com a terapêutica com topiramato.
No caso de desenvolvimento e persistência de acidose metabólica, deve considerar-se a diminuição da dose ou a interrupção do topiramato (com diminuição progressiva da dose).
O topiramato deve ser utilizado com precaução em doentes com patologias ou em tratamentos que representam um factor de risco para o desenvolvimento de acidose metabólica.
Perda de peso:
Observou-se perda de peso ou ausência de aumento de peso em ensaios clínicos com topiramato em crianças em crescimento.
Recomenda-se que o seu peso seja monitorizado enquanto estiverem sob tratamento com topiramato.
Em doentes que apresentem uma perda de peso durante a terapêutica, deve considerar-se uma alimentação suplementar.