⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Só tomará este medicamento durante a gravidez se o médico considerar que o benefício do tratamento é maior do que os possíveis riscos para o embrião/feto ou criança.
Aleitamento
Aleitamento:
Só tomará este medicamento durante a amamentação se o médico considerar que o benefício do tratamento é maior do que os possíveis riscos para o embrião/feto ou criança.
Advertências especiais
• Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor período de tempo possível.
É necessária a monitorização frequente do doente para titular a dose versus a atividade da doença.
• A atrofia adrenocortical desenvolve-se durante o tratamento prolongado e pode persistir durante meses após a interrupção do tratamento.
A supressão da administração de corticosteróides, após tratamento prolongado deve, portanto, ser sempre gradual para evitar uma exacerbação aguda de retorno da doença, insuficiência adrenal aguda ou poliartrite, devendo esta ser reduzida de forma faseada ao longo de semanas ou meses, de acordo com a dose e duração do tratamento.
Durante o tratamento prolongado, qualquer doença concomitante, trauma, anestesia ou procedimento cirúrgico exigirá um aumento temporário da dose; se a administração dos corticosteróides tiver sido interrompida após um tratamento prolongado pode ser necessária a sua reintrodução temporária.
A supressão abrupta do tratamento com corticosteróides sistémicos, que tenha decorrido por um período de tempo máximo 3 semanas é aceitável se o médico considerar improvável uma recaída da doença.
A supressão abrupta das doses de metilprednisolona até 32 mg/dia para períodos máximos de 3 semanas é pouco provável de originar uma supressão clinicamente relevante do eixo HPA, na maioria dos doentes.
Nos seguintes grupos de doentes, a supressão gradual da corticoterapia sistémica deve ser considerada mesmo após um tratamento com duração de 3 semanas ou menos:
- Doentes que receberam tratamentos repetidos com corticosteróides sistémicos, particularmente se com duração superior a 3 semanas.
- Quando foi prescrito um tratamento a curto prazo num ano da supressão da terapêutica a longo prazo (meses ou anos).
- Doentes que podem ter outras causas para insuficiência adrenocortical diferentes da corticoterapia exógena.
- Doentes tratados com doses de corticosteróides sistémicos superiores a 32 mg/dia de metilprednisolona.
- Doentes tratados com doses repetidas à noite.
• Uma vez que a secreção mineralocorticóide pode ser prejudicada, deve ser administrado em simultâneo um sal e/ou um mineralocorticóide.
• Devem ser tomadas medidas de precaução adequadas antes da administração, uma vez que têm ocorrido casos raros de reações anafilácticas em doentes tratados com corticosteróides por via parentérica, especialmente quando o doente tem uma história prévia de alergia a fármacos.
• Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais de infeção, e podem aparecer novas infeções durante sua utilização.
Pode haver redução da resistência e incapacidade de localizar a infeção durante a utilização de corticosteróides.
Infeções com qualquer patogénico, incluindo vírus, bactérias, fungos, protozoários ou helmintas, em qualquer local do organismo, podem ser associadas ao uso de corticosteróides isoladamente ou em combinação com outros agentes imunossupressores que afetam a a imunidade humoral ou celular ou a função dos neutrófilos.
Essas infeções podem ser moderadas, mas também podem ser graves e por vezes fatais.
Com o aumento de doses de corticosteróides, a taxa de ocorrência de complicações infecciosas aumenta.
• A varicela é preocupante uma vez que esta doença normalmente sem complicações pode ser fatal em doentes imunodeprimidos.
Doentes (ou pais das crianças) sem historial de varicela devem ser aconselhados a evitar contacto pessoal próximo com pessoas com varicela ou herpes zoster e uma vez expostos devem procurar cuidados médicos urgentes.
A imunização passiva com imunoglobulina de varicela-zoster (VZIG) é necessária em doentes não-imunizados expostos ao contágio, que estão sob tratamento com corticosteróides sistémicos ou que os tenham utilizado nos últimos 3 meses; esta deve ser dada dentro dos 10 dias após exposição à varicela.
Se for confirmado o diagnóstico de varicela, o doente necessita cuidados especializados e tratamento urgente.
Os corticosteróides não devem ser interrompidos e pode ser necessário aumentar a dose.
• Doentes e/ou cuidadores devem ser avisados relativamente às potenciais reações adversas psiquiátricas que podem ocorrer com esteróides sistémicos.
Os sintomas surgem normalmente dentro de alguns dias ou semanas após o início do tratamento.
Os riscos podem ser maiores com exposição a doses elevadas/exposição sistémica, embora o nível das doses não permita prever de início, o tipo, a gravidade ou a duração das reações.
A maioria das reações desaparecem após redução ou supressão da dose, embora possa ser necessário um tratamento específico.
Doentes/cuidadores devem ser incentivados a consultar o médico se desenvolverem sintomas psicológicos preocupantes, especialmente se suspeitar de humor depressivo ou ideação suicida.
Pacientes/cuidadores deve estar alerta para possíveis distúrbios psiquiátricos que podem ocorrer durante ou imediatamente após a redução/supressão da dose de esteróides sistémicos, embora tais reações tenham sido relatadas apenas raramente.
É necessário cuidado especial ao considerar a utilização de corticosteróides sistémicos em doentes com história prévia ou atual, ou em familiares de primeiro grau de parentesco, de transtornos emocionais graves.
Estas incluem doença depressiva ou maníaco-depressiva e psicose esteróide anterior.
• O sarampo pode ter uma evolução mais grave ou mesmo fatal em doentes imunodeprimidos.
Em crianças ou adultos, deve-se ter especial cuidado para evitar a exposição ao sarampo.
Se exposto, pode estar indicada a profilaxia com imunoglobulina em intramuscular agrupada (IVIg).
Os doentes expostos devem ser aconselhados a consultar rapidamente um médico.
• A administração de vacinas vivas ou vivas atenuadas está contraindicada em doentes sob tratamento com corticosteróides em doses imunossupressoras.
Podem ser administradas vacinas mortas ou inativadas, a doentes sob tratamento com corticosteróides em doses imunossupressoras; no entanto, a resposta a tais vacinas pode revelar-se diminuída.
Os procedimentos de imunização indicados podem ser efectuados em doentes sob tratamento com corticosteróides em doses não-imunossupressoras.
• O uso de corticosteróides na tuberculose ativa deve ser restrito aos casos de tuberculose fulminante ou disseminada, nos quais o corticosteróide é utilizado para o controlo da doença em conjunto com um regime terapêutico antituberculose apropriado.
Quando os corticosteróides são indicados para o tratamento de doentes com tuberculose latente ou com reação positiva à tuberculina, é necessária a monitorização apertada, pois pode ocorrer reactivação da doença.
Durante a corticoterapia prolongada, estes doentes devem receber quimioprofilaxia.
• Devem ser tomados cuidados especiais com doentes que estão a tomar medicamentos cardioactivos, tais como digoxina, devido aos distúrbios electrolíticos induzidos pelos esteróides/perda de potássio.
Existem relatos de arritmias cardíacas, e/ou colapso circulatório e/ou paragem cardíaca após a administração rápida de doses intravenosas elevadas de metilprednisolona (mais de 0,5 g administrado durante um período de menos de 10 minutos).
Têm sido descritos casos de bradicardia durante ou após a administração de doses elevadas de succinato sódico de metilprednisolona, e pode não estar relacionada com a velocidade ou a duração da perfusão.
• O uso prolongado de corticosteróides pode originar cataratas sub capsulares posteriores e cataratas nucleares (especialmente em crianças) e glaucoma com possível dano no nervo óptico.
É necessário uma monitorização oftalmológica frequente.
Infeções do olho, fúngicas e virais secundárias, podem também aumentar em doentes tratados com glucocorticóides.
• Dados de um estudo clínico realizado para estabelecer a eficácia da metilprednisolona no choque séptico, demonstraram que ocorreu uma maior mortalidade em sub-conjuntos de doentes que entraram no estudo com níveis de creatinina sérica elevada ou nos quais se desenvolveu uma infeção secundária depois de ter sido iniciado o tratamento com metilprednisolona.
• A injeção intramuscular deve evitar a área deltóide por causa da possibilidade da atrofia tecidular.
• A metilprednisolona não deve ser utilizada no tratamento de traumatismo craniano, por rotina, como demonstrado pelos resultados de um estudo multicêntrico.
Os resultados do estudo revelaram um aumento da mortalidade nas 2 semanas após a lesão em doentes a quem foi administrada metilprednisolona em comparação com o placebo (1,18 risco relativo).
Não foi estabelecida uma associação causal com o tratamento com succinato sódico de metilprednisolona.
Precauções especiais
É necessário um cuidado especial quando se pondera o uso de corticosteróides sistémicos em doentes com as seguintes situações clínicas, sendo necessária a monitorização frequente do doente.
• Osteoporose (com risco especial para as mulheres na pós-menopausa)
• Hipertensão ou insuficiência cardíaca congestiva
• Distúrbios psíquicos podem aparecer quando são usados corticosteróides , desde euforia, insónia, alterações de humor, alterações de personalidade e depressão grave a manifestações psicóticas explícitas.
A instabilidade emocional existente ou as tendências psicóticas, também podem ser agravadas pelo uso de corticosteróides.
• Diabetes mellitus (ou história familiar de diabetes)
• Historial de tuberculose
• Glaucoma (ou história familiar de glaucoma)
• Prévia miopatia induzida por corticosteróides
• Insuficiência hepática ou cirrose
• Insuficiência renal
• Epilepsia
• Úlcera péptica ativa ou latente
• Anastomoses intestinais recentes
• Predisposição para a tromboflebite
• Abcesso ou outras infeções piogénicas
• Colite ulcerosa
• Diverticulite
• Têm sido descritos casos de miopatia aguda com o uso de doses elevadas de corticosteróides, que ocorrem com mais frequência em doentes com distúrbios da transmissão neuromuscular (por exemplo, miastenia gravis), ou em doentes sob tratamento concomitante com fármacos bloqueadores neuromusculares (por exemplo, pancurónio).
Esta miopatia aguda é generalizada, pode envolver os músculos respiratórios e oculares, e pode resultar em quadriparesia.
Podem ocorrer elevações da creatina quinase.
As melhoras clínicas ou a recuperação após a interrupção do tratamento com os corticosteróides pode levar semanas a anos.
• Herpes simples ocular, por risco de perfuração da córnea
• Hipotiroidismo
• Síndrome de Cushing
• Doenças infecciosas exantemáticas
• Tem sido descrito que para ocorrer sarcoma de Kaposi em doentes sob tratamento com corticosteróides.
A descontinuação da administração dos corticosteróides pode resultar em remissão clínica.
População pediátrica
Os corticosteróides provocam atraso no crescimento na pequena infância, infância e adolescência, que pode ser irreversível.
O tratamento deve ser limitado à dosagem mínima durante o período de tempo mais curto possível.
A fim de minimizar a depressão do eixo hipotalâmico-adreno-pituitário e o atraso do crescimento, o tratamento deve ser administrado na medida do possível, como uma dose única em dias alternados.
Idosos
Os efeitos adversos mais comuns de corticosteróides sistémicos podem ser associados a consequências mais graves na velhice, especialmente em caso de osteoporose, hipertensão, hipocalemia, diabetes, susceptibilidade à infeção e diminuição da espessura da pele.
É necessária monitorização clínica rigorosa para evitar reações fatais.