⚠️ Avisos
Aleitamento
Aleitamento:
Mometasona não deverá ser utilizado na amamentação, a não ser que o potencial benefício para a mãe justifique qualquer potencial risco para a mãe, feto ou lactente.
Gravidez
Gravidez:
Tal como acontece com outras preparações de corticosteróides nasais, Mometasona não deve ser utilizado na gravidez.
VIA INALATÓRIA:
Mometasona deverá ser utilizado com precaução, ou não deverá mesmo ser utilizado, em doentes com infeções tuberculosas ativas ou quiescentes do tracto respiratório ou infeções virais sistémicas, bacterianas ou fúngicas não tratadas, ou em caso de herpes simplex ocular.
Após 12 meses de tratamento com Mometasona não foram observados sinais de atrofia da mucosa nasal; além disso, o furoato de mometasona tendeu a reverter a mucosa nasal para um fenótipo histológico mais próximo do normal.
Tal como se verifica com qualquer tratamento prolongado, os doentes que utilizam Mometasona durante vários meses ou por períodos mais prolongados deverão ser examinados periodicamente para se detetar possíveis alterações na mucosa nasal.
Em caso de desenvolvimento de infeções fúngicas nasais ou faríngeas localizadas, poderá ser necessário suspender a terapêutica com Mometasona ou recorrer a um tratamento adequado.
A persistência da irritação nasofaríngea poderá ser uma indicação para a suspensão de Furoato de mometasona, suspensão para pulverização nasal.
Apesar de Mometasona controlar os sintomas nasais na maioria dos doentes, a utilização concomitante de uma terapêutica adicional adequada poderá proporcionar um alívio adicional de outros sintomas, em particular de sintomas oculares.
Não há quaisquer sinais da supressão do eixo hipotálamo-hipófise-supra-renal (HPA) na sequência de um tratamento prolongado com Mometasona, suspensão para pulverização nasal.
No entanto, os doentes que forem transferidos da administração a longo prazo de corticosteróides com ação sistémica para Mometasona devem ser mantidos sob cuidadosa observação.
Nestes doentes, a suspensão do tratamento com corticosteróides sistémicos poderá resultar em insuficiência supra-renal durante vários meses até recuperação da função do eixo HPA.
Se estes doentes apresentarem sinais e sintomas de insuficiência supra-renal, deverá retomar-se a administração de corticosteróides sistémicos e instituir-se outros tipos de terapêuticas e medidas adequadas.
Durante a transferência de corticosteróides sistémicos para Furoato de mometasona, suspensão para pulverizador nasal, alguns doentes poderão apresentar sintomas de abstinência dos corticosteróides com ação sistémica (por exemplo, dores articulares e/ou musculares, lassidão e depressão numa fase inicial), embora sintam alívio da sintomatologia nasal, pelo que deverão ser encorajados a continuar a terapêutica com
Furoato de mometasona, suspensão para pulverização nasal.
Essa transferência também poderá desmascarar patologias alérgicas pré-existentes, tal como conjuntivite alérgica e eczema, anteriormente suprimidos pela terapêutica com corticosteróides sistémicos.
A segurança e eficácia de Mometasona no tratamento de pólipos unilaterais, pólipos associados a fibrose cística ou pólipos que obstruem completamente as cavidades nasais não foram estudadas.
Os pólipos unilaterais com aparência invulgar ou irregular, especialmente se forem ulcerosos ou hemorrágicos, deverão ser melhor avaliados.
Os doentes medicados com corticosteróides que sejam potencialmente imunossuprimidos deverão ser advertidos para o risco de exposição a determinadas infeções (como por exemplo, sarampo, varicela) e da importância de procurarem aconselhamento médico caso ocorra tal exposição.
Após a utilização de corticosteróides intranasais, têm sido comunicados muito raramente casos de perfuração do septo nasal ou de aumento da pressão intra-ocular.
O tratamento com doses superiores às recomendadas poderá resultar em supressão supra-renal clinicamente significativa.
Se houver indício da utilização de doses superiores às recomendadas, deverá considerar-se uma compensação adicional com corticosteróides sistémicos durante os períodos de stress ou cirurgia eletiva.
População pediátrica
A segurança e eficácia de Mometasona no tratamento da polipose nasal em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade não foram estudadas.
Podem ocorrer efeitos sistémicos com os corticosteróides nasais, principalmente quando estes são prescritos em doses elevadas por períodos prolongados.
É muito menos provável que estes efeitos ocorram com corticosteróides orais e podem variar de doente para doente e com as preparações com diferentes corticosteróides.
Os potenciais efeitos sistémicos podem incluir síndrome de Cushing, características Cushingóides, supressão supra-renal, atraso no crescimento em crianças e adolescentes, cataratas, glaucoma e, muito raramente, uma diversidade de efeitos psicológicos ou comportamentais, incluindo hiperactividade psicomotora, perturbações do sono, ansiedade, depressão ou agressividade (em particular, nas crianças).
Recomenda-se que a altura das crianças sujeitas a tratamentos prolongados com corticosteróides nasais seja vigiada regularmente.
Se o crescimento for retardado, a terapêutica deverá ser revista com o objetivo de reduzir a dose de corticosteróides nasais se possível até à dose mais baixa, desde que se mantenha o controlo eficaz dos sintomas.
Além disso, deve considerar-se a hipótese de encaminhamento do doente para um pediatra especializado.
VIA CUTÂNEA:
Mometasona não deve ser usado nas pálpebras.
Deve ser tida precaução especial em doentes que têm hipersensibilidade a qualquer outro corticosteróide.
Caso ocorra irritação ou sensibilização com a utilização de Mometasona, o tratamento deve ser retirado e instituída uma terapêutica adequada.
Caso ocorra uma infeção, deve ser utilizado um medicamento antifúngico ou antibacteriano adequado.
Caso não ocorra uma resposta favorável com rapidez, o corticosteróide deve ser suspenso até a infeção estar adequadamente controlada.
A toxicidade local e sistémica é frequente especialmente após a utilização contínua e prolongada em grandes áreas de pele afetada, especialmente nas zonas de flexão ou quando se utiliza a oclusão com polietileno.
Deve ter-se especial precaução quando são tratadas grandes zonas do corpo e deve evitar-se o tratamento prolongado independentemente da idade do doente.
Mometasona não deve ser utilizado na pele com feridas.
Os esteróides tópicos podem ser prejudiciais na psoríase devido a várias razões, incluindo recaídas após o desenvolvimento de tolerância, risco de psoríase pustular centralizada e desenvolvimento de toxicidade local ou sistémica devido a uma incapacidade da pele exercer a sua função de barreira.
Caso Mometasona seja usado em psoríase, é importante uma rigorosa vigilância médica.
Como acontece com todos os glucocorticóides tópicos potentes, deve evitar-se a interrupção repentina do tratamento.
Quando o tratamento tópico prolongado com glucocorticóides é suspenso, pode desenvolver-se um efeito de exacerbação que assume a forma de uma dermatite com rubor intenso, sensação de picadas e de queimadura.
Isto pode ser evitado pela redução gradual do tratamento, por exemplo, continuar o tratamento de forma intermitente antes de suspendê-lo.
Em alguns doentes pode ocorrer hiperglicémia e glicosúria após aplicação tópica devido a absorção sistémica.
Os glucocorticóides podem alterar a aparência de algumas lesões tornando mais difícil estabelecer um diagnóstico adequado, podendo retardar a cura.