Reviews reflect personal experiences and are not medical advice. Always consult your doctor.
Glaxosmithkline S.A. (ES)
Código ATC
G04C
Fonte
CIMA
A dutasterida reduz os níveis circulantes de di-hidrotestosterona (DHT) por inibição de ambos os tipos 1 e 2, das isoenzimas da 5α-redutase, responsáveis pela conversão da testosterona em 5α-DHT.
DUTASTERIDA EM MONOTERAPIA
Efeitos na DHT/Testosterona:
O efeito de doses diárias de dutasterida na redução da DHT é dependente da dose e é observado em 1 a 2 semanas (85% e 90% de redução, respetivamente).
Em doentes com HBP tratados com 0,5 mg/dia de dutasterida, a diminuição média da DHT sérica foi de 94% em um ano e 93% em 2 anos e o aumento médio da testosterona sérica foi de 19% em ambos os anos 1 e 2.
Efeito no volume prostático:
Foram detetadas reduções significativas no volume prostático cerca de um mês após início do tratamento, tendo as reduções continuado até ao 24º mês (p<0,001).
Dutasterida levou a uma redução média do volume total prostático de 23,6% (de 54,9 ml de volume basal até 42,1 ml) no 12º mês, comparativamente a uma redução média de 0,5% (de 54,0 ml a 53,7 ml) no grupo placebo.
Ocorreram também reduções significativas (p<0,001) no volume da zona de transição prostática desde o primeiro até ao 24º mês, com uma redução média do volume da zona de transição prostática de 17,8% (de 26,8 ml de valor basal até 21,4 ml) no grupo tratado com Dutasterida Sandoz, comparativamente a um aumento médio de 7,9% (de 26,8 ml a 27,5 ml) no grupo placebo ao 12º mês.
A redução do volume prostático observada durante os primeiros 2 anos de tratamento em dupla ocultação, foi mantida durante os 2 anos adicionais de estudos de extensão abertos.
A redução do tamanho da próstata conduz à melhoria dos sintomas e à diminuição do risco de RUA e de cirurgia relacionada com a HBP.
⚠️ Avisos
Sem informação.
A terapêutica de associação deverá ser prescrita apóss avaliação cuidadosa da relação beneficio/risco devido ao potencial aumento do risco de acontecimentos adversos (incluindo insuficiência cardíaca) e após considerar as opções terapêuticas alternativas, incluindo monotropias.
Insuficiência cardíaca
Em dois estudos clínicos de 4 anos, a incidência de insuficiência cardíaca (um termo composto de acontecimentos notificados, principalmente insuficiência cardíaca e insuficiência cardíaca congestiva) foi mais elevada entre os indivíduos a tomar a associação de dutasterida e o bloqueador-alfa, principalmente tansulosina, do que entre indivíduos que não tomaram a associação.
Nestes dois estudos, a incidência de insuficiência cardíaca foi baixa (≤1%) e variável entre os estudos.
Efeitos sobre o antigénio especifico da próstata (PSA) e detecção do cancro da próstata
Antes de iniciar a terapêutica com Dutasterida e depois periodicamente, deverá ser efectuado o toque retal, bem como outras avaliações do cancro da próstata em doentes.
A concentração sérica do antigénio especifico da próstata (PSA) é um componente importante na detecção do cancro da próstata.
Dutasterida provoca uma diminuição de aproximadamente 50% na média dos níveis séricos de PSA após 6 meses de tratamento.
Os doentes que tomam Dutasterida devem ter novos valores basais estabelecidos para PSA após 6 meses de tratamento com Dutasterida.
Recomenda-se a monitorização regular dos valores de PSA a partir daqui.
Qualquer aumento confirmado do menor nível de PSA enquanto sob tratamento com Dutasterida, pode sinalizar a presença de cancro da próstata (principalmente de tumores de alto grau) ou de não adesão à terapêutica com Dutasterida e deve ser cuidadosamente avaliado, mesmo que esses valores estejam ainda dentro do intervalo normal para os homens que não tomam inibidor da 5 á-redutase.
Ao interpretar um valor de PSA de um doente a tomar Dutasterida, devem comparar-se os valores anteriores de PSA.
O tratamento com Dutasterida não interfere com a utilização do PSA como uma ferramenta de auxilio no diagnóstico do cancro da próstata após se estabelecerem novos valores basais.
Os níveis séricos de PSA total voltam aos valores basais até 6 meses após a interrupção da terapêutica.
A relação entre os níveis de PSA livre e total mantém-se constante mesmo sob a influência de Dutasterida.
Se o médico preferir usar a percentagem de PSA livre como auxiliar da detecção do cancro da próstata em indivíduos em tratamento com Dutasterida, não será necessário um ajuste dos valores.
Cancro da próstata e tumores de alto grau
Os resultados de um estudo clínico (o estudo REDUCE) em homens com risco aumentado de cancro da próstata revelaram uma maior incidência de cancro da próstata de Gleason 8 - 10 nos homens tratados com dutasterida em comparação com placebo.
A relação entre dutasterida e tumores de alto grau da próstata não é clara.
Os homens que tomam Dutasterida devem ser avaliados regularmente quanto ao risco de cancro da próstata, incluindo a avaliação de PSA.
Cápsulas danificadas
A dutasterida é absorvida pela pele, pelo que mulheres, crianças e adolescentes devem evitar o contacto com cápsulas danificadas que libertem o seu conteúdo.
Se existir contacto com cápsulas danificadas, a área de contacto deverá ser imediatamente lavada com àgua e sabão.
Compromisso hepático
A dutasterida não foi estudada em doentes com doença hepática.
A administração de dutasterida a doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado deverá ser efectuada com precaução.
Neoplasia da mama
Foi notificado cancro da mama em homens a tomar dutasterida, no âmbitos de ensaios clínicos e durante o período pós-comercialização.
Os médicos devem aconselhar os seus doentes a comunicar imediatamente qualquer alteração no seu tecido mamário, tais como nódulos ou corrimento mamilar.
Actualmente, não está esclarecido se existe uma relação causal entre a ocorrência de cancro da mama nos homens e o uso prolongado de dutasterida.