⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não é aconselhável administrar Netilmicina durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Não é aconselhável administrar Netilmicina durante o aleitamento.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Ver Aminoglicosídeos.
Os doentes tratados com aminoglicosídeos devem ser mantidos sob cuidadosa observação clínica, devido à potencial toxicidade associada ao seu uso.
Crianças e idosos são mais susceptíveis.
Doentes em terapia com Netilmicina durante mais de 7-10 dias para o tratamento de infeções graves ou que possam receber doses superiores às recomendadas de acordo com a idade, peso ou função renal estimada, devem ser submetidos a uma avaliação periódica da função renal e dos electrólitos séricos durante o tratamento.
Não obstante a ototoxicidade com a netilmicina ser pouco frequente e de grau moderado, podem ocorrer perdas de audição e disfunção vestibular, principalmente em doentes com lesão renal pré-existente e em doentes com função renal normal, tratados com doses superiores e/ou por períodos mais prolongados que os recomendados.
É aconselhável a monitorização das funções renal e do oitavo par craniano no decurso da terapêutica, particularmente nos doentes com suspeita ou confirmação de insuficiência renal, tanto no início como durante terapêutica.
Deve pesquisar-se uma diminuição na densidade da urina, o aumento da excreção proteica e a presença de células ou cilindros.
Devem efectuar-se periodicamente, determinações da uremia, creatinemia e "clearance" da creatinina.
Quando possível, recomenda-se a execução de audiogramas seriados, particularmente em doentes de alto risco.
A evidência de ototoxicidade (tonturas, vertigens, acufenos, ruídos nos ouvidos e hipoacusia), ou de nefrotoxicidade exige ajustamento, ou interrupção, da terapêutica.
Tal como sucede com outros aminoglicosídeos, as alterações da função renal e do oitavo par craniano podem, em raras ocasiões, manifestar-se apenas após a conclusão da terapêutica.
As concentrações séricas dos aminoglicosídeos devem ser monitorizadas sempre que possível, a fim de assegurar níveis adequados e evitar concentrações eventualmente tóxicas.
Na monitorização das concentrações máximas de netilmicina, a posologia deve ser acertada de forma a evitar a ocorrência de níveis prolongados acima de 16 microgramas/ml.
Na monitorização das concentrações mínimas (imediatamente antes da administração seguinte), estas devem situar-se na gama de 0,5 a 2 microgramas/ml, para a dose recomendada, devendo evitar-se concentrações mínimas superiores a 4 microgramas/ml.
Picos séricos - máximos ou mínimos - excessivos de aminoglicosídeos podem aumentar o risco de toxicidade renal ou do oitavo par craniano.
Em doentes com queimaduras extensas, a farmacocinética alterada pode resultar numa redução da concentração sérica dos aminoglicosídeos.
A determinação das concentrações séricas de aminoglicosídeos é particularmente importante nestes doentes, como base para o ajuste da posologia.
Os antibióticos neurotóxicos ou nefrotóxicos podem ser absorvidos em quantidades significativas a partir das superfícies corporais, após irrigação ou aplicação local.
O efeito tóxico potencial dos antibióticos aplicados deste modo deve ser devidamente considerado.
Tem sido mencionada uma nefrotoxicidade aumentada subsequente à administração simultânea de aminoglicosídeos com algumas cefalosporinas.
Embora nos ensaios clínicos o bloqueio neuromuscular e a paralisia respiratória não tenham constituído um problema, têm sido descritos em animais que receberam netilmicina em doses consideravelmente superior às que estão clinicamente recomendadas.
A possibilidade destes fenómenos ocorrerem no Homem deve ser tida em consideração, particularmente se os aminoglicosídeos forem administrados a doentes que estão a tomar outros medicamentos.
Se ocorrer bloqueio neuromuscular, este pode ser revertido com sais de cálcio.
Os aminoglicosídeos devem ser usados com precaução em doentes com distúrbios neuromusculares, como sejam o parkinsonismo ou botulismo infantil, em virtude de estes fármacos poderem, teoricamente, agravar a fraqueza muscular devido ao seu potencial efeito do tipo curare na junção neuromuscular.
Os doentes mais idosos podem ter a função renal diminuída sem que tal seja evidente a partir dos resultados dos testes de rotina, como a quantificação da uremia ou da creatinemia.
A determinação da "clearance" da creatinina pode revelar-se mais útil.
Nestes doentes é particularmente importante a monitorização da função renal durante o tratamento com netilmicina, ou com quaisquer outros aminoglicosídeos.
Observou-se, em alguns adultos e crianças tratados com sulfato de netilmicina, um síndroma tipo-Fanconi com aminoacidúria e acidose metabólica.
Foi demonstrada a ocorrência de alerginicidade cruzada entre os aminoglicosídeos.
Os doentes devem ser hidratados durante o tratamento.
O tratamento com sulfato de netilmicina pode provocar um sobredesenvolvimento de organismos não sensíveis.
Se isto suceder, deverá ser instituída uma terapêutica adequada.
Não pode ser administrado a bebés prematuros ou recém-nascidos.
Pode causar reações tóxicas e reações anafilactóides em crianças até 3 anos de idade.
Netilmicina, na dosagem de 50 mg/1 ml contém Para-hidroxibenzoato de metilo e Para-hidroxibenzoato de propilo, os quais podem causar reações alérgicas (possivelmente retardadas), e excepcionalmente, broncospasmo.
Foram reportados muito raramente casos de síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica com a utilização de aminoglicosídeos, incluindo a netilmicina.