⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Ocrelizumab deve ser evitado durante a gravidez, excepto se os potenciais benefícios para a mãe ultrapassarem os eventuais riscos para o feto.
Aleitamento
Aleitamento:
As mulheres devem ser aconselhadas a descontinuar a amamentação durante a terapêutica com Ocrelizumab.
Doentes com compromisso imunitário grave não podem ser tratados até à resolução da condição.
Reacções relacionadas com a perfusão (RRP)
Ocrelizumab está associado a RRP, as quais podem estar relacionadas com a libertação de citocinas e/ ou outros mediadores químicos.
Os sintomas das RRP podem ocorrer durante qualquer perfusão, mas foram notificados com maior frequência durante a primeira perfusão.
As RRP podem ocorrer nas 24 horas após a perfusão.
Estas reacções podem manifestar-se como prurido, erupção cutânea, urticária, eritema, irritação orofaríngea, dor orofaríngea, dispneia, edema da faringe ou da laringe, rubor, hipotensão, pirexia, fadiga, cefaleia, tonturas, náuseas e taquicardia.
Antes da perfusão:
• Controlo de reacções graves: devem estar disponíveis recursos adequados para o controlo de reacções graves, tais como RRP graves, reacções de hipersensibilidade e/ou reacções anafilácticas.
• Hipotensão: pode ocorrer como sintoma de uma RRP durante as perfusões de Ocrelizumab.
Por conseguinte, deve ponderar-se a suspensão de tratamentos anti-hipertensores nas 12 horas anteriores e ao longo de cada perfusão de Ocrelizumab.
Não foram estudados doentes com história de insuficiência cardíaca congestiva (graus III e IV da New York Heart Association).
• Pré-medicação: os doentes têm de receber pré-medicação para reduzir a frequência e gravidade das RRP.
Durante a perfusão:
• Devem ser tomadas as seguintes medidas nos doentes que desenvolvam sintomas pulmonares graves, tais como broncospasmos ou exacerbações da asma:
- a perfusão tem de ser interrompida imediata e permanentemente
- tem de ser administrado tratamento sintomático
- o doente tem de ser monitorizado até que os sintomas pulmonares estejam resolvidos, uma vez que a melhoria inicial dos sintomas clínicos pode ser seguida de deterioração
• Pode ser difícil distinguir hipersensibilidade de uma RRP, do ponto de vista clínico.
Caso se suspeite de uma reacção de hipersensibilidade durante a perfusão, esta tem de ser interrompida imediata e permanentemente.
Após a perfusão:
• Os doentes tratados com Ocrelizumab devem ser observados durante, pelo menos, 1 hora após a conclusão da perfusão relativamente a qualquer sintoma de RRP.
• Os médicos devem alertar os doentes para a possibilidade de ocorrerem RRP nas 24 horas após a perfusão.
Reacções de hipersensibilidade
Também poderá ocorrer uma reacção de hipersensibilidade (reacção alérgica aguda a um medicamento).
As reacções de hipersensibilidade agudas tipo I (mediadas por IgE) podem ser clinicamente indistinguíveis dos sintomas de RRP.
Durante qualquer perfusão pode surgir uma reacção de hipersensibilidade, apesar de tipicamente não surgir durante a primeira perfusão.
Para perfusões subsequentes, sintomas mais graves do que os anteriormente desenvolvidos ou novos sintomas graves deverão levar a considerar a possibilidade de reacção de hipersensibilidade.
Os doentes com hipersensibilidade conhecida a ocrelizumab, mediada por IgE, não podem receber tratamento com ocrelizumab.
Infecção:
Em doentes com uma infecção activa, a administração de Ocrelizumab tem de ser adiada até que a infecção esteja resolvida.
Recomenda-se que seja avaliado o estado imunitário do doente antes do tratamento, dado que doentes com compromisso imunitário grave (por exemplo, com linfopenia, neutropenia, hipogamaglobulinemia) não devem ser tratados.
A proporção global de doentes que desenvolveu uma infecção grave foi semelhante aos comparadores.
A frequência de infecções de grau 4 (potencialmente fatais) e grau 5 (fatais) foi baixa em todos os grupos de tratamento, mas na EMPP a frequência foi superior com Ocrelizumab comparativamente a placebo no caso de infecções potencialmente fatais (1,6% vs 0,4%) e fatais (0,6% vs 0%).
Todas as infecções potencialmente fatais foram resolvidas sem a descontinuação de ocrelizumab.
Na EMPP, doentes com dificuldade na deglutição têm um risco mais elevado de pneumonia por aspiração.
O tratamento com Ocrelizumab pode aumentar ainda mais o risco de pneumonia grave nestes doentes.
Os médicos devem actuar rapidamente nos doentes que apresentem pneumonia.
Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP):
O risco de LMP não pode ser excluído uma vez que foram observados casos de infecções pelo vírus John Cunningham (JC) resultantes em LMP, em doentes tratados com anticorpos anti-CD20 e outras terapêuticas para a EM e associados a factores de risco (por exemplo, população de doentes, polimedicação com imunossupressores).
Os médicos devem estar atentos para a presença de sinais e sintomas precoces de LMP, os quais podem incluir qualquer novo início ou agravamento de sinais ou sintomas neurológicos, dado que estes podem mimetizar a EM.
Caso se suspeite de LMP, o tratamento com Ocrelizumab tem de ser suspenso.
Deve ponderar-se uma avaliação que inclua ressonância magnética (RMN), preferencialmente com contraste (comparada com a RMN antes do tratamento), teste confirmatório de ácido desoxirribonucleico (ADN) do vírus John Cunningham (JC) no líquido cerebroespinhal (LCE), e avaliações neurológicas repetidas.
Caso se confirme LMP, o tratamento tem de ser descontinuado permanentemente.
reactivação da Hepatite B:
Houve notificações de reactivação do vírus da Hepatite B (VHB), em alguns casos resultando em hepatites fulminantes, insuficiência hepática e morte, em doentes tratados com outros anticorpos anti-CD20.
Seguindo as normas de orientação locais, deve ser realizada uma pesquisa do VHB em todos os doentes antes do início do tratamento com Ocrelizumab.
Os doentes com VHB activo (isto é, com infecção activa confirmada por resultados positivos nos testes de AgHBs e anti-HB) não devem ser tratados com Ocrelizumab.
Os doentes com serologia positiva (isto é, negativos para os AgHBs e positivos para o anticorpo HB core (AcHBc+); portadores do VHB (positivos para o antigénio de superfície, AgHBs+)) devem consultar um especialista em doenças hepáticas antes de iniciar o tratamento e devem ser monitorizados e controlados de acordo com os padrões médicoslocais para prevenir a reactivação da hepatite B.
Neoplasias malignas:
Nos ensaios clínicos em doentes tratados com ocrelizumab foi observado um número aumentado de neoplasias malignas (incluindo cancros da mama), comparativamente aos grupos controlo.
No entanto, a incidência estava dentro da taxa esperada para uma população com EM.
Deve ser considerado o benefício-risco individual nos doentes com factores de risco conhecidos para neoplasias malignas e nos doentes que estejam a ser activamente monitorizados quanto à recorrência de doença maligna.
Doentes com uma neoplasia maligna activa conhecida não devem ser tratados com Ocrelizumab.
Os doentes devem seguir as normas de orientação locais para o rastreio do cancro da mama.
No período de controlo dos ensaios clínicos, a incidência de cancros da pele não-melanoma foi baixa e não houve desequilíbrio entre os grupos de tratamento.
Foi observado um aumento na incidência entre os 3 e os 4 anos de tratamento devido a carcinoma basocelular, o qual não foi observado nos anos subsequentes.
A incidência mantém-se dentro da taxa esperada para uma população com EM.
Tratamento de doentes com compromisso imunitário grave:
Doentes com compromisso imunitário grave não podem ser tratados até que a situação esteja resolvida.
Noutras doenças autoimunes, a utilização concomitante de Ocrelizumab com medicamentos imunossupressores (por exemplo, corticosteróides crónicos, fármacos antirreumáticos modificadores da doença (DMARDs) biológicos e não-biológicos, micofenolato de mofetil, ciclofosfamida, azatioprina) resultou num aumento das infecções graves, incluindo infecções oportunistas.
As infecções incluíram, entre outras, pneumonia atípica e pneumonia por Pneumocystis jirovecii, pneumonia de varicela, tuberculose e histoplasmose.
Em casos raros, algumas destas infecções foram fatais.
Uma análise exploratória identificou os seguintes factores associados ao risco de infecções graves: doses mais elevadas de Ocrelizumab do que as recomendadas para a EM, outras comorbilidades e utilização crónica de imunossupressores/ corticosteróides.
Não se recomenda a utilização concomitante de outros imunossupressores com Ocrelizumab, à excepção dos corticosteróides para o tratamento sintomático dos surtos.
Há limitações no conhecimento sobre se a utilização concomitante de esteróides no tratamento sintomático dos surtos está associada a um risco aumentado de infecções na prática clínica.
Nos estudos principais com ocrelizumab na EM a administração de corticosteróides para o tratamento de surtos não foi associada a um risco aumentado de infecções graves.
Quando se inicia Ocrelizumab após uma terapêutica imunossupressora ou quando se inicia uma terapêutica imunossupressora após Ocrelizumab, deve ser tida em consideração a possibilidade de sobreposição dos efeitos farmacodinâmicos.
Recomenda-se precaução ao prescrever Ocrelizumab, tendo em consideração a farmacodinâmica de outras terapêuticas modificadoras da doença para a EM.
Vacinação:
Não foi estudada a segurança da imunização com vacinas vivas ou vivas-atenuadas, após o tratamento com Ocrelizumab, e não é recomendada a vacinação com vacinas vivas ou vivas-atenuadas durante o tratamento e até que ocorra repleção dos linfócitos B (em ensaios clínicos, o tempo médio para a repleção foi de 72 semanas).
Não existem dados disponíveis acerca dos efeitos da vacinação em doentes a receberem Ocrelizumab.
Os médicos deverão rever o estado de imunização dos doentes que sejam considerados para o tratamento com Ocrelizumab.
Os doentes que necessitem de vacinação devem completar a sua imunização, pelo menos, 6 semanas antes de iniciarem o tratamento com Ocrelizumab.
Exposição a ocrelizumab no útero e vacinação de crianças pequenas com vacinas vivas ou vivas-atenuadas:
Devido à potencial depleção de linfócitos B em crianças pequenas de mães expostas a Ocrelizumab durante a gravidez, deve ser feita monitorização de depleção dos linfócitos B nas crianças pequenas e a vacinação com vacinas vivas ou vivas-atenuadas deve ser adiada até que a contagem de linfócitos B das crianças pequenas tenha recuperado.
A segurança e o momento para a vacinação devem ser discutidos com o médico da criança pequena.