⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
A moxifloxacina não pode ser utilizada em mulheres grávidas.
Aleitamento
Aleitamento:
A amamentação é contraindicada durante o tratamento com moxifloxacina.
Condução
Condução:
Os doentes devem ser aconselhados a ver como reagem à moxifloxacina antes de conduzir ou operar máquinas.
O benefício do tratamento com moxifloxacina, em especial em infeções com um baixo grau de gravidade, deve ser ponderado face às informações incluídas na seção advertências e precauções.
Prolongamento do intervalo QTc e situações clínicas potencialmente relacionadas com o prolongamento do intervalo QTc.
A moxifloxacina demonstrou prolongar o intervalo QTc no electrocardiograma de alguns doentes.
Na análise dos ECG obtidos no programa de ensaios clínicos, o prolongamento do intervalo QTc com a moxifloxacina foi de 6 mseg ± 26 mseg, ou 1,4%, quando comparado com a linha basal.
As mulheres podem ser mais sensíveis aos medicamentos que prolongam o intervalo QTc, uma vez que tendem a ter uma linha basal do intervalo QTc mais longa comparativamente aos homens.
Os doentes idosos também podem ser mais susceptíveis aos efeitos no intervalo QT associados ao fármaco.
Os medicamentos capazes de diminuir os níveis de potássio devem ser usados com prudência nos doentes tratados com moxifloxacina.
A moxifloxacina deve ser usada com precaução em doentes que apresentem situações proarrítmicas (especialmente mulheres e doentes idosos), tais como isquemia aguda do miocárdio ou prolongamento do intervalo QT, que podem resultar num aumento do risco de arritmias ventriculares (incl. torsades de pointes) e paragem cardíaca.
A magnitude do prolongamento do intervalo QT pode aumentar com o aumento das concentrações de fármaco. Por este motivo, as doses recomendadas não devem ser excedidas.
Se, durante o tratamento com moxifloxacina, ocorrerem sinais de arritmias cardíacas, deverá interromper-se o tratamento e efectuar-se um ECG.
Hipersensibilidade / reações alérgicas
Foram notificadas reações alérgicas e de hipersensibilidade para as fluoroquinolonas, incluindo a moxifloxacina, após a primeira administração.
As reações anafilácticas podem evoluir para situações de choque com risco de vida, mesmo após a primeira administração.
Nestes casos, o tratamento com moxifloxacina deve ser interrompido e iniciado um tratamento adequado (ex. tratamento para situações de choque).
Afeções hepáticas graves
Foram notificados casos de hepatite fulminante, com potencial afeção hepática (incluindo casos fatais), com a moxifloxacina.
Devem aconselhar-se os doentes a contactar o médico antes de continuar o tratamento caso surjam sinais e sintomas de doença hepática fulminante, tais como astenia de progressão rápida associada a icterícia, urina escura, tendência para hemorragia ou encefalopatia hepática.
Nos casos em que haja indicações de ocorrência de afeção hepática devem efectuar-se análises à função hepática.
Reações bolhosas da pele graves
Foram notificados casos de reações bolhosas da pele como síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica, com moxifloxacina.
Se ocorrerem reações cutâneas e/ou da mucosa, os doentes devem ser aconselhados a consultar imediatamente o médico antes de continuarem o tratamento.
Doentes predispostos a crises convulsivas
Sabe-se que as quinolonas podem desencadear crises convulsivas.
A sua utilização deve ser feita com cuidado nos doentes com perturbações do SNC ou na presença de outros fatores de risco que possam predispor ou diminuir o limiar de crises convulsivas.
No caso de crises convulsivas, o tratamento com moxifloxacina deve ser interrompido e devem ser instituídas medidas adequadas.
Neuropatia periférica
Foram notificados casos de polineuropatia sensorial ou sensoriomotora resultando em parestesias, hipoestesias, disestesias ou fraqueza em doentes aos quais foram administradas quinolonas incluindo moxifloxacina.
Doentes submetidos a tratamento com moxifloxacina devem ser aconselhados a informar previamente o médico antes de continuar o tratamento, se desenvolverem sintomas de neuropatia tais como dor, sensação de queimadura, sensação de formigueiro, entorpecimento, ou fraqueza.
Reações do foro psiquiátrico
Podem ocorrer reações psiquiátricas mesmo após a primeira administração de quinolonas, incluindo a moxifloxacina.
Em casos muito raros, a depressão ou as reações psicóticas progrediram para pensamentos suicidas e comportamentos que prejudicam o próprio, tais como tentativas de suicídio.
No caso em que o doente desenvolve estas reações, a moxifloxacina deve ser interrompida e devem ser instituídas medidas adequadas.
É recomendada precaução se a moxifloxacina vai ser utilizada em doentes psicóticos ou em doentes com história de doença psiquiátrica.
Diarreia associada ao antibiótico incluindo colite
Em associação com a utilização de antibióticos de largo espetro, incluindo a moxifloxacina têm sido notificadas diarreia associada ao antibiótico (DAA) e colite associada ao antibiótico (CAA), incluindo colite pseudomembranosa e diarreia associada a Clostridium difficile, cuja gravidade pode variar de diarreia ligeira a colite fatal.
Por este motivo, é importante considerar este diagnóstico em doentes que desenvolvam diarreia grave, durante ou após o uso da moxifloxacina.
Se a DAA ou a CAA é suspeita ou confirmada, o tratamento a decorrer com agentes antibacterianos, incluindo a moxifloxacina, deve ser interrompido e devem ser iniciadas, imediatamente, medidas terapêuticas adequadas. Além disso, devem ser tomadas medidas adequadas de controlo da infeção para reduzir o risco de transmissão.
Fármacos inibidores do peristaltismo estão contraindicados em doentes que apresentam diarreia grave.
Doentes com miastenia grave
A moxifloxacina deve ser utilizada com precaução em doentes com miastenia grave, dado que os sintomas podem ser exacerbados.
Inflamação do tendão, ruptura do tendão
Durante o tratamento com quinolonas, incluindo a moxifloxacina, pode ocorrer inflamação e ruptura de tendão (especialmente o tendão de Aquiles), por vezes bilateral, mesmo após 48 h do início do tratamento e foram reportados vários meses após a interrupção do tratamento.
O risco de tendinite e ruptura de tendão está aumentado em doentes idosos e em doentes concomitantemente tratados com corticosteróides.
Aos primeiros sinais de dor ou inflamação os doentes devem interromper o tratamento com moxifloxacina e manter o(s) membro(s) afetados(s) em repouso e consultar imediatamente o médico, a fim de iniciar o tratamento adequado (ex. imobilização) para o tendão afetado.
Doentes com compromisso renal
A moxifloxacina deve ser utilizada com precaução em doentes idosos com alterações renais que sejam incapazes de manter uma ingestão adequada de fluidos, pois a desidratação pode aumentar o risco de compromisso renal.
Alterações da visão
Se ocorrer uma diminuição da visão ou se se verificarem quaisquer efeitos a nível ocular deve imediatamente ser consultado um oftalmologista.
Prevenção de reações de fotossensibilidade
Está demonstrado que as quinolonas podem provocar reações de fotossensibilidade nos doentes. Contudo, estudos demonstraram que a moxifloxacina possui um baixo risco de indução de fotossensibilidade.
No entanto, os doentes devem ser aconselhados a evitar a exposição quer à irradiação UV quer à luz solar prolongada e/ou intensa no decurso do tratamento com moxifloxacina.
Doentes com deficiência de glucose-6-fosfato-desidrogenase
Doentes com antecedentes familiares ou com deficiência actual de glucose-6-fosfato desidrogenase são susceptíveis a reações hemolíticas quando tratados com quinolonas.
Deste modo, a moxifloxacina deve ser usada com cuidado nestes doentes.
Doentes com intolerância à galactose, deficiência de Lapp lactase ou mal absorção glucose-galactose
Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de Lapp lactase ou mal absorção glucose-galactose não devem tomar este medicamento.
Doentes com doença inflamatória pélvica
Para doentes com doença inflamatória pélvica complicada (ex.: associada a um abcesso tubo-ovárico ou pélvico), para os quais é considerado necessário um tratamento intravenoso, o tratamento com Moxifloxacina 400 mg comprimidos revestidos por película não é recomendado.
A doença inflamatória pélvica pode ser causada por Neisseria gonorrhoeae resistente às fluoroquinolonas.
Por este motivo, o tratamento empírico com moxifloxacina deve ser coadministrado com outro antibiótico apropriado (ex.: uma cefalosporina) a não ser que possa ser excluída Neisseria gonorrhoeae resistente à moxifloxacina.
Se não se obtiver melhoria clínica ao fim de 3 dias, o tratamento deve ser reconsiderado.
Doentes com infeções complicadas da pele e das estruturas da pele (cSSSI) especiais
Não está estabelecida a eficácia clínica da moxifloxacina intravenosa no tratamento de infeções resultantes de queimaduras graves, fasciite e infeções do pé diabético com osteomielite.
Interferência com os testes biológicos
O tratamento com moxifloxacina pode interferir com o meio de cultura Mycobacterium spp. através da supressão do crescimento microbacteriano, originando resultados falsos negativos em amostras de doentes que se encontram sob tratamento com moxifloxacina.
Doentes com infeções MRSA
A moxifloxacina não é recomendada para o tratamento de infeções por Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA).
Em caso de infeção suspeita ou confirmada devido ao MRSA, deverá iniciar-se o tratamento com um agente antibacteriano adequado.
População pediátrica
Devido a efeitos adversos na cartilagem de animais jovens é contraindicada a utilização de moxifloxacina em crianças e adolescentes < 18 anos.