⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Se estiver grávida, só deverá tomar Efavirenz se for decidido entre si e o médico que é realmente necessário.
Aleitamento
Aleitamento:
Não deve amamentar o seu bebé se estiver a tomar Efavirenz.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Evitar na IH grave.
Condução
Condução:
Efavirenz pode causar tonturas, incapacidade de concentração e sonolência.
Caso seja afectado, não conduza nem utilize quaisquer ferramentas ou máquinas.
O efavirenz não pode ser utilizado em monoterapia para tratar o VIH nem deve ser adicionado isoladamente a um regime mal sucedido.
Quando efavirenz é administrado em monoterapia emergem rapidamente vírus resistentes.
A escolha de novos agentes anti-retrovirais a serem utilizados em associação com efavirenz deve ter em consideração o potencial para resistência cruzada viral.
Não é recomendada a co-administração de efavirenz com o comprimido de associação fixa que contém efavirenz, emtricitabina, e tenofovir disoproxil fumarato.
Ao prescreverem medicamentos simultaneamente com efavirenz, os médicos devem consultar o Resumo das Características dos Medicamentos.
Os doentes devem ser advertidos de que a terapia anti-retroviral actual, incluindo efavirenz, não foi comprovada que evite o risco de transmissão do VIH através do contacto sexual ou contaminação sanguínea.
Devem ser tomadas precauções apropriadas continuadamente.
Se qualquer medicamento anti-retrovírico num regime de associação for interrompido devido a suspeita de intolerância, deve considerar-se seriamente a interrupção simultânea de todos os medicamentos anti-retrovirais.
Os medicamentos anti-retrovirais devem ser reiniciados ao mesmo tempo após resolução dos sintomas de intolerância.
Não é aconselhável a monoterapia intermitente e a reintrodução sequencial de agentes anti-retrovirais devido ao potencial aumentado de selecção de vírus resistentes.
Não é recomendada a coadministração de extratos de Ginkgo biloba.
Erupção cutânea
Foi notificada erupção cutânea ligeira a moderada em estudos clínicos com efavirenz, que se resolveu normalmente com a continuação da terapêutica.
Anti-histamínicos e/ou corticosteróides apropriados podem melhorar a tolerabilidade e acelerar a resolução da erupção cutânea.
Foi notificada erupção cutânea grave com formação de vesículas, descamação húmida ou ulceração em menos de 1% dos doentes tratados com efavirenz.
A incidência de eritema multiforme ou de síndrome de Stevens-Johnson foi, aproximadamente, de 0,1%.
O efavirenz tem que ser interrompido em doentes que desenvolvam uma erupção cutânea grave associada a formação de vesículas, descamação, envolvimento das mucosas ou febre.
Se a terapêutica com efavirenz for suspensa, deve considerar-se também a interrupção dos outros agentes anti-retrovirais para evitar o desenvolvimento de vírus resistentes.
A experiência com efavirenz em doentes que descontinuaram outros medicamentos anti-retrovirais da classe dos NNRTIs é limitada.
Efavirenz não é recomendado em doentes que sofreram reações cutâneas com ameaça de vida (ex. síndrome de Stevens-Johnson) durante a administração de outro NNRTI.
Sintomas psiquiátricos
Foram notificadas reações adversas psiquiátricas em doentes tratados com efavirenz.
Os doentes com história de perturbações psiquiátricas parecem apresentar um risco superior destas reações adversas psiquiátricas graves.
Em particular, a depressão grave foi mais comum nos doentes com história de depressão.
Houve também notificações na pós-comercialização de depressão grave, morte por suicídio, delírios e comportamento mimetizando psicose.
Os doentes devem ser avisados, de que, no caso de experimentarem sintomas como depressão grave, psicose ou ideação de suicídio, deverão contactar o médico imediatamente para avaliar a possibilidade dos sintomas poderem estar relacionados com a utilização do efavirenz, e, nesse caso, determinar se os riscos de terapêutica continuada ultrapassam os benefícios.
Sintomas do sistema nervoso
São frequentemente notificados como reações adversas sintomas que incluíram, mas não se limitaram a, tonturas, insónia, sonolência, incapacidade de concentração e sonhos anómalos, em doentes que receberam 600 mg de efavirenz por dia em estudos clínicos.
Os sintomas do sistema nervoso iniciam-se normalmente no primeiro ou nos dois primeiros dias de tratamento, e desaparecem normalmente durante as primeiras 2 - 4 semanas.
Os doentes devem ser informados que, no caso da ocorrência destes sintomas comuns, é provável que os mesmos melhorem com a continuação do tratamento, e não indiciam o desencadeamento subsequente de qualquer um dos sintomas psiquiátricos menos frequentes.
Crises convulsivas
Foram observadas convulsões em doentes a tomar efavirenz, geralmente na presença de história clínica conhecida de crises convulsivas.
Os doentes que estejam concomitantemente a tomar medicamentos anticonvulsivantes principalmente metabolizados pelo fígado, como a fenitoína, carbamazepina e o fenobarbital, podem requerer monitorização periódica dos níveis plasmáticos.
Num estudo sobre interações medicamentosas, as concentrações plasmáticas de carbamazepina diminuíram quando a carbamazepina foi coadministrada com efavirenz.
Deve ter-se precaução em doentes com história de crises convulsivas.
Acontecimentos hepáticos
Alguns dos casos de insuficiência hepática notificados durante a experiência pós-comercialização ocorreram em doentes sem doença hepática pré-existente ou outros fatores de risco identificados.
Deve ser considerada a monitorização das enzimas hepáticas em doentes sem disfunção hepática pré-existente ou outros fatores de risco.
Efeito dos alimentos
A administração de efavirenz com alimentos pode aumentar a exposição ao efavirenz e pode conduzir a um aumento da frequência de reações adversas.
Recomenda-se que efavirenz seja tomado com o estômago vazio, de preferência ao deitar.
Síndrome de reactivação imunológica
Em doentes infectados pelo VIH com deficiência imunológica grave à data da instituição da terapêutica anti-retrovírica combinada (TARC), pode ocorrer uma reação inflamatória a patogéneos oportunistas assintomáticos ou residuais e causar várias situações clínicas graves, ou o agravamento dos sintomas.
Tipicamente, estas reações foram observadas durante as primeiras semanas ou meses após início da TARC.
São exemplos relevantes a retinite por citomegalovírus, as infeções micobacterianas generalizadas e/ou focais e a pneumonia causada por Pneumocystis jiroveci (anteriormente conhecido por Pneumocystis carinii).
Qualquer sintoma de inflamação deve ser avaliado e, quando necessário, instituído o tratamento.
Doenças autoimunes (tal como a Doença de Graves), também têm sido descritas como tendo ocorrido no contexto de reactivação imunitária; no entanto, o tempo de início descrito é mais variável e estes acontecimentos podem ocorrer muitos meses após o início do tratamento.
Lipodistrofia e distúrbios metabólicos
A terapêutica combinada de medicamentos anti-retrovirais foi associada com a redistribuição do tecido adiposo corporal (lipodistrofia) em doentes infectados pelo VIH.
As consequências a longo prazo deste efeito são actualmente desconhecidas.
O conhecimento sobre o mecanismo é incompleto.
Foi colocada a hipótese de existir uma relação entre a lipomatose visceral e os inibidores da protease, a lipoatrofia e os inibidores da transcriptase reversa análogos dos nucleósidos.
Um risco acrescido de lipodistrofia foi associado com fatores individuais, tais como a idade avançada, e com fatores relacionados com o fármaco, como a longa duração da terapêutica anti-retrovírica e as alterações metabólicas associadas.
O exame clínico deve incluir a avaliação dos sinais físicos da redistribuição do tecido adiposo.
Deverá ter-se em consideração a necessidade de medição dos níveis de lípidos séricos e da glicemia em jejum.
As alterações lipídicas devem ser tratadas de modo clinicamente apropriado.
Osteonecrose
Foram notificados casos de osteonecrose, particularmente em doentes com doença por VIH avançada e/ou exposição prolongada a terapêutica anti-retrovírica combinada (TARC), apesar da etiologia ser considerada multifatorial (incluindo a utilização de corticosteróides, o consumo de álcool, a imunossupressão grave, um índice de massa corporal aumentado).
Os doentes devem ser instruídos a procurar aconselhamento médico caso sintam mal-estar e dor articular, rigidez articular ou dificuldade de movimentos.
Populações especiais:
Doença hepática
Efavirenz é contraindicado em doentes com compromisso hepático grave e não recomendado em doentes com insuficiência hepática moderada devido a dados insuficientes sobre a necessidade de ajuste posológico.
Devido ao extenso metabolismo de efavirenz mediado pelo citocromo P450 e à experiência clínica limitada em doentes com doença hepática crónica, têm que ser tomadas precauções ao administrar-se efavirenz a doentes com insuficiência hepática ligeira.
Os doentes devem ser monitorizados cuidadosamente em relação a reações adversas relacionadas, especialmente sintomas do sistema nervoso.
Devem realizar-se testes laboratoriais para avaliar a sua doença hepática em intervalos periódicos.
A segurança e eficácia do efavirenz não foram estabelecidas em doentes com significativos problemas hepáticos subjacentes.
Os doentes com hepatite B ou C crónica, e tratados com terapêutica anti-retrovírica combinada apresentam um risco aumentado para reações adversas hepáticas graves e potencialmente fatais.
Os doentes com disfunção hepática pré-existente, incluindo hepatite ativa crónica, apresentam um aumento da frequência de anomalias da função hepática durante a terapêutica anti-retrovírica combinada, e deverão ser monitorizados de acordo com a prática habitual.
Se houver evidência de agravamento da doença hepática ou de elevações persistentes das transaminases séricas para um valor superior a 5 vezes o limite superior do intervalo normal, o benefício da continuação da terapêutica com efavirenz necessita ser ponderado relativamente aos potenciais riscos de toxicidade hepática significativa.
Nestes doentes deverá considerar-se a interrupção ou a paragem do tratamento.
Em doentes tratados com outros medicamentos associados a toxicidade hepática, é também recomendada a monitorização das enzimas hepáticas.
Em caso de terapêutica antivírica concomitante para hepatite B ou C, deverá consultar-se o Resumo das Características destes Medicamentos.
Insuficiência renal
A farmacocinética do efavirenz não foi estudada em doentes com insuficiência renal; uma vez que menos de 1% de uma dose de efavirenz é excretado inalterado na urina, o impacto do compromisso renal sobre a eliminação de efavirenz parece ser mínimo.
Não existe qualquer experiência em doentes com insuficiência renal grave, sendo recomendada uma estreita monitorização de segurança nesta população.
Doentes idosos
Em estudos clínicos foi avaliado um número insuficiente de doentes idosos que permita determinar se estes respondem de maneira diferente em relação aos doentes mais jovens.
População pediátrica
O efavirenz não foi avaliado em crianças com menos de 3 anos de idade nem em crianças com um peso inferior a 13 kg.
Logo, o efavirenz não deve ser administrado a crianças com idade inferior a 3 anos.
Foi notificada erupção cutânea em 26 de um total de 57 crianças (46%) tratadas com efavirenz durante um período de 48 semanas, tendo sido grave em três doentes.
Pode considerar-se a profilaxia com anti-histamínicos apropriados, antes de se iniciar a terapêutica com efavirenz em crianças.