⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O Sarilumab não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que a patologia clínica da mulher exija o tratamento com sarilumab.
Aleitamento
Aleitamento:
Uma vez que as IgG1 são excretadas no leite humano, deve tomar-se uma decisão quanto a descontinuar a amamentação ou descontinuar a terapêutica com sarilumab, considerando o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.
Infeções graves:
Os doentes deverão ser vigiados atentamente quanto ao desenvolvimento de sinais e sintomas de infecção durante o tratamento com Sarilumab. Uma vez que há uma maior incidência de infecções na população idosa em geral, deve ter-se especial atenção ao tratar os idosos.
O Sarilumab não deve ser administrado a doentes com infecção activa, incluindo infecções localizadas. Ponderar os riscos e os benefícios do tratamento antes de começar a administrar Sarilumab a doentes:
- com infecção crónica ou recorrente;
- com antecedentes de infecções graves ou oportunistas;
- com infecção por VIH;
- com condições subjacentes que os possam predispor a infecções;
- que tenham estado expostos à tuberculose; ou
- que tenham vivido em, ou viajado para, zonas de tuberculose endémica ou micoses endémicas.
O tratamento com Sarilumab deve ser suspenso se um doente desenvolver uma infecção grave ou uma infecção oportunista.
Um doente que desenvolva uma infecção durante o tratamento com Sarilumab também deve ser submetido imediatamente a exames de diagnóstico completos e adequados a um doente imunocomprometido; deve iniciar-se terapêutica antimicrobiana adequada e o doente deve ser vigiado atentamente.
Foram notificadas infecções graves e, por vezes, fatais devido a patogénios bacterianos, micobacterianos, fúngicos invasivos, virais e outros patogénios oportunistas em doentes tratados com agentes imunossupressores para a AR, incluindo o Sarilumab.
As infecções mais frequentemente observadas com Sarilumab incluíam pneumonia e celulite. Entre as infecções oportunistas, foram notificadas com Sarilumab tuberculose, candidíase e pneumocistose. Em casos isolados, foram observadas infecções disseminadas, e não localizadas, em doentes frequentemente tratados concomitantemente com imunossupressores, como MTX ou corticosteróides, os quais, a par da AR, podem predispor para infecções.
Tuberculose:
Antes de iniciarem o tratamento com Sarilumab, os doentes devem ser avaliados quanto a factores de risco de tuberculose e testados quanto à presença de infecção latente. Os doentes com tuberculose latente ou activa devem ser tratados com antimicobacterianos padrão antes de iniciarem o tratamento com Sarilumab.
Ponderar a aplicação de uma terapêutica para a tuberculose antes de iniciar o tratamento com Sarilumab em doentes com antecedentes de tuberculose latente ou activa para os quais não seja possível confirmar a realização de um curso de tratamento adequado, bem como para os doentes com teste negativo para tuberculose latente, mas que apresentem factores de risco de infecção por tuberculose. Ao ponderar uma terapêutica para a tuberculose, poderá ser adequado consultar um médico com experiência em tuberculose.
Antes de iniciarem o tratamento, os doentes devem ser rigorosamente vigiados quanto ao desenvolvimento de sinais e sintomas de tuberculose, incluindo os doentes com teste negativo para infecção por tuberculose latente.
Reactivação viral:
Foi notificada reactivação viral com terapêuticas imunossupressoras biológicas. Foram observados casos de herpes zoster em estudos clínicos com Sarilumab. Nos estudos clínicos não foram relatados casos de reactivação por hepatite B; foram, no entanto, excluídos os doentes em risco de reactivação.
Parâmetros laboratoriais:
Número de neutrófilos:
O tratamento com Sarilumab foi associado a uma incidência mais elevada de redução do ANC. A redução do ANC não foi associada a uma maior incidência de infecções, incluindo infecções graves.
- Não se recomenda o início do tratamento com Sarilumab em doentes com um reduzido número de neutrófilos, ou seja, com um ANC inferior a 2 x 109/L. Deve ser descontinuado o tratamento com Sarilumab nos doentes que desenvolvam um ANC inferior a 0,5 x 109/L.
- O número de neutrófilos deve ser monitorizado 4 a 8 semanas após o início da terapêutica e, subsequentemente, segundo critério de avaliação clínica. Para ver as modificações de dose recomendadas com base nos resultados do ANC.
- Com base na farmacodinâmica das alterações no ANC, utilizar os resultados obtidos no final do intervalo de administração das doses ao ponderar uma modificação da dose.
Número de plaquetas:
O tratamento com Sarilumab foi associado a uma redução do número de plaquetas em estudos clínicos. A redução das plaquetas não foi associada a acontecimentos hemorrágicos.
- Não se recomenda o início do tratamento com Sarilumab em doentes com um número de plaquetas inferior a 150 x103/µL. Em doentes que desenvolvam um número de plaquetas inferior a 50 x 103/µL, o tratamento com Sarilumab deverá ser descontinuado.
- O número de plaquetas deve ser monitorizado 4 a 8 semanas após o início da terapêutica e, subsequentemente, segundo critério de avaliação clínica. Para ver as modificações de dose recomendadas com base nos números de plaquetas.
Enzimas hepáticas:
O tratamento com Sarilumab foi associado a uma maior incidência de elevações da transaminase. Estas elevações foram transitórias e não provocaram qualquer lesão hepática clinicamente evidente em estudos clínicos. Observou-se uma maior frequência e uma maior magnitude destas elevações aquando da utilização de medicamentos potencialmente hepatotóxicos (por ex., MTX) em combinação com Sarilumab.
Não se recomenda o início do tratamento com Sarilumab em doentes com as transaminases elevadas, da ALT ou da AST superiores a 1,5 x ULN. Em doentes que desenvolvam uma ALT elevada, superior a 5 x ULN, o tratamento com Sarilumab deverá ser descontinuado.
Os níveis de ALT e AST devem ser monitorizados 4 a 8 semanas após o início da terapêutica e, subsequentemente, a cada 3 meses. Quando clinicamente indicado, ponderar outras provas funcionais hepáticas, como a bilirrubina. Para ver as modificações de dose recomendadas com base nas elevações das transaminases.
Anomalias lipídicas:
Os níveis lipídicos poderão ser reduzidos em doentes com inflamação crónica. O tratamento com Sarilumab foi associado a aumentos dos parâmetros lipídicos, tais como o colesterol LDL, o colesterol HDL e/ou os triglicéridos.
Os parâmetros lipídicos devem ser avaliados aproximadamente 4 a 8 semanas após o início do tratamento com Sarilumab e, em seguida, com intervalos de aproximadamente 6 meses.
Os doentes devem ser geridos de acordo com as orientações clínicas para a hiperlipidemia.
Perfuração gastrointestinal:
Foram relatados acontecimentos de perfuração gastrointestinal em estudos clínicos, essencialmente como complicações de diverticulite. Utilizar Sarilumab com precaução em doentes com antecedentes de ulceração intestinal ou diverticulite. Os doentes que se apresentem com novos sintomas abdominais, como dor persistente com febre, deverão ser avaliados de imediato.
Malignidades:
O tratamento com imunossupressores pode gerar um risco acrescido de malignidades. Desconhece-se o impacto do tratamento com Sarilumab sobre o desenvolvimento de malignidades, mas foram notificadas malignidades em estudos clínicos.
Reacções de hipersensibilidade:
Foram notificadas reacções de hipersensibilidade associadas ao Sarilumab. Erupções cutâneas no local da injecção, erupções cutâneas e urticária foram as reacções de hipersensibilidade mais frequentes. Os doentes devem ser aconselhados a procurarem assistência médica imediata se sentirem quaisquer sintomas de uma reacção de hipersensibilidade. Em caso de ocorrer anafilaxia ou outra reacção de hipersensibilidade, a administração de Sarilumab deve ser interrompida de imediato. O Sarilumab não deve ser administrado a doentes com hipersensibilidade conhecida ao sarilumab.
Compromisso hepático:
O tratamento com Sarilumab não é recomendado em doentes com doença hepática activa ou compromisso hepático.
Vacinas:
Evitar a utilização concomitante de vacinas vivas, bem como vacinas vivas atenuadas, durante o tratamento com Sarilumab, uma vez que não está estabelecida a segurança clínica. Não estão disponíveis dados sobre a transmissão secundária de infecção de pessoas que tenham recebido vacinas vivas para doentes tratados com Sarilumab.
Antes de iniciar o tratamento com Sarilumab, recomenda-se que todos os doentes atualizem todas as suas imunizações, de acordo com as orientações actuais relativas a imunização. O intervalo entre a aplicação de vacinas vivas e o início do tratamento com Sarilumab deve estar de acordo com as orientações actuais de vacinação no que diz respeito a agentes imunossupressores.
Risco cardiovascular:
Os doentes com AR apresentam um risco acrescido de distúrbios cardiovasculares e os factores de risco (por ex. hipertensão, hiperlipidemia) deverão ser geridos no âmbito da prática clínica habitual.