O haloperidol é um potente neuroléptico derivado da butirofenona.
Estudos em animais mostraram que o haloperidol provoca um bloqueio dos recetores de dopamina, reduzindo assim o efeito transmissor da dopamina.
O haloperidol tem uma grande afinidade com os recetores de D2.
A administração crónica pode dar origem a hipersensibilidade dos recetores de dopamina em certas regiões (‘hiper-regulação’).
O efeito nos recetores de serotonina e alfa-adrenoceptores é menos acentuado que o efeito antagonista da dopamina.
Em altas doses o haloperidol isolado tem um efeito anticolinérgico e anti-histamínico.
O perfil clínico de atividade é caracterizado por efeitos antipsicóticos (redução de alucinações, distúrbios de personalidade e de raciocínio, inibição psicomotora e agitação catatónica, tensão afetiva e estados de espírito maníacos, e aumento do comportamento impulsivo).
O haloperidol tem também um efeito sedativo e é terapeuticamente benéfico em certas síndromes hipercinéticas e discinéticas.
Tem igualmente um efeito antiemético.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
É preferível evitar uma gravidez durante o tratamento com haloperidol.
Aleitamento
Aleitamento:
Deve evitar-se o aleitamento durante o tratamento com haloperidol.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver Antipsicóticos.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Ver Antipsicóticos.
Condução
Condução:
Mesmo quando tomados segundo a prescrição médica, estes medicamentos podem alterar a capacidade de reacção e diminuir a capacidade de condução, operação de máquinas ou execução de trabalhos sem protecção adequada. Deve, portanto, evitar-se completamente a condução de veículos, operação de máquinas ou execução de quaisquer trabalhos perigosos, pelo menos na fase inicial do tratamento.
Em doentes com lesões cerebrais orgânicas, doença vascular cerebral arterioesclerótica e depressão endógena recomenda-se particular precaução na terapêutica de haloperidol.
Em doentes idosos e doentes com lesão cardíaca pré-existente podem ocorrer distúrbios de condução.
É recomendável a monitorização constante da função cardíaca.
Os doentes com feocromocitoma, insuficiência renal, falência cardíaca ou insuficiência cerebral apresentam uma maior propensão para reações hipotensas após a administração de haloperidol, devendo, portanto, ser cuidadosamente monitorizados.
Os agentes neurolépticos provocam um aumento de libertação de prolactina.
Experiências em culturas de tecidos sugerem que aproximadamente 1/3 dos tumores cerebrais em humanos dependem da prolactina.
Embora não existam estudos clínicos ou epidemiológicos conclusivos é aconselhável o uso de precaução em casos de histórias clínicas relevantes.
Embora a prevalência de discinesia tardia não tenha sido adequadamente estudada, os doentes idosos, em especial os do género feminino, são aparentemente mais vulneráveis a esta condição.
As probabilidades de ocorrência de discinesia tardia, em especial na forma irreversível, aumentam com a duração da terapêutica e com aumentos da quantidade de neuroléptico.
No entanto, a discinesia tardia pode também desenvolver-se após um tratamento de curta duração e com uma dose baixa.
O próprio tratamento com um neuroléptico pode mascarar os sintomas iniciais de discinesia tardia.
A condição torna-se evidente após a descontinuação da terapêutica.
Foram notificados casos de tromboembolismo venoso (TEV) com medicamentos antipsicóticos.
Uma vez que os doentes tratados com antipsicóticos apresentam, frequentemente, fatores de risco para o TEV, quaisquer fatores de risco possíveis devem ser identificados antes e durante o tratamento com Haloperidol solução injetável e devem ser adoptadas medidas preventivas adequadas.
Mortalidade aumentada em idosos com demência
Dados de dois grandes estudos observacionais mostraram que os idosos com demência tratados com antipsicóticos têm um risco ligeiramente aumentado de morte quando comparados com o grupo que não recebe este tratamento.
Não existe informação suficiente para estimar com certeza a magnitude exacta deste risco e a causa não é conhecida.
Haloperidol solução injetável não está indicado para o tratamento de perturbações de comportamento relacionadas com a demência.
Precauções relativas a administração intravenosa
O risco de prolongamento do intervalo QT e/ou arritmias ventriculares poderá estar aumentado em doses elevadas ou por administração parentérica, em particular, quando administrado por via intravenosa.
Uma monitorização contínua do ECG é necessária para identificar o prolongamento do intervalo QT e/ou das arritmias ventriculares.
Gravidez e aleitamento
De acordo com os dados disponíveis, a terapêutica com baixas doses de haloperidol (1,2 mg/dia) durante a gravidez não dá origem a malformações fetais.
Estudos em animais forneceram indicações de um efeito teratogénico.
O haloperidol é excretado no leite materno devendo, portanto, evitar-se a aleitação durante a terapêutica de haloperidol.
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Verificado por editor médico
Dr. Ozarchuk, PharmD · April 2026
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