⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Tasonermina é contraindicado durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
A amamentação materna está contraindicada nos 7 dias após o ILP.
A ILP, deve ser executada em centros especializados e por equipas de cirurgiões com experiência no controlo de sarcomas dos membros e procedimento ILP, dispondo sempre de uma unidade de cuidados intensivos de rápido acesso, com recurso à monitorização contínua para a possível fuga do medicamento para a circulação sistémica.
O Tasonermina não pode ser administrado sistemicamente.
A indução de anestesia geral e a subsequente ventilação mecânica devem ser executadas de acordo com os métodos padrão.
É importante manter um nível constante de anestesia de modo a prevenir grandes flutuações da pressão sanguínea sistémica, o que pode ter influência em fugas entre a circulação sistémica e o circuito de perfusão.
No decurso do procedimento ILP recomenda-se vivamente a monitorização da pressão venosa central e arterial.
Também a monitorização da tensão arterial, do débito urinário e eletrocardiografia, deve ser executada, por rotina, nas primeiras 24 a 48 horas pós-ILP, ou, ainda por mais tempo, se indicado.
Para a monitorização da pressão da artéria pulmonar deve ser considerada monitorização hemodinâmica com um cateter Swan-Ganz com pressão de encravamento, durante e após o procedimento ILP.
A profilaxia e o tratamento da febre, arrepios e outros sintomas gripais, associados à administração de Tasonermina podem ser obtidos através da administração prévia ao procedimento ILP de paracetamol (oral ou rectal), ou de outro analgésico/antipirético alternativo.
Para a profilaxia do choque, os doentes devem ser sempre bem hidratados antes de, durante e após o procedimento de perfusão.
Isto assegura as condições hemodinâmicas óptimas e assegura um elevado débito urinário, particularmente após a perfusão, de modo a permitir uma depuração rápida de qualquer resíduo de tasonermina.
Devem estar disponíveis líquidos de ressuscitação suplementares (soluções cristalóides ou coloidais) para fazer a expansão do volume no caso de queda significativa da pressão sanguínea.
Os colóides ou os líquidos de amido hidroxi-etílico são preferidos porque têm menos probabilidades de fuga do sistema vascular.
Adicionalmente, de acordo com a situação clínica, deve-se considerar a administração de um agente vasoconstritor, por exemplo a dopamina, durante o procedimento ILP, bem assim como no período pós-procedimento.
No caso de se verificar choque grave antes do final do ILP, a perfusão do membro deve ser descontinuada e administrada terapêutica apropriada.
No sentido de minimizar o risco de fugas do perfusado para a circulação sistémica, a taxa de perfusão não deve exceder 40 ml/litro membro volume/minuto.
A fuga potencial deve ser determinada através de albumina marcada radioactivamente, ou eritrócitos, injectada no circuito de perfusão, com medidas apropriadas de monitorização contínua da radioactividade na circulação sistémica. Pode ser necessário ajustar a taxa de perfusão e o torniquete para garantir que a fuga é estável (quando o nível sistémico de radioactividade atingiu um patamar) e não excede os 10%.
A perfusão deve ser terminada se forem atingidos níveis cumulativos de fuga para a circulação sistémica > 10 %.
Nestes casos, deve ser executado um sistema padrão de lavagem, utilizando pelo menos dois litros de dextrano 70 para perfusão intravenosa ou outro líquido similar.
Após o procedimento ILP, deve sempre ser executado um procedimento padrão de lavagem usando dextrano 70 para perfusão intravenosa ou outro líquido similar.
Após uma perfusão do membro inferior, devem ser empregues 3 a 6 litros e 1 a 2 litros após perfusão do membro superior.
As perfusões popliteias e braqueais podem não requer mais de 1 litro.
As lavagens devem continuar até que se obtenha um fluxo límpido (cor-de-rosa, transparente) venoso.
Devem ser tomadas medidas que assegurem que os períodos de interrupção de aporte de oxigénio ao membro sejam o mais breves possível (20 minutos no máximo).
Deve ser realizada, sempre que for possível, a reseção cirúrgica do tumor remanescente.
Se necessário, pode ser considerado um segundo procedimento ILP, 6-8 semanas após o primeiro.
Os médicos devem levar em consideração a taxa de fuga do ILP anterior, se for indicado um segundo ILP.
A dose máxima tolerada (DMT) de tasonermina para ILP é de 4 mg, o que é 10 vezes a DMT sistémica.
Portanto, sempre que haja uma fuga sistémica significativa de tasonermina, são de esperar efeitos indesejáveis graves.
Foram administradas doses até 6 mg de preparações de outros TNFα via ILP, mas verificou-se que esta dose era inaceitável em termos de toxicidade local-regional.
Deve ser evitada a combinação com substâncias cardiotóxicas (por exemplo, antraciclinas), uma vez que a tasonermina poderá aumentar a cardiotoxicidade, tal como observado em estudos toxicológicos pré-clínicos de 13 semanas.
Não se recomenda a administração concomitante de substâncias que possam causar hipotensão significativa.
Geralmente são utilizadas algumas medidas terapêuticas durante o ILP e no período pós-operatório imedidato.
Estas incluem agentes anestésicos, analgésicos, antipiréticos, fluidos intravenosos, agentes anticoagulantes e vasopressores.
Não existe evidência que qualquer um destes agentes anule os efeitos farmacodinâmicos da tasonermina.
Não foram ainda notificadas interacções significativas, mas recomenda-se precaução.
Se aparecerem sinais de toxicidade sistémica, por exemplo febre, arritmias cardíacas, choque/hipotensão, síndrome da dificuldade respiratória do adulto (SDRA), devem ser aplicadas medidas gerais de assistência e o doente ser transferido para uma Unidade de Cuidados Intensivos para monitorização.
São recomendados expansores de volume e vasoconstritores.
Pode ser necessária assistência respiratória artificial se se desenvolver um SDRA.
As funções renal e hepática devem ser cuidadosamente monitorizadas.
Podem ser esperadas disfunções hematológicas, particularmente leucopenia, trombocitopenia e distúrbios de coagulação.
Em doentes isolados tratados com Tasonermina, foram observados casos de síndrome compartimental caracterizado por dor, tumefação e sintomas neurológicos, bem como lesão muscular afectando o membro perfundido.
Por conseguinte, os doentes deverão ser monitorizados durante os primeiros três dias subsequentes ao ILP.
No caso de se estabelecer o diagnóstico de síndrome compartimental, deverá considerar-se a instituição da seguinte terapêutica:
- Fasciotomia de todos os compartimentos musculares do membro afectado,
- Diurese forçada e alcalinização da urina, caso ocorra lesão muscular com um aumento dos níveis de mioglobina no plasma e urina.