⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não deverá parar o tratamento para a epilepsia enquanto está grávida. No entanto, existe um risco aumentado de defeitos congénitos em bebés cujas mães tomaram Lamotrigina durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
A lamotrigina passa para o leite materno e pode afectar o seu bebé. O médico irá discutir consigo os riscos e benefícios de amamentar enquanto toma Lamotrigina e irá observar o seu bebé regularmente se decidir amamentar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Usar metade da dose na IH moderada; um quarto na grave.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Usar com precaução na IR grave; possível acumulação de metabolito na IR moderada a grave.
Condução
Condução:
A Lamotrigina poderá causar tonturas e visão dupla, não conduza ou utilize máquinas se for afectado
Têm sido notificadas reacções adversas cutâneas, que ocorreram geralmente, nas primeiras 8 semanas após o início do tratamento com lamotrigina.
A maioria das erupções cutâneas são ligeiras e autolimitadas, tendo, no entanto também sido notificadas erupções cutâneas graves que requerem internamento hospitalar e a interrupção da lamotrigina.
Foram notificadas reacções cutâneas potencialmente fatais (síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica) com a utilização de lamotrigina.
Os doentes devem ser advertidos sobre os sinais e sintomas e devem ser monitorizados para as reacções de pele.
O maior risco para a ocorrência de síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica ocorre nas primeiras semanas de tratamento.
Se ocorrerem sintomas ou sinais de síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica (por exemplo, erupção cutânea progressiva, muitas vezes com bolhas ou lesões mucosas), o tratamento com lamotrigina deve ser interrompido.
Os melhores resultados na gestão da síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica advêm do diagnóstico precoce e da suspensão imediata de qualquer medicamento suspeito.
A interrupção precoce da toma está associada com um melhor prognóstico.
Se o doente desenvolveu síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica com a utilização de lamotrigina, a toma não deve ser recomeçada em nenhuma altura.
Nos adultos que participaram nos estudos clínicos, utilizando as recomendações posológicas actuais para a lamotrigina, a incidência das erupções cutâneas graves é de, aproximadamente, 1 em 500 em doentes com epilepsia.
Aproximadamente metade destes casos foram notificados como síndrome de Stevens-Johnson (1 em 1000).
Em testes clínicos em doentes com perturbação bipolar, a incidência de erupções graves é aproximadamente de 1 em 1000.
O risco de erupções cutâneas graves é maior nas crianças do que nos adultos.
Os resultados disponíveis de vários estudos sugerem que, em crianças com epilepsia, a incidência de erupções cutâneas associadas a internamento hospitalar é de 1 em 300 a 1 em 100.
Em crianças, a forma inicial das erupções cutâneas poderá ser confundida com uma infecção, pelo que o médico deverá considerar a possibilidade de uma reacção medicamentosa em crianças que desenvolvam sintomas de erupções cutâneas e febre, durante as primeiras oito semanas de terapêutica.
Em geral, o risco de erupções cutâneas parece estar fortemente associado a: doses iniciais elevadas de lamotrigina e escalonamento com doses de lamotrigina superiores às recomendadas terapêutica concomitante com valproato, que aumenta aproximadamente duas vezes a semi-vida média da lamotrigina.
Deverão também ser tomadas precauções no tratamento de doentes com história de alergia ou erupções cutâneas a outros AE, sendo que a frequência de erupções cutâneas não-graves após o tratamento com lamotrigina foi, aproximadamente, três vezes superior nestes doentes do que nos doentes sem história prévia.
Todos os doentes (adultos e crianças) que desenvolvam erupções cutâneas devem ser prontamente avaliados e a lamotrigina retirada imediatamente, a menos que as erupções cutâneas sejam claramente não relacionadas com o fármaco.
Recomenda-se que a Lamotrigina não seja re-iniciada em doentes que o suspenderam, devido à ocorrência de erupções cutâneas associadas ao tratamento anterior com lamotrigina, a não ser que o benefício exceda claramente o risco.
As erupções cutâneas foram também referidas como parte de uma síndrome de hipersensibilidade associado a um quadro variável de sintomas sistémicos incluindo febre, linfadenopatia, edema facial e anomalias sanguíneas e hepáticas.
Esta síndrome é de gravidade clínica variável e poderá, raramente, resultar em coagulação intravascular disseminada (CID) e falência multiorgânica.
É importante notar que as manifestações precoces de hipersensibilidade (por exemplo febre, linfadenopatia) poderão estar presentes mesmo sem evidência de erupções cutâneas.
Se estes sinais ou sintomas ocorrerem, o doente deverá ser imediatamente observado e a terapêutica com lamotrigina interrompida, caso não se estabeleça uma etiologia alternativa.
Foi notificada ideação e comportamentos suicidas (suicídio) em doentes tratados com fármacos AE em diversas indicações Uma meta-análise de ensaios de fármacos AE, aleatórios controlados com placebo, mostrou um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicida.
O mecanismo deste risco é desconhecido e os dados disponíveis não excluem a possibilidade de um risco aumentado para a lamotrigina
Assim, os doentes deverão ser monitorizados relativamente a sinais de risco de ideação e comportamentos suicidas e deve ser considerado um tratamento adequado.
Os doentes (e os prestadores de cuidados de saúde) deverão ser alertados para a necessidade de contactarem imediatamente o médico, se os sinais comportamento suicida se manifestarem.
Em doentes com perturbação bipolar, poderá ocorrer agravamento dos sintomas depressivos e/ou aparecimento de ideação e comportamento suicida, estejam ou não a tomar medicamentos para a doença bipolar, incluindo Lamotrigina.
Assim, os doentes tratados com Lamotrigina para a doença bipolar deverão ser monitorizados cuidadosamente no que respeita ao agravamento clínico (incluindo desenvolvimento de novos sintomas) e comportamento suicida, especialmente no início do tratamento ou aquando das alterações posológicas.
Alguns doentes, como os doentes com história de pensamentos ou comportamento suicida, adultos jovens e os doentes que apresentem um grau significativo de ideação suicida antes do início do tratamento, poderão estar em maior risco de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio, sendo que deverão ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento.
Nos doentes em que se verifique agravamento do estado clínico (incluindo desenvolvimento de novos sintomas) e/ou aparecimento de ideação e comportamento suicida, especialmente se estes sintomas forem graves, com início abrupto ou diferentes dos actuais sintomas do doente, deverá ser ponderada a alteração do regime terapêutico, incluindo a possibilidade de suspensãoda terapêutica.
Efeito dos contraceptivos hormonais na eficácia da lamotrigina
A utilização de uma associação de etinilestradiol/levonorgestrel (30 μg/150 μg) aumentou a depuração da lamotrigina em aproximadamente duas vezes, originando uma diminuição dos níveis de lamotrigina.
A diminuição dos níveis de lamotrigina tem estado associada a perda de controlo das crises.
Após o escalonamento de dose, poderão ser necessárias doses de manutenção mais elevadas (até um máximo de 2 vezes) para atingir uma resposta terapêutica máxima.
Quando se interrompe os contraceptivos hormonais, a depuração da lamotrigina poderá ser reduzida para metade.
Aumentos nas concentrações de lamotrigina poderão estar associados a eventos adversos relacionados com a dose.
Os doentes deverão ser monitorizados quanto a este aspeto.
Nas mulheres que não estejam a tomar um indutor da glucuronidação da lamotrigina e que estejam a tomar um contraceptivo hormonal cuja posologia inclua uma semana de tratamento inativo (por exemplo, “semana de interrupção da toma”), irão ocorrer aumentos graduais e transitórios dos níveis de lamotrigina durante essa semana.
As variações desta ordem nos níveis de lamotrigina poderão estar associadas com efeitos adversos.
Nesse sentido, deverá ser considerada a utilização de contraceptivos sem uma semana de interrupção da toma com terapêutica de primeira linha (por exemplo, contraceptivos hormonais contínuos ou métodos não hormonais).
Não foi estudada a interacção de outros contraceptivos hormonais nem fármacos usados na Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH) com a lamotrigina, no entanto, estes poderão afectar também os parâmetros farmacocinéticos da lamotrigina.
Um estudo de interacção em 16 voluntárias saudáveis demonstrou que quando a lamotrigina e um contraceptivo hormonal (etinilestradiol/levonorgestrel) são administrados em associação, observa-se um aumento ligeiro na depuração do levonorgestrel e altera as concentrações séricas de FSH e LH.
Desconhece-se o impacto destas alterações na ovulação.
No entanto não poderá ser excluída a possibilidade destas alterações provocarem uma diminuição da eficácia contraceptiva em alguns doentes a tomar contraceptivos hormonais com lamotrigina.
Deste modo, as mulheres que iniciam um tratamento com lamotrigina devem rever a sua contracepção e o uso de métodos não-hormonais deve ser incentivado.
Um contraceptivo hormonal só deve ser usado como único método de contracepção, caso não exista nenhuma outra alternativa.
Durante a administração de lamotrigina, se a escolha forem comprimidos de contracepção oral como único método de contracepção, as doentes devem estar alertadas para notificarem imediatamente o médico sobre eventuais alterações do seu ciclo menstrual (ex. metrorragia), uma vez que estas alterações poderão indicar uma diminuição da eficácia contraceptiva.
Mulheres em terapêutica com lamotrigina devem notificar o médico caso estejam a planear iniciar ou interromper o tratamento com contraceptivos hormonais ou outros preparados hormonais femininos.
A lamotrigina é um inibidor fraco da dihidrofolato redutase, pelo que existe a possibilidade de interferência no metabolismo dos folatos durante a terapêutica a longo prazo.
No entanto, durante a administração prolongada no Homem, a lamotrigina não induziu alterações significativas na concentração da hemoglobina, volume corpuscular médio, ou concentrações de folato no soro ou glóbulos vermelhos até 1 ano, ou na concentração de folato nos glóbulos vermelhos até 5 anos.
Em estudos de dose única efectuados em doentes com insuficiência renal terminal, as concentrações plasmáticas de lamotrigina não foram significativamente alteradas.
No entanto, é de esperar uma acumulação do metabólito glucoronido, pelo que se recomenda precaução no tratamento de doentes com insuficiência renal.
Doentes sob terapêutica concomitante com outras formulações contendo lamotrigina Lamotrigina não deve ser administrada a doentes já sob terapêutica concomitante com qualquer outra formulação contendo lamotrigina, sem consultar previamente o médico.
Não existem dados sobre o efeito da lamotrigina no crescimento, maturação sexual, desenvolvimento cognitivo, emocional e comportamental das crianças.
Tal como com outros antiepilépticos, a interrupção brusca de Lamotrigina poderá provocar recorrência das crises.
A dose de Lamotrigina deverá ser gradualmente reduzida ao longo de um período de duas semanas, a menos que, por razões de segurança (por exemplo, erupções cutâneas), seja necessária interrupção brusca.
É referido na literatura que crises convulsivas graves, incluindo estado de mal epiléptico, poderão originar rabdomiólise, falência multissistémica e coagulação intravascular disseminada, por vezes, com resultado fatal.
Ocorreram casos semelhantes associados à utilização de lamotrigina.
Poderá ser observada um agravamento clinicamente significativo da frequência das convulsões em vez de uma melhoria.
Em doentes com mais do que um tipo de crises, o benefício observado com o controlo de um tipo de crise deve ser ponderado relativamente ao agravamento observado noutro tipo de crise.
As crises mioclónicas poderão agravar-se com a lamotrigina.
Os dados sugerem que as respostas em associação com indutores enzimáticos são menores do que em associação com agentes antiepilépticos indutores não-enzimáticos.
A razão é desconhecida.
Em crianças a tomar lamotrigina para o tratamento das crises de ausência típicas, a eficácia poderá não ser mantida em todos os doentes.
Quando a administração concomitante de antiepilépticos é interrompida para que se estabeleça a monoterapia com lamotrigina, ou quando outros antiepilépticos são adicionados à lamotrigina em monoterapia, dever-se-á ter em consideração o efeito que isto pode ter na farmacocinética da lamotrigina.
De acordo com a experiência clínica de utilização da lamotrigina em terapêutica combinada, ocorreram raramente mortes por rápida progressão de mal epiléptico, rabdomiolise, disfunção multiorgânica e coagulação intravascular disseminada (CID).
A contribuição da lamotrigina para a ocorrência destes eventos está ainda por esclarecer.
A administração de lamotrigina a doentes com Parkinson deve ser efectuada com precaução.
Precauções relacionada com a doença bipolar
Crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos
O tratamento com antidepressivos está associado ao aumento do risco de ideação e comportamento suicida em crianças e adolescentes com perturbação depressiva major e outras perturbações psiquiátricas.