⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não deve administrar-se Manitol durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Não deve administrar-se Manitol durante a amamentação.
Dopping
Dopping:
Diuréticos e Agentes Mascarantes. Administração intravenosa. Para administração intravenosa. Substância probida - Portaria n.º 411/2015, de 26 de novembro - Aprova a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos para 2016 e revoga a Portaria n.º 270/2014, de 22 de dezembro.
MEIO DE DIAGNÓSTICO
O Manitol deverá ser administrado apenas por inalação.
O manitol inalado provoca broncoconstrição.
O teste de inalação Manitol deverá ser realizado apenas em laboratórios/clínicas apropriados sob a supervisão de um médico experiente e por um médico ou outro profissional da saúde convenientemente formado para realizar testes de despistagem brônquica e para atuar perante broncoespasmos agudos.
O médico responsável, adequadamente formado para tratar um broncoespasmo agudo, incluindo a utilização adequada de equipamento de reanimação, deverá estar suficientemente próximo para reagir rapidamente a uma emergência.
Deverão estar disponíveis um estetoscópio, um esfigmomanómetro e um oxímetro de pulso.
Os doentes não deverão ser deixados sozinhos durante o procedimento a partir do início da administração do Manitol.
Deverão estar presentes na área de teste medicamentos para tratar broncoespasmo grave.
Estes incluem adrenalina para injeção subcutânea e salbutamol ou outros agonistas beta em inaladores com medidor de doses.
Deverá haver oxigénio disponível.
Deve estar rapidamente disponível um nebulizador de baixo volume para a administração de broncodilatadores.
Devem ser tidas precauções gerais quando se realizam testes de espirometria e despistagem brônquica, incluindo prudência em doentes com as seguintes condições: deficiência respiratória (valor base do FEV1 de menos de 70% dos valores referência ou um valor absoluto de 1,5 l ou menos em adultos), broncoconstrição induzida por espirometria, hemoptise de origem desconhecida, pneumotórax, cirurgia abdominal ou torácica recente, cirurgia intra-ocular recente, angina instável, incapacidade de realizar espirometria de qualidade aceitável ou infeção do aparelho respiratório superior ou inferior nas 2 semanas precedentes.
Deverá administrar-se uma dose padrão de broncodilatadores e suspender a despistagem Manitol se um doente apresentar asma induzida por espirometria ou se o seu FEV1 for superior a 10% após a administração continuada de cápsulas de 0 mg.
Exercício: No dia do teste deverá ser completamente evitado o exercício vigoroso, já que este poderá afetar os resultados.
Fumar: Já que fumar pode afetar os resultados do teste recomenda-se que os doentes se abstenham de fumar durante pelo menos 6 horas antes do teste.
Os efeitos de testes com Manitol repetidos num curto espaço de tempo não foram averiguados, portanto deve dar-se especial atenção ao uso repetido de Manitol.
População pediátrica
O teste Manitol não deverá ser utilizado em doentes com menos de 6 anos de idade dada a sua incapacidade de fornecer medições espirométricas reproduzíveis.
A informação sobre o uso de Manitol em doentes com idades compreendidas entre os 6 e os 18 anos é limitada, e como tal não é recomendado o uso de Manitol nesta população.
TRATAMENTO FIBROSE QUÍSTICA (FQ)
Hiperresponsividade ao manitol
Os doentes devem ser monitorizados em termos de hiperresponsividade brônquica ao manitol inalado durante a sua avaliação da dose inicial, antes de começarem o regime de dose terapêutica de Manitol.
No caso de não poderem realizar espirometria, os doentes não poderão ser submetidos a uma avaliação da dose inicial e não lhes pode ser prescrito Manitol.
Aplicam-se as precauções habituais relativamente à monitorização da hiperresponsividade brônquica.
O regime de dose terapêutica de Manitol não deve ser prescrito a doentes com hiperresponsividade.
Considera-se que um doente apresenta hiperresponsividade ao manitol inalado e que o regime de dose terapêutica não lhe pode ser prescrito se apresentar alguma das seguintes situações:
- ≥10% de diminuição relativamente ao nível inicial em termos de SpO2 em qualquer ponto da avaliação;
- a diminuição do VEF1 relativamente ao nível inicial é ≥20% a 240mg de dose cumulativa;
- o VEF1 diminuiu 20
- <50% (desde o nível inicial) no final da avaliação e não regressa a <20% no espaço de 15minutos;
- o VEF1 diminuiu ≥50% (desde o nível inicial) no final da avaliação.
Caso se suspeite de uma reação de hiperresponsividade induzida pela terapêutica, Manitol deve ser descontinuado.
Broncospasmos
Podem ocorrer broncospasmos com a inalação do medicamento e têm sido notificados com Manitol em estudos clínicos, inclusivamente em doentes que não apresentaram hiperresponsividade à dose inicial do manitol inalado.
Os broncospasmos devem ser tratados com um broncodilatador ou conforme clinicamente adequado.
Caso exista evidência de broncospasmos induzidos pela terapêutica, o médico deve avaliar cuidadosamente se os benefícios do uso continuado de Manitol são superiores aos riscos para o doente.
Todos os doentes devem ser formalmente revistos após cerca de seis semanas de tratamento com Manitol para avaliar os sinais e sintomas sugestivos de broncospasmos induzidos pelo fármaco.
Asma
A segurança/eficácia de manitol em doentes com asma não foi adequadamente estudada.
Os doentes com asma devem ser cuidadosamente monitorizados para detecção do agravamento dos sinais e sintomas da asma após a dose inicial de Manitol.
Os doentes têm de ser informados da necessidade de comunicar o agravamento dos sinais e sintomas da asma ao médico durante o uso terapêutico.
Caso exista evidência de broncospasmos induzidos pela terapêutica, o médico deve avaliar cuidadosamente se os benefícios do uso continuado de Manitol são superiores aos riscos para o doente.
Os broncospasmos devem ser tratados com um broncodilatador ou conforme clinicamente adequado.
Hemoptise
A hemoptise tem sido notificada com frequência com Manitol em estudos clínicos.
Manitol não foi estudado em doentes com antecedentes de episódios significativos de hemoptise (> 60 ml) nos três meses anteriores.
Consequentemente, estes doentes devem ser cuidadosamente monitorizados e o Manitol deve ser suspenso na eventualidade de hemoptise maciça.
Considera-se uma hemoptise maciça/grave em caso de:
• hemorragia aguda ≥240ml num período de 24 horas
• hemorragia recorrente ≥100ml/dia ao longo de vários dias
O restabelecimento ou a suspensão de Manitol após episódios mais pequenos de hemoptise deve basear-se em critérios clínicos.
Tosse
A tosse foi notificada com muita frequência com a utilização de Manitol em estudos clínicos.
Os doentes devem receber formação na prática da técnica de inalação correcta durante o tratamento e ser informados da necessidade de notificarem o médico da ocorrência de tosse persistente com a utilização de Manitol.
Função pulmonar comprometida
A segurança e a eficácia não foram demonstradas em doentes com um VEF1 inferior a 30% do previsto.
A utilização de Manitol não é recomendada nestes doentes.
Bronquiectasia não FQ
A eficácia e a segurança não foram estabelecidas em doentes com bronquiectasia não CF.
Por conseguinte, o tratamento com Manitol não é recomendado.
SOLUÇÃO PARA PERFUSÃO
Esta solução é apenas indicada para osmoterapia.
A solução deve ser administrada com precaução em casos de hipervolemia.
Nos casos de oligoanúria ou anúria, a osmoterapia com soluções de manitol apenas deve ser realizada após teste positivo de perfusão.
As soluções devem ser administradas com grande precaução em casos de insuficiência cardíaca compensada, devido à rápida expansão do espaço extracelular que pode causar insuficiência cardíaca.
Doentes com risco cardiovascular devem ser avaliados antes do primeiro tratamento e monitorizados durante a terapêutica.
Antes do início da diurese osmótica, deve ser assegurada a hidratação do doente. Casos de desidratação devem ser corrigidos antes do início da terapêutica.
O tratamento deve ser imediatamente interrompido, em caso de disfunção renal, uma vez que pode indicar vasculização reversível, de modo a prevenir nefrose progressiva irreversível.
A monitorização clínica durante a osmoterapia deve incluir controlo de electrólitos, água e equilíbrio ácido-base, osmolaridade sérica, função renal, função cardíaca e pressão sanguínea.
A eficácia de todos os agentes osmoterapêuticos decresce após terapias sucessivas uma vez que o gradiente osmótico diminui, por exemplo entre o sangue e os olhos ou o tecido cerebral.
Devido à entrada lenta do manitol no tecido cerebral pode ocorrer efeito rebound de hipertensão intracraneana, em especial após doses repetidas.
É recomendado o uso de um sistema fechado de recolha para a monitorização da excreção urinária.
As soluções de manitol não devem ser administradas simultaneamente, através da mesma linha de perfusão, com, antes ou após transfusões sanguíneas devido ao risco de pseudo-aglutinação.
Manitol interfere com a determinação de
• fosfato inorgânico no sangue, resultando em valores demasiado elevados ou demasiadado baixos
• etilenoglicol.