⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O uso de corticosteróides na gravidez, na lactação e nas mulheres em idade fértil exige que se pesem os possíveis benefícios e os potenciais efeitos indesejáveis para a mãe, para o feto e para a criança.
Aleitamento
Aleitamento:
O uso de corticosteróides na lactação exige que se pesem os possíveis benefícios e os potenciais efeitos indesejáveis para a criança.
Pomada:
Quando possível, a terapêutica contínua prolongada deve ser evitada, particularmente nos lactentes e crianças, pois pode ocorrer supressão supra-renal mesmo sem oclusão.
A face, mais do que qualquer outra área do corpo, pode apresentar alterações atróficas depois de tratamento prolongado com corticosteróides tópicos potentes.
Deve ter-se em atenção este facto no tratamento de situações tais como psoríase, lúpus eritematoso discóide e eczema grave.
Se aplicado nas pálpebras deve haver cuidado para evitar que penetre nos olhos porque pode dar origem a glaucoma.
Se usado na infância, ou na face, o tratamento deve ser limitado a cinco dias e não deve ser utilizado nenhum revestimento oclusivo.
Os corticosteróides tópicos podem ter riscos na psoríase devido a várias razões incluindo recidiva rebound, desenvolvimento de tolerância, risco de psoríase pustular generalizada e desenvolvimento de toxicidade local ou sistémica, devido à função de barreira da pele estar alterada.
Se for usado na psoríase é importante a observação cuidada do doente.
Deve ser administrada terapêutica antimicrobiana adequada sempre que se tratem lesões inflamatórias que se tornaram infectadas.
Qualquer alastramento da infeção requer a suspensão da terapêutica corticosteróide tópica e a administração sistémica de antimicrobianos.
A infeção bacteriana é facilitada pelas condições de calor e humidade induzidas pelo revestimento oclusivo, e por isso a pele deve estar limpa antes de aplicar um novo penso.
Solução cutânea:
Deve haver precaução especial em aplicar a solução longe dos olhos.
Esta preparação é inflamável.
Não usar, nem secar o cabelo perto do fogo ou chama directa.
Deve evitar-se a terapêutica tópica prolongada sempre que possível, particularmente nos lactentes e crianças, pois pode ocorrer supressão supra-renal, mesmo sem oclusão.
Os corticosteróides tópicos podem ter riscos na psoríase por várias razões, incluindo recidiva rebound, desenvolvimento de tolerância, risco de psoríase pustular generalizada e desenvolvimento de toxicidade local ou sistémica, devido à função de barreira da pele estar alterada.
Se for usado na psoríase é importante a observação cuidadosa do doente.
Deve ser usada terapêutica antimicrobiana adequada sempre que as lesões inflamatórias tratadas infectarem.
Se surgir uma infeção secundária deve suspender-se a terapêutica corticosteróide tópica e iniciar terapêutica antimicrobiana sistémica apropriada.
A infeção bacteriana é estimulada pelo calor, condições de humidade induzidas pelo penso oclusivo, pelo que a pele deve ser limpa antes de aplicar um novo penso.
Injetável:
A terapêutica corticosteróide hormonal é um adjuvante, não uma substituição, para a terapêutica convencional.
Não se destina a ser usado por via intravenosa ou subcutânea.
Tal como aplicável a todos os injetáveis, é imperativa a utilização de uma técnica asséptica rigorosa, aquando do uso de Betametasona injetável.
As injeções intramusculares de corticosteróides devem ser administradas profundamente, nas massas musculares maiores, para evitar atrofia tissular local.
As injeções de corticosteróides nos tecidos moles e intralesionais podem produzir efeitos sistémicos, para além dos efeitos locais.
Relativamente à administração intra-articular de corticosteróides, deve notar-se que:
- A administração intra-articular pode produzir efeitos sistémicos, além dos locais.
- É necessário um exame apropriado do líquido articular para excluir um processo séptico.
- A injeção local de corticosteróides numa articulação anteriormente infectada deve ser evitada.
- Um aumento da dor, acompanhado de edema local, maior restrição à mobilidade articular, febre e mal-estar sugerem artrite séptica.
Caso se confirme este diagnóstico, deve ser instituída uma terapêutica antibiótica apropriada.
- Não se devem injetar corticosteróides em articulações instáveis, áreas infectadas ou espaços intervertebrais.
- As injeções repetidas nas articulações osteoartríticas podem aumentar a destruição articular.
- Deve evitar-se a injeção de corticosteróides diretamente na substância dos tendões, devido ao possível aparecimento de ruptura de tendões.
- Após a corticoterapia intra-articular, o doente deve evitar uma utilização excessiva da articulação na qual se obteve o benefício sintomático.
Visto que já ocorreram casos raros de reações anafilácticas, em doentes medicados com corticosteróides parentéricos, devem adoptar-se medidas de precaução, antes da administração, se o doente tiver uma história de alergia a qualquer fármaco.
Na corticoterapia a longo prazo deve encarar-se a possibilidade de passar da administração parentérica à oral, após ponderar os potenciais riscos e benefícios.
Podem ser necessários ajustamentos posológicos para remissões ou exacerbações do processo patológico e de acordo com a resposta individual à terapêutica e exposição do doente a stress físico e emocional, como sejam infeções graves, cirurgia ou traumatismo.
Pode ser necessária monitorização até, pelo menos, um ano após a suspensão da corticoterapia a longo prazo ou com doses elevadas.
Os corticosteróides podem mascarar sinais de infeção e, no decurso da sua utilização, podem surgir novas infeções.
A administração destes fármacos pode causar uma diminuição da resistência e da capacidade de localizar as infeções.
O uso prolongado dos corticosteróides pode produzir cataratas subcapsulares posteriores (especialmente em crianças), glaucoma com possível lesão do nervo óptico e aumento da probabilidade de infeção ocular por fungos ou vírus.
Devem efectuar-se periodicamente exames oftalmológicos, especialmente em doentes submetidos a terapêutica prolongada (mais de seis semanas).
As doses médias e elevadas de hidrocortisona ou de cortisona podem provocar aumento da tensão arterial, retenção hidrossalina e deplecção de potássio.
A ocorrência destes efeitos é menos provável com os derivados sintéticos, excepto se utilizados em doses muito elevadas.
Pode ser necessária uma dieta restritiva em sódio e suplementos de potássio.
Todos os corticosteróides aumentam a excreção de cálcio.
Os doentes submetidos a corticoterapia não devem ser vacinados com vacina anti-variólica.
Não se devem administrar outras vacinas aos doentes em corticoterapia, especialmente em doses elevadas, devido a possíveis complicações neurológicas e à deficiente resposta de anticorpos.
No entanto, os doentes em corticoterapia substitutiva, como na doença de Addison, podem ser imunizados.
Os doentes que tomam doses imunossupressoras de corticosteróides devem ser avisados no sentido de evitarem a exposição à varicela e ao sarampo e, se expostos, contactar o médico.
Isto revela-se de extrema importância em crianças.
O uso de corticoterapia na tuberculose deve restringir-se aos casos de tuberculose fulminante ou disseminada, nos quais o fármaco é utilizado em conjunção com o esquema tuberculostático apropriado.
Se os corticosteróides estiverem indicados em doentes com tuberculose latente ou em situação de viragem tuberculínica, é necessária uma observação rigorosa, atendendo à possibilidade de reactivação da doença.
Durante a corticoterapia prolongada, estes doentes devem receber quimioprofilaxia.
Se se utilizar a rifampicina, num esquema de quimioprofilaxia, deve-se considerar o seu efeito potenciador da depuração metabólica hepática dos corticosteróides e ajustar, se apropriado, à posologia.
Deve usar-se a dose mínima possível do corticosteróide, para controlo da situação.
Quando é viável uma redução da dose, a mesma deve ser gradual.
A insuficiência secundária das supra-renais, induzida pelos fármacos, pode resultar de uma suspensão rápida da terapêutica, podendo ser minimizada através de uma redução posológica gradual.
Esta insuficiência relativa pode persistir durante meses, após a suspensão da terapêutica.
Assim, se ocorrer stress durante este período, deve reinstituir-se a corticoterapia.
Se o doente se encontrar já medicado com corticosteróides, a dose poderá ter de ser aumentada.
Dado que a secreção mineralocorticóide do córtex supra-renal pode estar afetada, deve administrar-se concomitantemente sal e/ou um mineralocorticóide.
O efeito corticosteróide é potenciado nos doentes com hipotiroidismo ou cirrose.
Aconselha-se o uso criterioso dos corticosteróides em doentes com herpes simples ocular, devido à possibilidade de perfuração da córnea.
Podem aparecer desordens psíquicas com a terapêutica corticóide.
Os corticosteróides podem agravar uma instabilidade emocional ou tendências psicóticas pré-existentes.
Os corticosteróides devem ser utilizados com precaução em: colite ulcerosa não-específica, se houver a probabilidade de perfuração iminente, abcesso ou outra infeção piogénica, diverticulite, anastomoses intestinais recentes, úlcera péptica ativa ou latente, insuficiência renal, hipertensão, osteoporose e myasthenia gravis.
Dado que as complicações da terapêutica com glucocorticóides estão dependentes da dose e da duração da terapêutica, deve ponderar-se, para cada caso individual, a relação risco/benefício, no que se refere à escolha da dose e da duração do tratamento.
Dado que a administração de corticosteróides pode perturbar o crescimento em lactentes e crianças, deve-se monitorizar o crescimento e o desenvolvimento destes doentes, quando submetidos a terapêutica prolongada.
Os corticosteróides podem alterar a motilidade e o número de espermatozóides, em alguns doentes.