⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Micofenolato de Mofetil só deve ser utilizado em mulheres grávidas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto.
Aleitamento
Aleitamento:
Devido ao potencial de ocorrerem reacções adversas graves causadas por micofenolato de mofetil em lactentes, este medicamento está contraindicado em mães que estão a amamentar.
Os doentes que recebem regimes imunossupressores que envolvem associações de medicamentos, incluindo o Micofenolato de Mofetil, estão em risco acrescido de desenvolvimento de linfomas e de outros tumores malignos, particularmente da pele.
O risco parece estar mais relacionado com a intensidade e a duração da imunossupressão do que com a utilização de um agente específico.
Como conselho geral para minimizar o risco de cancro da pele, a exposição à luz solar e à luz UV deverá ser limitada usando roupa protetora e aplicando um protetor solar com elevado fator de protecção.
Os doentes medicados com Micofenolato de Mofetil devem ser instruídos a notificar qualquer sinal de infeção, equimose inesperada, hemorragia ou qualquer outra manifestação de depressão da medula óssea.
Os doentes tratados com imunossupressores, incluindo Micofenolato de Mofetil, apresentam risco aumentado de infeções oportunistas (bacterianas, fúngicas, virais e protozoárias), infeções fatais e sépsis.
Tais infeções incluem reactivação viral latente, como a reactivação de hepatite B ou de hepatite C e de infeções causadas por poliomavírus (vírus BK associado a nefropatia, vírus JC associado a leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP)).
Foram notificados casos de hepatite devido à reactivação de hepatite B ou hepatite C em doentes portadores tratados com imunossupressores.
Estas infeções são frequentemente relacionadas com uma elevada carga imunossupressiva total e podem conduzir a estados graves ou fatais que os médicos deverão considerar no diagnóstico diferencial dos doentes imunodeprimidos com deterioração da função renal ou com sintomas neurológicos.
Os doentes medicados com Micofenolato de Mofetil devem ser monitorizados para neutropenia, que poderá estar relacionada com o próprio Micofenolato de Mofetil, com medicação concomitante, infeções virais ou com uma associação destas causas.
Os doentes tratados com Micofenolato de Mofetil devem efectuar hemogramas completos todas as semanas durante o primeiro mês, duas vezes por mês no segundo e terceiro meses de tratamento e, depois, todos os meses durante o primeiro ano.
No caso de se desenvolver neutropenia (contagem absoluta de neutrófilos < 1,3 x 103/μl) poderá ser apropriado interromper ou suspender o tratamento com Micofenolato de Mofetil.
Foram notificados casos de aplasia eritróide pura (AEP) em doentes tratados com Micofenolato de Mofetil em associação com outros agentes imunossupressores.
Desconhece-se o mecanismo da AEP induzida pelo micofenolato de mofetil.
Com a redução da dose ou suspensão do tratamento com micofenolato de mofetil, a AEP pode ser resolvida.
Em doentes com transplante, as alterações ao tratamento com Micofenolato de Mofetil só devem ser efectuadas sob supervisão adequada, de modo a minimizar o risco de rejeição do enxerto.
Os doentes devem ser advertidos de que, durante o tratamento com Micofenolato de Mofetil, as vacinações poderão ser menos eficazes e que a utilização de vacinas vivas atenuadas deve ser evitada.
A vacinação contra a gripe pode ser útil.
Os médicos prescritores devem consultar as directrizes nacionais relativas à vacinação contra a gripe.
Como o micofenolato de mofetil foi associado a um aumento da incidência de acontecimentos adversos do sistema digestivo, incluindo casos pouco frequentes de ulceração do tracto gastrointestinal, hemorragia e perfuração, Micofenolato de Mofetil deve ser administrado com precaução em doentes com doença ativa grave do sistema digestivo.
O micofenolato de mofetil é um inibidor da inosina-monofosfato desidrogenase (IMPDH).
Portanto, teoricamente, deve ser evitado em doentes com deficiência hereditária, rara, de hipoxantina-guanina fosforibosiltransferase (HGPRT) como as síndromes de Lesch-Nyhan e de Kelley-Seegmiller.
Recomenda-se que o Micofenolato de Mofetil não seja administrado concomitantemente com a azatioprina porque esta associação não foi estudada.
Considerando a diminuição significativa da AUC do AMF pela colestiramina, devem tomar-se precauções durante a administração concomitante de Micofenolato de Mofetil com medicamentos que interferem com a recirculação entero-hepática devido à possibilidade de diminuição da eficácia de Micofenolato de Mofetil.
A relação risco: benefício do micofenolato de mofetil em associação com tacrolimus ou com sirolimus não foi estabelecida.