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C02DC01
Fonte
OPENFDA_NDC
O minoxidil tópico foi a primeira medicação aprovada pela FDA para estimular o crescimento de cabelo.
O interesse desenvolveu-se quando foi observado em estudos clínicos que o minoxidil oral administrado por períodos superiores a um mês causava hipertricose.
O minoxidil é um potente vasodilatador periférico utilizado topicamente para induzir a dilatação na microcirculação do escalpo.
Demonstrou-se uma relação dose-resposta.
Por outro lado, parece induzir a proliferação de células epiteliais próximas à base do folículo piloso.
Aumenta a incorporação de cisteína e glicina no folículo.
Presumivelmente estimula o crescimento do cabelo porque favorece e promove a fase anagénica em células epiteliais em cultura, com efeitos mitogénicos e morfológicos directos em células epiteliais neo-natais.
A manutenção da terapêutica parece necessária para manter o crescimento do cabelo dentro dos parâmetros cosmeticamente aceitáveis.
O início e grau de estimulação do crescimento capilar podem variar entre indivíduos.
O minoxidil foi estudado no tratamento da alopécia androgenética e alopécia areata.
Os efeitos do minoxidil foram demonstrados em modelos animais convencionais (ratos, murganhos, coelhos brancos, cães beagle, macacos com alopécia hereditária) usados para avaliar a eficácia do tratamento.
A resposta ao tratamento com minoxidil tópico, pareceu mais favorável em homens com menos de 40 anos, nos que eram calvos há menos de 10 anos e naqueles com uma área de calvície com menos de 10 cm de diâmetro.
As mulheres parecem responder melhor.
Após 32 semanas de tratamento com uma solução de minoxidil a 2%, 63% das mulheres tratadas apresentaram um crescimento mínimo a moderado de cabelo.
No caso de mulheres com alopécia androgenética (Ludwig fase I e II) a melhor opção de tratamento parece ser a solução de minoxidil a 5%, numa primeira fase.
As interrupções do tratamento devido a experiências adversas causadas pelo minoxidil foram pouco frequentes.
As principais avaliações da eficácia foram realizadas.
A solução cutânea de minoxidil provou ser segura e eficaz no tratamento da alopécia androgenética progressiva.
A alopécia androgénica progressiva afeta cerca de 50% dos homens caucasianos e mulheres com idade inferior a 40 anos.
No caso dos homens asiáticos, afro-americanos a prevalência é menor e a alopécia menos grave.
Na alopécia areata, o minoxidil tópico parece ter alguma eficácia clínica, no entanto não é de uso universal, depende da resposta individual.
Estudos in vitro demonstram diferentes efeitos do minoxidil nas células epitelais e linfocitárias, que podem conduzir a efeitos sinergicos no crescimento do cabelo em indivíduos com alopécia areata.
Em estudos histopatológicos o minoxidil promoveu o retorno da estrutura folicular e do tamanho do folículo, com aumento do diâmetro (0,029 mm para 0,043 mm).
Em culturas de células epiteliais de murino, o minoxidil aumentou a proliferação celular e alterou a morfologia celular.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Em mulheres que pretendam engravidar recomenda-se descontinuar o tratamento com minoxidil pelo menos, um mês antes.
Aleitamento
Aleitamento:
Não se sabe se o minoxidil tópico passa para o leite materno, não se recomenda o seu uso em período de aleitamento.
Condução
Condução:
Risco de hipotensão; pode alterar a capacidade de condução.
Sempre que se observe reação, no local de aplicação, nomeadamente irritação ou prurido, foliculites ou descamação deve ser consultado um dermatologista.
No caso de reação grave deve ser imediatamente lavado o couro cabeludo e não voltar a aplicar sem contactar previamente o médico.
Caso o Minoxidil atinja acidentalmente zonas sensíveis (olhos) estas devem ser lavadas imediatamente com água fria corrente e abundante.
Se a irritação persistir deve consultar-se o médico.
Devido ao facto do tratamento com minoxidil poder provocar retenção de líquidos, recomenda-se precaução em doentes com história de insuficiência cardíaca, disfunção ventricular ou hipertensão e em doentes com edema pré-existente devido a outra etiologia.
A utilização da solução cutânea de minoxidil deve ser interrompida, até contactar o médico, se ocorrerem palpitações, dores no peito, tonturas ou cefaleias.
Deve manter-se vigilância clínica apropriada nos doentes idosos e nos doentes com disfunção renal, hepática ou cardíaca, que estejam a aplicar minoxidil.
Sintomas isquémicos podem ser agravados pelo uso de minoxidil em indivíduos com doença coronária arterial.
Nos estudos clínicos, os efeitos sistémicos cardiovasculares, durante o tratamento com minoxidil tópico vs placebo (6 meses), foram avaliados e a pressão arterial não sofreu alterações, no entanto houve aumento da frequência cardíaca e débito cardíaco.
Foi relatado em alguns estudos clínicos, de longa duração, que algumas mulheres desenvolveram hipertricose difusa.
Esta deverá ser avaliada para confirmar a sua persistência.
A terapêutica deverá ser interrompida se forem detectados resultados anormais persistentes.
Riscos de sintomas sistémicos estão aumentados com a frequência das doses, desta forma a aplicação de doses para além do recomendado pode originar sintomas sistémicos.
O uso de minoxidil tópico não é recomendado em mulheres que pretendam engravidar porque existe risco de hipertricose no recém-nascido.