⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Durante a gravidez, Furosemida só deve ser utilizado quando absolutamente indicado do ponto de vista clínico.
Aleitamento
Aleitamento:
As mulheres não devem amamentar se estiverem a ser tratadas com furosemida.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver Diuréticos da ansa (3.4.1.2).
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Podem ser necessárias doses mais elevadas na IR moderada a grave (surdez poderá surgir após administração IV rápida).
Condução
Condução:
Alguns efeitos adversos (por ex., uma diminuição pronunciada e indesejável da pressão sanguínea) poderão afectar a capacidade de concentração e de reacção do doente e, consequentemente constituir um risco em situações em que estas capacidades se revestem de especial importância (por ex., quando conduzem um veículo ou utilizam maquinaria).
Dopping
Dopping:
Diuréticos e Agentes Mascarantes. Substância probida - Portaria n.º 411/2015, de 26 de novembro - Aprova a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos para 2016 e revoga a Portaria n.º 270/2014, de 22 de dezembro.
O débito urinário deverá ser assegurado.
No caso de doentes com obstrução parcial do fluxo urinário (por exemplo doentes com alterações do esvaziamento da bexiga, hiperplasia prostática ou estreitamento da uretra), o aumento da produção de urina poderá provocar ou agravar as queixas.
Consequentemente, estes doentes necessitam de uma monitorização cuidadosa - especialmente durante as fases iniciais do tratamento.
O tratamento com furosemida necessita de supervisão médica regular, sendo necessária uma monitorização particularmente cuidadosa no caso de:
- doentes hipotensos
- doentes que estejam numa situação de risco particular de ocorrência de uma diminuição pronunciada da pressão sanguínea, por exemplo doentes com estenoses significativas das artérias coronárias ou dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro.
- doentes com diabetes mellitus manifesta ou latente doentes com gota
- doentes com síndrome hepato-renal, i.e. com insuficiência renal funcional associada a doença hepática grave
- doentes com hipoproteinemia, associada por exemplo à síndrome nefrótica (o efeito da furosemida poderá ser enfraquecido e a sua ototoxicidade potenciada).
É necessária uma titulação cuidadosa da dose
- em prematuros (possível desenvolvimento de nefrocalcinose/nefrolitíase; a função renal tem de ser monitorizada e terá de se proceder a uma ultrassonografia renal).
Na generalidade dos doentes é recomendável efectuar uma monitorização regular do sódio e potássio séricos, bem como da creatinina durante a terapia com furosemida; é necessário efectuar uma monitorização particularmente atenta em doentes com um risco elevado de desenvolver desequilíbrio electrolítico, ou em casos de perda adicional de líquidos significativa (por exemplo devido a vómitos, diarreia ou sudação intensa).
A hipovolémia ou desidratação, bem como quaisquer alterações electrolítica e ácido-base significativas terão de ser corrigidas.
Para tal poderá ser necessário descontinuar o tratamento com furosemida.
Utilização concomitante com risperidona
Em ensaios clínicos com risperidona controlados com placebo efectuados em doentes idosos que sofriam de demência, observou-se uma incidência superior de mortalidade nos doentes tratados concomitantemente com furosemida e risperidona (7,3%; mediana das idades: 89 anos, intervalo de idades: 75-97 anos) comparativamente com os doentes tratados com risperidona em monoterapia (3,1%; mediana de idades: 84 anos, intervalo de idades: 70-96 anos) ou com furosemida em monoterapia (4,1%; mediana de idades: 80 anos, intervalo de idades: 67-90 anos).
A utilização concomitante de risperidona com outros diuréticos (maioritariamente diuréticos tiazídicos utilizados em doses baixas) não foi associada a ocorrências similares.
Não foi identificado qualquer mecanismo fisiopatológico para explicar esta ocorrência, não tendo sido também observado um padrão consistente para a causa de morte.
No entanto, antes de tomar a decisão de utilizar este medicamento, deve ter-se precaução, levando em consideração os riscos e benefícios desta associação ou tratamento concomitante com outros diuréticos potentes.
Não se verificou um aumento da incidência de mortalidade entre os doentes a tomar outros diuréticos concomitantemente com a risperidona.
Independentemente do tratamento, a desidratação foi um fator de risco global para a mortalidade, devendo por isso ser evitada em doentes com demência.