⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Dopamina pode ser usado em doentes grávidas, quando segundo a opinião do médico, os benefícios pretendidos ultrapassem o potencial risco para o feto.
Aleitamento
Aleitamento:
Deverá ser tomada precaução aquando da administração da Dopamina em mulheres que estejam a amamentar.
Não adicionar qualquer substância alcalinizante, dado que a Dopamina sofre inativação em solução alcalina.
O concentrado para solução para perfusão de Cloridrato de Dopamina contém metabissulfito de sódio, composto que pode provocar reações do tipo alérgico incluindo sintomas anafilácticos e perigo de vida, ou episódios de asma menos severa, em indivíduos sensíveis.
A prevalência global da sensibilidade ao sulfito na população em geral é desconhecida e provavelmente baixa.
Esta sensibilidade é observada mais frequentemente na população asmática do que na não asmática.
Não existem dados suficientes que permitam definir com exactidão as doses e limitações da sua utilização na criança.
A administração em excesso de soluções isentas de potássio pode resultar em hipocaliémia significativa.
A administração intravenosa deste tipo de soluções pode provocar uma sobrecarga de líquidos e/ou solutos, resultando em diluição das concentrações séricas de electrólitos, sobrehidratação, situações de congestão ou edema pulmonar.
Antes do tratamento com Dopamina, a hipovolémia deve ser totalmente corrigida, se possível, ou com sangue total, ou com plasma, como referido.
Não se deve juntar outros medicamentos à solução de Dopamina que está sendo perfundida.
A avaliação clínica e exames laboratoriais periódicos são necessários para monitorizar as alterações no equilíbrio hídrico, as concentrações de electrólitos e o equilíbrio ácido-base, durante o tratamento parentérico prolongado, ou sempre que o estado do doente exija essa avaliação.
As soluções contendo dextrose devem ser usadas com precaução em doentes com diabetes mellitus conhecida, subclínica ou manifesta.
Se se verificar um aumento desproporcional na pressão diastólica nos doentes submetidos à Dopamina, a velocidade de perfusão deve ser diminuída e o doente observado cuidadosamente para posterior prova de atividade vasoconstrictora predominante, a não ser que se pretenda esse efeito.
Também os doentes com antecedentes de doença vascular oclusiva (por ex.: arteriosclerose, embolismo arterial, doença de Raynaud, lesão provocada pelo frio, tal como ulceração causada pela geada, endartrite diabética e doença de Buerger) devem ser rigorosamente monitorizados relativamente a quaisquer alterações na cor ou temperatura da pele das extremidades.
Se se verificar alguma alteração na cor da pele ou temperatura e se for considerada como o resultado de comprometimento circulatório das extremidades, os benefícios da perfusão contínua de Dopamina devem ser considerados relativamente ao risco de possível necrose.
Estas alterações podem ser revertidas por diminuição da velocidade de perfusão ou suspensão completa da administração do produto.
O Cloridrato de Dopamina em solução para perfusão deve ser injetado numa veia de grande calibre, sempre que possível, para evitar a possibilidade de infiltração no tecido perivascular, adjacente ao local da injeção.
Extravasão pode causar necrose e a formação de escaras no tecido circundante.
São preferidas as veias da fossa antecubital em detrimento das veias do dorso da mão ou tornozelo.
Como recurso podem ser usados locais de perfusão menos adequados, somente quando não se podem utilizar as veias de grande calibre e o estado do doente exija atenção imediata.
O médico deverá mudar para um local mais adequado logo que possível e o local de perfusão utilizado deverá ser continuamente monitorizado para um fluxo contínuo.
IMPORTANTE - Tratamento da Isquémia Secundária Periférica por Extravasão
Para evitar a formação de escaras e necrose nas zonas isquémicas, a zona deve ser impregnada de imediato com 10 a 15 ml de uma solução injetável de cloreto de sódio 0,9% USP, contendo 5 a 10 mg de Regitina (fentolamina) um agente bloqueante adrenérgico.
A dose pediátrica de fentolamina deve ser 0,1 a 0,2 mg/Kg até um máximo de 10 mg por dose.
Deve ser usada uma seringa com agulha hipodérmica fina e a solução é livremente infiltrada através da zona isquémica.
Se a zona for infiltrada no período de 12 h, o bloqueio simpático com fentolamina provoca alterações hiperémicas locais, imediatas e manifestas.
Portanto, a fentolamina deve ser administrada logo que possível depois de se ter verificado extravasão.
Tal como acontece com qualquer outro agente adrenérgico, durante a perfusão com Dopamina é necessária monitorização rigorosa dos seguintes índices: ECG, pulsação, fluxo urinário, débito cardíaco e pressão arterial.
As situações de hipóxia, hipercápnia e acidose podem reduzir a efetividade e/ou aumentar a incidência de efeitos adversos da Dopamina, pelo que devem ser identificadas e corrigidas antes ou concomitantemente com a administração do Cloridrato de Dopamina.
Se se observar uma taquiarritmia ou um aumento do número de batimentos ectópicos, a dose de Cloridrato de Dopamina deve ser reduzida, se possível.
Se ocorrer hipotensão a baixas velocidades de perfusão, a velocidade de perfusão deve ser rapidamente aumentada até se atingir uma pressão arterial adequada.
Se a hipotensão persistir, deve-se descontinuar o Cloridrato de Dopamina e administrar um vasoconstritor mais potente, como a noradrenalina.
Aquando da descontinuação da perfusão, será necessário diminuir gradualmente a dose de Cloridrato de Dopamina enquanto se aumenta o volume sanguíneo com fluidos intravenosos.
A suspensão súbita poderá provocar uma hipotensão acentuada.