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Código ATC
L02BA01
Fonte
FDA_OB · 070929
O tamoxifeno é um antiestrogénio não esteróide cuja estrutura base é o núcleo trifenileno e que apresenta um espectro de efeitos farmacológicos complexos em diferentes tecidos, como antagonista estrogénico e como agonista.
Compete com estrogénios como o estradiol na ligação aos receptores estrogénicos em vários tecidos, inclusivé na mama.
O tamoxifeno inibe a indução de carcinoma mamário pelo DMBA (dimetilbenzantraceno) no rato e causa regressão dos tumores induzidos.
Neste modelo animal parece actuar pela competição na ligação aos receptores estrogénicos.
O tamoxifeno compete com os estrogénios (estradiol) na ligação aos receptores de adenocarcinomas humanos.
A experiência actual parece confirmar que as doentes que tenham exame de detecção recente negativo para receptores estrogénicos responderão menos ao tamoxifeno.
O tamoxifeno é confirmadamente activo na terapêutica paliativa do cancro mamário avançado, em mulheres pós-menopáusicas.
O tipo de polimorfismo do CYP2D6 pode estar associado à variabilidade da resposta clínica ao tamoxifeno.
O estado de fraco metabolizador pode estar associado à resposta reduzida.
As consequências do tratamento de metabolizadores fracos do CYP2D6 não foram completamente esclarecidas.
Genótipo do CYP2D6
Os dados clínicos disponíveis sugerem que pode haver uma redução na eficácia do tamoxifeno no tratamento do cancro da mama, em doentes homozigóticos para alelos CYP2D6 não funcionais.
Os estudos disponíveis foram maioritariamente efectuados em mulheres pós-menopáusicas.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Tamoxifeno não deve ser administrado durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Tamoxifeno não deve ser administrado durante o aleitamento.
Dopping
Dopping:
Moduladores seletivos dos receptores dos estrogénios (SERMs). Substância probida - Portaria n.º 411/2015, de 26 de novembro - Aprova a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos para 2016 e revoga a Portaria n.º 270/2014, de 22 de dezembro.
Em mulheres sob tratamento com tamoxifeno para tratamento da neoplasia da mama e que se encontram na pré-menopausa, a menstruação é suprimida.
Registou-se um aumento da incidência de cancro do endométrio e de sarcoma uterino (tumor mesodérmico misto maligno, na maioria das vezes), associado ao tratamento com tamoxifeno.
O mecanismo subjacente é desconhecido mas poderá estar relacionado com as propriedades estrogénicas do tamoxifeno.
Quaisquer mulheres que recebam ou tenham recebido tratamento com tamoxifeno e que reportem sintomas ginecológicos anormais, especialmente hemorragia vaginal anormal, devem ser prontamente observadas.
Os ensaios clínicos efectuados com tamoxifeno para o tratamento do cancro da mama demonstram que o aparecimento de tumores primários noutros locais que não o endométrio e a mama oposta.
Não se estabeleceu uma relação causal com o tamoxifeno e o significado clínico destas observações mantém-se pouco claro.
O tamoxifeno é metabolizado no fígado e é potencialmente hepatotóxico, pelo que a função hepática deverá ser monitorizada.
Qualquer mulher a tomar tamoxifeno, com útero, deverá fazer um controlo regular (anual, no mínimo) da espessura endometrial através de ecografia vaginal.
Estudos publicados revelam que fracos metabolizadores do CYP2D6 têm uma concentração plasmática inferior de endoxifeno, um dos mais importantes metabólitos activos do tamoxifeno.
Medicamentos concomitantes que inibem o CYP2D6 podem diminuir a concentração do metabólito activo endoxifeno.
Durante o tratamento com tamoxifeno deve evitar-se o uso de inibidores potentes do CYP2D6 (ex. paroxetina, fluoxetina, quinidina, cinacalcet ou bupropiom).
Este medicamento contém lactose sob a forma de lactose mono-hidratada.
Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.
Em particular, deve informar o médico se estiver a tomar: paroxetina, fluoxetina (ex antidepressivos); bupropiom (antidepressivo ou adjuvante para cessação tabágica); quinidina (por exemplo utilizado no tratamento de arritmias cardíacas); cincalet/cinacalcet (para tratamento das alterações do funcionamento da glândula paratiróideia).
Verifica-se que o tamoxifeno potencia o efeito da varfarina, com riscos de hemorragia.
Assim, é aconselhável prudência na administração concomitante de tamoxifeno com anticoagulantes derivados cumarínicos devendo realizar-se monitorização do tempo de protrombina da doente, e consequente ajuste da dose do anticoagulante.
Quando se administra tamoxifeno em combinação com agentes citotóxicos, há um acréscimo do risco de acidentes tromboembólicos.