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Código ATC
A10BF 1
Fonte
BDA
A acarbose é um pseudotetrassacárido de origem microbiana.
Pode ser utilizada para o tratamento da diabetes tipo 1 (DMID) e diabetes tipo 2 (DMNID).
Em todas as espécies investigadas, a atividade da acarbose exerce-se a nível do tracto intestinal.
A ação da acarbose baseia-se na inibição das enzimas intestinais (alfa-glucosidases) envolvidas na degradação de dissacáridos, oligossacáridos e polissacáridos.
Este mecanismo induz um atraso dose-dependente na digestão destes hidratos de carbono.
Verifica-se que em especial a glucose proveniente dos hidratos de carbono sofre uma libertação mais lenta, sendo também mais lentamente absorvida pela circulação.
Desta forma, a acarbose reduz a subida pós-prandial da glicémia.
Graças ao mecanismo de regulação da absorção da glucose a nível do intestino, são atenuadas as variações do perfil diário da glucose sanguínea, registando-se uma redução dos respectivos valores médios.
Aprovado em 30-04-2008, a acarbose induz uma descida das concentrações anormalmente elevadas de hemoglobina glicosilada.
Num estudo prospectivo, randomizado, controlado por placebo, duplamente cego (3-5 anos de tratamento, média 3,3 anos) envolvendo 1429 indivíduos com tolerância diminuída à glucose, o risco relativo de desenvolvimento de diabetes tipo 2 foi reduzido em 25%.
Nestes doentes a incidência de todos os eventos cardiovasculares diminuiu significativamente em 49%, enquanto que a incidência de enfarte do miocárdio foi significativamente reduzida em 91%.
Estes efeitos foram confirmados por uma meta-análise de 7 estudos de acarbose controlados por placebo (num total de 2180 doentes, 1248 de acarbose, 932 placebo) no tratamento da diabetes tipo 2: nestes doentes o risco de qualquer evento cardiovascular foi reduzido em 24%, enquanto que o risco de enfarte de miocárdio foi diminuído em 64%.
Ambas as reduções foram estatisticamente significativas.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Os comprimidos de acarbose não devem ser administrados durante a gravidez, dada a ausência de informações sobre o seu uso em mulheres grávidas.
Aleitamento
Aleitamento:
Uma vez que não se encontra excluída a hipótese de a acarbose induzir efeitos no lactente devido à sua passagem para o leite, é aconselhável, em princípio, não prescrever os comprimidos de acarbose durante o período de aleitamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Evitar.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Evitar na IR moderada a grave.
Condução
Condução:
Risco de hipoglicemia.
Em casos individuais, podem ocorrer aumentos assintomáticos das enzimas hepáticas.
Nestas circunstâncias, dever-se-á considerar o controlo das enzimas hepáticas durante os primeiros 6 - 12 meses de tratamento.
Em casos suscetíveis de avaliação, estas alterações foram reversíveis, após interrupção da terapêutica com acarbose.
O nível das transaminases deve ser vigiado de 3 em 3 meses no primeiro ano de administração e depois periodicamente.
No caso de aumento das transaminases a dose de acarbose deverá ser reduzida ou se necessário o tratamento deve ser interrompido.
No Japão foram relatados casos individuais de hepatite fulminante com desfecho fatal.
A sua relação com a acarbose não é clara.
O tratamento prolongado com acarbose retarda o aparecimento de diabetes tipo 2; no entanto, não altera a predisposição individual para o desenvolvimento da doença.
A eficácia e segurança da acarbose em doentes com idade inferior a 18 anos de idade não foram estabelecidas.