⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Este medicamento não é recomendado durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
A amamentação deverá ser descontinuada durante o tratamento com Dinutuximab.
A pré-medicação com anti-histamínicos (p.ex. hidroxizina ou difenidramina) deverá ser administrada através de injecção intravenosa aproximadamente 20 minutos antes de iniciar cada perfusão de dinutuximab.
Recomenda-se que o medicamento anti-histamínico seja repetido a cada 4-6 horas, conforme necessário durante a profusão de Dinutuximab.
Os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais e sintomas de reacções à perfusão durante 4 horas após a conclusão da perfusão com Dinutuximab.
Deverão estar imediatamente disponíveis e ao lado da cama, epinefrina (adrenalina) e hidrocortisona durante a administração de dinutuximab para o controlo de reacções alérgicas com perigo para a vida.
Recomenda-se que o tratamento para tais reacções inclua hidrocortisona administrada por bolus intravenoso, e epinefrina administrada por bolus intravenoso, uma vez a cada 3-5 minutos, conforme necessário de acordo com a resposta clínica.
Dependendo da severidade da reacção alérgica, a taxa de perfusão deve ser reduzida ou o tratamento interrompido.
A síndrome de extravasamento capilar é mais provável quando dinutuximab é administrado concomitantemente com IL-2.
Recomenda-se que se administre metolazona oral ou furosemida intravenosa a cada 6-12 horas, conforme necessário.
Deverão utilizar-se suplementos de oxigénio, suporte respiratório e terapêutica de substituição de albumina conforme necessário, de acordo com o resposta clínica.
Os sintomas e sinais característicos incluem hipotensão, edema generalizado, ascite, dispneia, edema pulmonar e insuficiência renal aguda associada a hipoalbuminemia hemoconcentração.
A dor grave (Grau 3 ou 4) ocorre mais frequentemente durante o primeiro ciclo de 4 dias de dinutuximab, reduzindo-se frequentemente com os ciclos subsequentes.
Nas dores graves, a velocidade da perfusão de Dinutuximab deve ser diminuída para 0,875 mg/m2/hora.
Dinutuximab deve ser descontinuado caso a dor não esteja adequadamente controlada apesar da redução da velocidade da profusão e instituição das medidas de suporte máximas.
O paracetamol deve ser administrado por via oral 20 minutos antes de iniciar cada perfusão de dinutuximab, e repetido a cada 4-6 horas conforme necessário.
É recomendada a dosagem de forma regular a cada 4-6 horas quando se administra concomitantemente IL-2.
Caso seja necessário para dor persistente, deve ser administrado ibuprofeno por via oral a cada 6 horas, entre as doses de paracetamol.
O ibuprofeno não deve ser administrado caso existam evidências de trombocitopenia, hemorragia, ou disfunção renal.
Recomenda-se que se administre um opióide, tal como sulfato de morfina, por perfusão intravenosa antes de cada perfusão de dinutuximab, e continuada como uma perfusão intravenosa durante e até 2 horas depois da conclusão do tratamento.
Recomenda-se que sejam administradas doses adicionais de um opióide por bolus intravenoso conforme seja necessário para o tratamento da dor, até um máximo de uma vez a cada 2 horas durante a perfusão de dinutuximab.
Caso a morfina não seja bem tolerada, poderão ser utilizados fentanilo ou hidromorfona.
A lidocaína poderá ser administrada como uma perfusão intravenosa (2 mg/kg em 50 ml de cloreto de sódio a 0,9%) Ao longo de 30 minutos antes do início de cada profusão de dinutuximab e continuada através de perfusão intravenosa a 1 mg/kg/h por um período de até 2 horas após a conclusão do tratamento.
A perfusão de lidocaína deverá ser descontinuada caso o doente desenvolva tonturas, dormência perioral, ou acufenos.
A gabapentina pode ser administrada no momento de iniciar a pré-medicação com morfina, a uma dose 10 mg/kg/dia por via oral.
A dose pode ser de seguida aumentada (até um máximo de 60 mg/kg/dia ou 3.600 mg/dia) conforme necessário para controlo da dor.
Hipotensão: Deve ser administrada solução injectável de cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%) (a uma dose de 10 ml/kg) por via endovenosa ao longo de uma hora, imediatamente antes da perfusão de dinutuximab.
Caso ocorra hipotensão esta poderá ser repetida, ou poderá ser administrada albumina ou concentrado de hemácias conforme clinicamente indicado.
Recomenda-se ainda a administração de terapêutica com vasopressores, caso esta seja necessária para restabelecer uma pressão de perfusão adequada.
Poderão ocorrer afecções oculares, especialmente em ciclos repetidos.
Estas alterações geralmente desaparecem com o tempo.
Os doentes deverão ser sujeitos um a exame oftalmológico antes de iniciar a terapêutica, e serem monitorizados para alterações na visão.
Recomenda-se a monitorização regular da função hepática durante a imunoterapia com dinutuximab.
Os doentes têm tipicamente um cateter venoso central in situ e é provável que estejam imunocomprometidos durante a terapêutica como resultado de ASCT anterior, e desta forma, sujeitos ao risco de desenvolvimento de infecção sistémica.
Os doentes não devem ter qualquer evidência de infecção sistémica, e qualquer infecção identificada deverá estar sob controlo antes de iniciar a terapêutica.
Foram relatadas anomalias electrolíticas em doentes que receberam o Dinutuximab.
Os electrólitos devem ser monitorizados diariamente durante terapêutica com Dinutuximab.
Foi relatado síndroma hemolítico urémico na ausência de infecção documentada e resultante em insuficiência renal, anomalias electrolíticas, anemia e hipertensão.
Devem ser administradas medidas de suporte, incluindo o controlo do estado da hidratação, anomalias electrolíticas, hipertensão e anemia.