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Disponível em:
🇨🇿🇩🇪🇬🇧🇫🇷🇵🇹🇸🇰
Forma
CAPSULE
Posologia
5 mg/1
Via de administração
ORAL
Armazenamento
—
Sobre este produto
Fabricante
ANI Pharmaceuticals, Inc.
Código ATC
G02CB01
Fonte
OPENFDA_NDC
A Bromocriptina inibe a secreção da hormona da hipófise anterior da prolactina sem afetar os níveis normais das outras hormonas hipofisárias. Pode, no entanto, reduzir níveis elevados da hormona do crescimento, em doentes com acromegália. Estes efeitos são devidos à estimulação dos recetores dopaminérgicos.
No puerpério, a prolactina é necessária para o início e manutenção da lactação puerperal. Noutros casos, o aumento da secreção de prolactina origina uma lactação patológica (galactorreia) e/ou perturbações da ovulação e da menstruação.
Como inibidor específico da secreção da prolactina, a Bromocriptina pode ser utilizada para impedir ou suprimir a lactação fisiológica, assim como para tratar os estados patológicos relacionados com a prolactina. Na amenorreia e/ou anovulação (com ou sem galactorreia), Bromocriptina pode ser utilizada para normalizar os ciclos menstruais e a ovulação.
Com Bromocriptina não são necessárias as medidas habituais tomadas durante a supressão da lactação, tais como a restrição da ingestão de líquidos. Para além disso, Bromocriptina não compromete a involução puerperal do útero e não aumenta o risco de tromboembolismo.
Comprovou-se que Bromocriptina impede o crescimento ou reduz a dimensão dos adenomas hipofisários secretores da prolactina (prolactinomas).
Nos doentes acromegálicos – para além de reduzir os níveis plasmáticos da hormona do crescimento e da prolactina – Bromocriptina tem um efeito benéfico nos sintomas clínicos e na tolerância à glucose.
Bromocriptina melhora os sintomas clínicos da síndrome do ovário poliquístico pela normalização da secreção de LH. Devido à sua atividade dopaminérgica, a Bromocriptina em doses geralmente mais elevadas do que as usadas nas indicações endocrinológicas, é eficaz no tratamento da doença de Parkinson, que se caracteriza por uma deficiência específica em dopamina na via nigroestriada. Nesta situação, a estimulação dos recetores dopaminérgicos por Bromocriptina pode restabelecer o equilíbrio neuroquímico na região estriada.
Clinicamente, a Bromocriptina melhora o tremor, a rigidez, a bradiquinésia e outros sintomas parkinsónicos em todos os estádios da doença. Geralmente, a eficácia terapêutica mantém-se durante anos (até agora, têm sido descritos bons resultados em doentes tratados até 8 anos).
A Bromocriptina pode ser administrada quer isolada ou – tanto em estados precoces como avançados – associado a outros medicamentos antiparkinsónicos.
A combinação com o tratamento com levodopa resulta num aumento dos efeitos antiparkinsónicos tornando muitas vezes possível a redução da dosagem da levodopa.
Bromocriptina é particularmente benéfica em doentes tratados com levodopa que apresentem uma resposta terapêutica reduzida ou complicações, como movimentos involuntários anormais (disquinésia coreoatetósica e/ou distonia dolorosa), falha da "dose - final" e fenómeno de "on - off".
A Bromocriptina melhora a sintomatologia depressiva muitas vezes observada nos parkinsónicos. Isto é devido às suas propriedades antidepressivas próprias, tal como foi comprovado por estudos controlados em doentes não parkinsónicos com depressão endógena ou psicogénica.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O tratamento com Bromocriptina deve ser interrompido quando a gravidez é confirmada, a não ser que existam razões médicas para continuar o tratamento.
Aleitamento
Aleitamento:
Se estiver a tomar Bromocriptina não poderá amamentar uma vez que esta inibe a produção de leite.
Condução
Condução:
Bromocriptina pode causar sonolência e, muito raramente, sonolência excessiva e episódios de adormecimento súbito. Deve evitar conduzir ou realizar outras actividades que possam comprometer a sua vida ou a de outros (utilização de máquinas, por exemplo) até que episódios recorrentes de sonolência sejam resolvidos.
População pediátrica:
Crianças e Adolescentes (idades 7 a 17 anos)
A segurança e eficácia da Bromocriptina em doentes pediátricos só foi estabelecida para as indicações de Prolactinomas e Acromegalia em doentes com idade igual ou superior a 7 anos. Existem apenas dados isolados para a utilização da Bromocriptina em doentes pediátricos com menos de 7 anos. Contudo, outras experiências clínicas notificadas, incluindo notificações de eventos adversos pós comercialização, não identificaram diferenças de tolerabilidade entre adultos e adolescentes ou crianças.
Embora, não se tenham observado alterações no perfil de reações adversas em doentes pediátricos a tomar Bromocriptina, não se pode excluir categoricamente uma maior sensibilidade nalguns indivíduos mais jovens e recomenda-se uma titulação da dose cautelosa nos doentes pediátricos.
Gerais
O tratamento com Bromocriptina pode restabelecer a fertilidade.
As mulheres em idade de procriar e que não desejam engravidar devem, portanto, ser aconselhadas a praticar um método seguro de contraceção.
Em mulheres com condições não associadas com hiperprolactinémia tratadas com Bromocriptina, o fármaco deve ser administrado na dose eficaz mais baixa necessária para aliviar os sintomas; isto de modo a evitar a possibilidade de reduzir os níveis plasmáticos de prolactina abaixo dos níveis normais, com a consequente diminuição da função lútea.
Foram relatados alguns casos de hemorragia gastrointestinal e úlcera gástrica.
Se tal ocorrer, Bromocriptina deve ser retirado. Os doentes com úlcera pética ativa ou seus antecedentes devem ser cuidadosamente monitorizados ao receberem o tratamento.
Uma vez que, principalmente durante os primeiros dias de tratamento, podem, por vezes, ocorrer reações hipotensivas que resultem em vigilância reduzida, deve haver um particular cuidado ao conduzir veículos ou trabalhar com máquinas.
A Bromocriptina tem sido associada a sonolência e episódios de adormecimento súbito, particularmente em doentes com doença de Parkinson. O adormecimento súbito durante a atividade quotidiana, em alguns casos sem quaisquer sinais prévios, tem sido notificado muito raramente.
Os doentes devem ser informados no sentido de tomar precauções quando conduzem ou utilizam máquinas durante o tratamento com Bromocriptina.
Os doentes a quem ocorreu sonolência e/ou adormecimento súbito, devem evitar conduzir ou utilizar máquinas potencialmente perigosas.
Efeitos sobre a capacidade de condução e utilização de máquinas).
Além disso, deve ser considerada a redução da dose ou a suspensão do tratamento.
Dos doentes tratados com Bromocriptina, particularmente em tratamentos prolongados e com alta dose, foram notificadas ocasionalmente efusões pleural e pericardial, bem como fibrose pleural e pulmonar e pericardite constritiva.
Doentes com alterações pleuropulmonares inexplicáveis devem ser examinados cuidadosamente e interromperem o tratamento com Bromocriptina se necessário.
Nalguns doentes a tomar Bromocriptina, particularmente em tratamento prolongado e com alta dose, foi notificada fibrose retroperitoneal.
Para assegurar o reconhecimento de fibrose retroperitoneal numa fase precoce reversível, recomenda-se que as suas manifestações (ex: dor nas costas, edema das pálpebras inferiores, insuficiência da função renal) devem ser acompanhadas nesta categoria de doentes.
A medicação com Bromocriptina deve ser interrompida no caso de serem diagnosticadas ou suspeitas alterações fibróticas no retroperitoneu.
Doentes com um raro problema hereditário de intolerância à galactose, grave deficiência em lactase ou mal absorção glucose-galactose não devem tomar este medicamento.
Utilização em mulheres no pós parto
Só raramente foram descritos casos de efeitos adversos graves, incluindo hipertensão, enfarte do miocárdio, convulsões, AVC ou distúrbios psíquicos, em mulheres no pós-parto tratadas com Bromocriptina para a inibição da lactação.
Em algumas doentes o desenvolvimento de convulsões ou AVC foi precedido por cefaleia grave e/ou perturbações visuais transitórias.
Apesar da relação causal destes acontecimentos com o fármaco ser incerta, é aconselhável a monitorização periódica da pressão arterial em mulheres no pós-parto que recebam Bromocriptina para a inibição da lactação, assim como em doentes tratados para qualquer outra condição.
Se o Doente desenvolver hipertensão, cefaleia grave, progressiva ou persistente (com ou sem perturbações da visão), ou evidência de toxicidade ao nível do SNC, a administração de Bromocriptina deve ser descontinuada e deve ser imediatamente examinado.
É necessária atenção particular em doentes que tenham sido tratadas recentemente ou façam terapêutica simultânea com fármacos que possam alterar a pressão arterial, por ex. vasoconstritores como os simpaticomiméticos ou alcalóides ergotamínicos incluindo a ergometrina ou a metilergometrina e a sua utilização simultânea no puerpério não é recomendada.
Utilização em doentes com adenomas secretores de prolactina
Uma vez que os doentes com macroadenomas da hipófise podem apresentar hipopituitarismo devido à compressão ou destruição do tecido hipofisário, deve ser efectuada uma avaliação completa das funções hipofisárias e instituída uma terapêutica de substituição apropriada antes da administração de Bromocriptina.
Em doentes com insuficiência adrenal secundária é essencial a substituição com corticosteróides.
Em doentes com macroadenomas hipofisários a evolução da dimensão do tumor deve ser cuidadosamente monitorizada e, se surgirem evidências da expansão do tumor, deve ser considerada a abordagem cirúrgica.
Se ocorrer gravidez em doentes com adenoma após a administração de Bromocriptina, é obrigatória uma observação médica cuidadosa. Os adenomas secretores de prolactina podem expandir-se durante a gravidez. Nestas doentes, o tratamento com Bromocriptina resulta frequentemente numa redução da dimensão do tumor e numa rápida melhoria dos defeitos do campo visual. Em casos graves, a compressão do nervo ótico ou de outros nervos cranianos pode requerer cirurgia hipofisária de emergência.
A limitacção do campo visual é uma complicação conhecida do macroprolactinoma.
O tratamento efectivo com Bromocriptina leva a uma redução na hiperprolactinémia e, frequentemente, a uma resolução da insuficiência visual.
No entanto, nalguns doentes podem desenvolver-se subsequentemente uma deterioração secundária do campo visual apesar da normalização dos níveis de prolactina e da redução do tumor, o que pode resultar em tracção do quiasma ótico que é empurrado para a sela parcialmente vazia.
Nestes casos, o defeito do campo visual pode melhorar com a redução da dose de Bromocriptina enquanto existe alguma elevação dos níveis de prolactina e alguma reexpansão do tumor. A monitorização dos campos visuais em doentes com macroprolactinoma é, assim, recomendada para uma detecção precoce de perda de campo secundária devido a herniação do quiasma e adaptação da posologia.
Nalguns doentes com adenomas secretores de prolactina tratados com Bromocriptina foi observada rinorreia de fluido cerebrospinal. Os dados disponíveis sugerem que tal pode resultar da regressão de tumores invasivos.
Alterações no controlo de Impulso
Os doentes devem ser regularmente monitorizados sobre o desenvolvimento de alterações no controlo de impulsos.
Os doentes e cuidadores devem ser alertados que sintomas comportamentais de alterações no controlo de impulsos incluindo jogo patológico, aumento da líbido e hipersexualidade, compras compulsivas, comer compulsico podem ocorrer em doentes a tomar agonistas dopaminérgicos incluindo a Bromocriptina.
Se os doentes desenvolverem estes sintomas, deve ser considerada uma redução da dose ou interrupção do tratamento.
Idosos
Estudos clínicos para a Bromocriptina não incluíram um número de doentes suficientes com idade igual ou superior a 65 anos para determinar se os idosos respondem de forma diferente dos jovens. Contudo, outras experiências clínicas notificadas, incluindo reações adversas pós comercialização, não identificaram diferenças na resposta ou tolerabilidade entre doentes idosos e mais jovens.
Embora, não se tenham observado alterações no perfil de reações adversas em doentes idosos a tomar Bromocriptina, não se pode excluir categoricamente uma maior sensibilidade nalguns indivíduos idosos.
No geral, a selecção da dose nos idosos deve ser cuidadosa, começando com a dose mais baixa, tendo em conta a maior frequência de diminuição da função hepática, renal ou cardíaca e a doença concomitante ou outro tratamento nesta população.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se está a tomar ou tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos.
– está a tomar antibióticos macrólidos tais como eritromicina ou josamimicina, usados para tratar infeções.
– está a tomar octeótido (um medicamento para tratar perturbações de crescimento – acromegália)
– está a tomar inibidores da protease tais como ritonavir, nelfinavir, indinavir e delavirdina, usados no tratamento da SIDA/HIV;
– está a tomar medicamentos para tratar infeções fúngicas, tais como cetoconazol e itraconazol;
– está a tomar medicamentos designados por antagonistas da dopamina (como fenotiazinas, butifenonas, tioxanteno, metoclopramida e domperidona) pois podem reduzir o efeito de Bromocriptina.
Embora não haja relação evidente de uma interação entre a Bromocriptina e medicamentos que possam alterar a pressão arterial, por ex. simpaticomiméticos ou alcalóides da cravagem do centeio incluindo a ergometrina ou a metilergometrina, a sua administração simultânea no puerpério não é recomendada.
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Verificado por editor médico
Dr. Ozarchuk, PharmD · April 2026
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